quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

DEUS É O SENHOR DO TEMPO




por Marcia B. Fonseca

Uma vez por semana, o Senhor invade nossa rotina e nos lembra que Ele é o Senhor do nosso tempo.  Nos cultos de domingo reconhecemos que Deus é o autor e regente do tempo.  Ele fez o tempo quando separou a luz das trevas e estabeleceu o ciclo dos dias, manhã e tarde, e os organizou em seis dias para trabalho e recreação e um dia para que descansemos em Sua presença.  [Gn1.3-5; Gn2.1-3; Ex20.11]. 

Por mais que tentemos organizar nosso tempo com calendários e agendas, a vida nos mostra que não somos senhores de nosso próprio tempo. Deus criou o tempo, nos inseriu no tempo e é Ele que nos mostra a maneira correta de usá-lo.  Quando nos submetemos ao seu padrão de tempo reconhecemos que Ele é o Senhor do tempo.  Também, ao ensinarmos nossos filhos a interromperem aos domingos todas as suas atividades para estarem conosco diante do Senhor, nós os ensinamos a soberania de Deus sobre todas as coisas, sobre todos os tempos, todos os desejos, todas as atividades.  Ele é o autor da vida, assim, quando nos submetemos a Ele, o Senhor invade nossa rotina e nos lembra que Ele é nossa prioridade.  Em todas as coisas, em todos os tempos nós crentes, servimos ao Senhor.

Os puritanos costumavam chamar o Dia do Senhor de “o dia de feira da alma”. Assim como um mercado ostenta balcões com carnes, pães e produtos nutritivos, o Dia do Senhor oferece suprimentos doces e nutritivos para nossa alma.

Então Jesus declarou: "Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede [Jo 6.35].

Quando nos reunimos para adorar o Senhor na assembleia dos santos, aprendemos com sua Palavra e crescemos em nosso amor por ele.

Quando levamos nossos filhos aos cultos de domingo, eles aprendem que seus cochilos podem ser interrompidos, que suas refeições podem ser atrasadas, que suas brincadeiras e jogos podem ser adiados.  Eles aprendem que não são o centro da família, que Deus é.  É assim que os ensinaremos que devem trocar provisões terrenas por algo muito melhor para suas almas imortais. Eles aprenderão que aos domingos tudo será rearranjado para que a Palavra proclamada no poder do Espírito possa ser ouvida.  Crescerão sabendo que seus “eus” marcados por seus desejos, suas frustrações e suas vontades não são nada diante da “única coisa necessária” [Lc10.42].  Deus é.

Pais e mães, mesmo que hoje pareçam ser exigentes, tenham a absoluta certeza do bem que estarão plantando nos corações de suas crianças e jovens. No futuro, eles guardarão no fundo de suas almas e pelo resto de suas vidas que seus pais e mães os apontaram Cristo e os motivaram a estarem diante dele para que fossem recebidos em seus braços e transformados para sempre.   Somente os pais crentes gozam desta oportunidade única – de levarem seus pequeninos a Jesus.  Essa é uma obrigação, ao mesmo tempo, uma excelente notícia, pois este é o tesouro que jamais lhes será tirado.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Te Deum Laudamus" - "A Ti, Deus, louvamos"



O "Te Deum" é um dos primeiros hinos cristãos. Alguns estudiosos atribuem sua autoria a Santo Ambrósio, daí o fato de também ser chamado de “hino ambrosiano”. Outros estudiosos sugerem que a autoria corresponde a Aniceto (também conhecido como “Nicetas”) de Remesiana, no século IV. Especulações à parte, o certo é que ao ouvirmos o coro dos monges Beneditinos do Colégio Interno de Santo Anselmo em Roma, impossível não elevarmos nosso pensamento a Deus. Inscreva-se no nosso canal.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

SANTO AGOSTINHO - VIDA E PENSAMENTO


Santo Agostinho (354-430) foi o mais profundo filósofo da era patrística e um dos maiores gênios teológicos de todos os tempos.

A ESCRITURA NOS ENSINA COERÊNCIA




por Marcia B. Fonseca


Coerência vem do latim cohaerentia – coesão.  Diz-se que um indivíduo é coerente quando ele tem senso de lógica e quando há coesão entre suas ideias e atos, entre seu discurso e seu agir. Incoerência é então, quando o discurso é cheio de contradições, dúvidas e desconexões, logo seus atos tenderão à instabilidade e à fantasia.
 
Pesquisas apontam que adolescentes que têm baixo senso de coerência apresentam problemas de saúde mental. Assim, a tendência à depressão, ansiedade e problemas psicossomáticos são comuns neste grupo de indivíduos. Ao contrário, os jovens com alto índice de coerência apresentam melhor qualidade de vida, não aderem com facilidade ao consumo de álcool e drogas e enfrentam melhor as situações adversas, as doenças, os momentos difíceis da vida adulta e até situações limite como períodos de desemprego, carências, até guerras. 

A coerência capacita o indivíduo ao enfrentamento e à adaptação ao lidar com a adversidade. Compreender a situação, manejar adequadamente os recursos disponíveis para ultrapassar os obstáculos, e ter a certeza de que a vida apresenta um sentido e um propósito são características comuns aos indivíduos coerentes. A coerência traduz o senso de realidade do indivíduo, enquanto a fantasia revela falha no senso de coerência. É o que acontece com pessoas que tendem a gastar o que não podem, tendem a aparentar o que não são, a fazer o que não conseguem. 

Deus, como Pai Excelente, ensina a seus filhos a coerência. Observe que a ortodoxia bíblica abrange a ortopraxia, ou seja, é fundamental para a vida do crente tanto aprender a doutrina correta, quanto viver de acordo com a Palavra. Para ficar bem claro: tanto a doutrina correta, quanto o viver corretamente são essenciais e totalmente inseparáveis para o verdadeiro filho de Deus. E esse é o ensino coerente do próprio Cristo. 
          
Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8.31-32).

Temos que ter em mente o grande tesouro que chega até nós pela primazia do ensino correto.  Será este o ensino que se traduzirá no alicerce para o comportamento correto. Viver na retidão é fruto da fé autêntica e não o contrário.  Até as ações mais piedosas, se incoerentes com a Verdade, não fazem parte de um viver genuíno em Cristo, ao contrário, traduzem a hipocrisia dos que se acham bons diante de Deus. Segundo  MacArthur Jr. “as ações piedosas destituídas do amor verdadeiro pela verdade nem mesmo fazem parte de uma ortopraxia genuína. Ao contrário, são a pior forma de justiça própria hipócrita.”[i]

Nós somos a igreja, portanto devemos lutar para que a coerência entre a Palavra de Deus que ouvimos e aprendemos, a fé que exercemos, as palavras que pensamos e proferimos e os atos que praticamos sejam coerentes.
 
Convido os pais, líderes de suas famílias, e mães, auxiliadoras desses líderes, a ensinarem a coerência para seus filhos. Lembrando que crianças aprendem menos pelas palavras que ouvem e mais pelos atos que veem. É importante que crianças e jovens estejam na igreja ouvindo a Palavra ensinada corretamente, aprendendo a se portarem de forma coerente, tanto no culto, quanto na vida, exemplificados por seus pastores, lideres, pais e mães. A palavra da verdade sempre estará em oposição às trevas das heresias e das mentiras. Pense nisso!




[i] MACARTHUR, John, A Guerra pela Verdade, SP: Fiel, 2016.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

O LUGAR DA ORAÇÃO - R.C. SPROUL





A oração tem um lugar vital na vida de um cristão. Primeiro, ela é um pré-requisito absoluto para a salvação.  A negligência da oração é a maior causa de estagnação na vida cristã.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O EU CRUCIFICADO



por  Delmo Fonseca |

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gl 2.20

O que se passa na mente daqueles que se encontram no corredor da morte, à espera da execução numa cadeira elétrica? Será que possuem planos para o futuro? Possuem sonhos? Em outras palavras, quais são as perspectivas de um condenado à morte? Disse Jesus: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho a salvará”. (Mc 8:34-35).
Sabe-se que na época em que o Senhor proferiu estas palavras, todos os ouvintes viviam num contexto em que o Império Romano, ao condenar um criminoso à crucificação, forçava-o a carregar a própria cruz até o lugar indicado, a não ser em casos em que alguém era chamado para dividir o peso da cruz com o condenado. 

Jesus se valeu desta realidade para dizer: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Os que escolhiam seguir o Senhor deviam se conscientizar do seguinte fato: havia um EU a ser crucificado. “Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho a salvará”.
Temos diante de nós este paradoxo: ao escolhermos salvar a própria vida acabamos por perdê-la, pois seremos acolhidos pelo espírito deste mundo. Mas se escolhermos perder a vida por causa de Cristo seremos acolhidos pelo seu Espírito. Há muitas maneiras de “salvar” a própria vida, pois o mundo apresenta um cardápio variado de como viver para si mesmo, como buscar a felicidade a qualquer custo, como viver sem Deus. O viver somente para si se configura como uma rejeição à cruz. Quando tomamos nossa cruz, diariamente, estamos afirmando que nosso ser natural, com suas paixões e fraquezas, está condenado à morte. 

Outra vez disse Jesus: “Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz, e vier após mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.25-27). Novamente somos desafiados a andar na contramão do mundo, pois constatamos que não há problema algum, por parte de muitos, em dizer “não” para o Senhor; no entanto, quando se trata de um negócio, família, amigos, lazer ou outra ocupação o “sim” é sempre automático. 

O apóstolo Paulo faz a seguinte observação: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 2.14-15). Saber que o Senhor Jesus, por amor, morreu para que tivéssemos vida eterna deveria gerar um constante constrangimento, mas quem se atenta para este fato? Saber que ele morreu para que os que vivem não vivam mais para si deveria gerar a certeza de que não temos outra escolha a não ser carregarmos nossa cruz. Mas quem se importa? 
A nossa oração é para que tenhamos o mesmo entendimento do apóstolo Paulo, que assim concluiu: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20). 


Soli Deo Gloria!