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Mostrando postagens de 2019

A REDENÇÃO DO TEMPO

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por Delmo Fonseca| Que é, pois, o tempo? Em suas Confissões, Agostinho afirmou: “Se ninguém me pergunta, eu sei; porém, se quero explicá-lo a quem me pergunta, então não sei”. A partir dessa premissa agostiniana, presume-se que a abordagem sobre o tempo envolve uma. complexidade que desafia a razão. Ainda assim, por que precisamos compreender o tempo? No salmo 90.12, Moisés clamou a Deus por esta compreensão: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” Há uma correlação entre sabedoria e tempo, pois a prática do saber exige tempo. O salmista sabia que somente o Criador do tempo poderia nos ensinar a tirar o melhor proveito possível deste. Oxalá pudéssemos imitar Jonathan Edwards: “Resolvi nunca perder nenhum momento do meu tempo; mas, antes usá-lo da maneira mais proveitosa que eu puder”. Ao tempo podemos atribuir algumas características como incerteza, duração e irreversibilidade. Nada sabemos do porvir, não controlamos sua fugacidade

DEIXEM NOSSAS CRIANÇAS EM PAZ

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por Delmo Fonseca | A cultura humanista é um rio caudaloso e de tempos em tempos suas águas rompem as barreiras que o margeiam. Na prática, estas barreiras são compostas por leis e costumes. À semelhança de Cícero, que bradou “ O tempora! O mores!” ("Ó tempos! Ó costumes!), diante da constatação da decadência moral e dos costumes dissolutos de Roma, podemos soltar um brado ainda mais retumbante, pois os costumes do nosso tempo fazem os de Roma parecerem pueris. Aliás, um dos diagnósticos dessa decadência aponta para o neopaganismo. Os “deuses” modernos têm sido objeto de culto e adoração por parte daqueles que ignoram o evangelho da cruz, que por natureza é contracultural. A cultura cristã consiste num sistema de valores que se opõe frontalmente ao “espirito da época” ( zeitgeist ), o rio caudaloso que tudo arrasta. Um exemplo desse embate se encontra no campo da moralidade, especificamente no que diz respeito aos limites das ações humanas. Por estar mergulhada num

SOBRE PROFECIAS E "PROFETADAS"

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po r   Delmo Fonseca | Os movimentos religiosos são pródigos em apresentar novidades. Há novidades do lado de lá e novidades do lado de cá, se considerarmos este lado de cá como o dos evangélicos brasileiros. Por ora analisemos uma das novidades do lado de cá: as tais “profetadas”. Este é um termo jocoso muito utilizado por aqueles que questionam a legitimidade dos irmãos e irmãs (“vasos”) que vez ou outra pronunciam a expressão “o Senhor me faz saber que…” A partir do enunciado “o Senhor me faz saber que…”, segue-se um rosário de “visões”, “revelações” e o “manto de Jeová”, tudo advindo do Senhor. Há quem chame de profecias as famigeradas “profetadas”, tais como: “O Senhor me faz saber que… o irmão terá uma grande vitória no trabalho”; “O Senhor me faz saber que… a enfermidade da irmã sarará daqui a dois dias”; “O Senhor me faz saber que… um inimigo se levantará contra sua unção” etc.   Certa feita, ao visitar seu pai que estava internado, um amigo resolveu entrar numa

IGREJA. QUEM SE IMPORTA?

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S eria estranho, muito estranho. Causaria espanto e pavor se avistássemos à nossa frente um pé ou uma mão vagando por aí com vida própria, um membro cuja existência só tem sentido no corpo para o qual foi criado, buscando viver à revelia desse corpo. Nesse caso, os interesses desse membro autônomo seriam distintos dos interesses do restante do corpo, a começar peça cabeça.  Assim deveria pensar cada crente ao projetar sua vida à parte da igreja, pois a igreja é o corpo de Cristo.  É também a família de Deus. O apóstolo Paulo nos ensina na Epístola aos Efésios que a igreja, assembleia dos santos, foi planejada pelo Criador na eternidade. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, s

DEUS É O SENHOR DO TEMPO

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por Marcia B. Fonseca Uma vez por semana, o Senhor invade nossa rotina e nos lembra que Ele é o Senhor do nosso tempo.   Nos cultos de domingo reconhecemos que Deus é o autor e regente do tempo.   Ele fez o tempo quando separou a luz das trevas e estabeleceu o ciclo dos dias, manhã e tarde, e os organizou em seis dias para trabalho e recreação e um dia para que descansemos em Sua presença.   [Gn1.3-5; Gn2.1-3; Ex20.11].   Por mais que tentemos organizar nosso tempo com calendários e agendas, a vida nos mostra que não somos senhores de nosso próprio tempo. Deus criou o tempo, nos inseriu no tempo e é Ele que nos mostra a maneira correta de usá-lo.   Quando nos submetemos ao seu padrão de tempo reconhecemos que Ele é o Senhor do tempo.   Também, ao ensinarmos nossos filhos a interromperem aos domingos todas as suas atividades para estarem conosco diante do Senhor, nós os ensinamos a soberania de Deus sobre todas as coisas, sobre todos os tempos, todos os desejos, todas

O Milagre da Vida. Jamais despreze "o dia dos humildes começos".

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Precisamos falar sobre o aborto. Afinal, o que a Bíblia ensina? Compartilhe este vídeo a fim de que mais pessoas conheçam o valor da vida.

Te Deum Laudamus" - "A Ti, Deus, louvamos"

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O "Te Deum" é um dos primeiros hinos cristãos. Alguns estudiosos atribuem sua autoria a Santo Ambrósio, daí o fato de também ser chamado de “hino ambrosiano”. Outros estudiosos sugerem que a autoria corresponde a Aniceto (também conhecido como “Nicetas”) de Remesiana, no século IV. Especulações à parte, o certo é que ao ouvirmos o coro dos monges Beneditinos do Colégio Interno de Santo Anselmo em Roma, impossível não elevarmos nosso pensamento a Deus. Inscreva-se no nosso canal.

JOHN MACARTHUR JR. EM CINCO MINUTOS

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SANTO AGOSTINHO - VIDA E PENSAMENTO

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Santo Agostinho (354-430) foi o mais profundo filósofo da era patrística e um dos maiores gênios teológicos de todos os tempos.

A ESCRITURA NOS ENSINA COERÊNCIA

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por Marcia B. Fonseca Coerência vem do latim cohaerentia – coesão.   Diz-se que um indivíduo é coerente quando ele tem senso de lógica e quando há coesão entre suas ideias e atos, entre seu discurso e seu agir. Incoerência é então, quando o discurso é cheio de contradições, dúvidas e desconexões, logo seus atos tenderão à instabilidade e à fantasia.   Pesquisas apontam que adolescentes que têm baixo senso de coerência apresentam problemas de saúde mental. Assim, a tendência à depressão, ansiedade e problemas psicossomáticos são comuns neste grupo de indivíduos. Ao contrário, os jovens com alto índice de coerência apresentam melhor qualidade de vida, não aderem com facilidade ao consumo de álcool e drogas e enfrentam melhor as situações adversas, as doenças, os momentos difíceis da vida adulta e até situações limite como períodos de desemprego, carências, até guerras.   A coerência capacita o indivíduo ao enfrentamento e à adaptação ao lidar com a adversidade. C

O LUGAR DA ORAÇÃO - R.C. SPROUL

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A oração tem um lugar vital na vida de um cristão. Primeiro, ela é um pré-requisito absoluto para a salvação.  A negligência da oração é a maior causa de estagnação na vida cristã. INSCREVA-SE NO NOSSO CANAL E COMPARTILHE.

O EU CRUCIFICADO

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por   Delmo Fonseca | “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gl 2.20 O que se passa na mente daqueles que se encontram no corredor da morte, à espera da execução numa cadeira elétrica? Será que possuem planos para o futuro? Possuem sonhos? Em outras palavras, quais são as perspectivas de um condenado à morte? Disse Jesus: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho a salvará”. (Mc 8:34-35). Sabe-se que na época em que o Senhor proferiu estas palavras, todos os ouvintes viviam num contexto em que o Império Romano, ao condenar um criminoso à crucificação, forçava-o a carregar a própria cruz até o lugar indicado, a não ser em casos em que alguém era chamado para dividir o peso da cruz com o condenado.  Jesus se valeu desta realidade para dizer: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se

AZUL OU ROSA: O DILEMA DA LACROSFERA

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por Delmo Fonseca | Se você desembarcou agora do “bonde da história” e se deparou com uma acalorada discussão em torno da questão “menino veste azul e menina veste rosa”, como parte de uma discussão mais ampla sobre “identidade de gênero”, caberá a pergunta: que diabo é isso? A indagação é pertinente, pois este embate é apenas mais traço da guerra cultural que está sendo travada entre conservadores e “lacradores”.   Estes, por sua vez, formam o contingente da “lacrosfera”, uma bolha ideológica cuja finalidade é rechaçar a tradição, chocar, surpreender e escandalizar. A “lacração é, então, um novo modo de ser e estar no mundo. Por outro lado, nas palavras de Michael Oakeshot [i] , “ser conservador é preferir o familiar ao desconhecido, preferir o tentado ao não tentado, o fato ao mistério, o real ao possível, o limitado ao ilimitado, o próximo ao distante, o suficiente ao superabundante, o conveniente ao perfeito, a felicidade presente à utópica”.  Em síntese, o