sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 26.1-23




TEMA: A ÚLTIMA DEFESA DE PAULO

Numa audiência cheia de pompa, Paulo foi levado à presença do rei Agripa II para seu quinto e último julgamento.

Essa defesa será a mais longa e mais detalhada. O testemunho de Paulo será ouvido pelos mais importantes líderes políticos de Cesareia e Judeia.

Paulo fará uma retrospectiva de sua vida, o que configurará um discurso pessoal e autobiográfico. Mais uma vez seu testemunho apontará para Cristo.

Você e sua família são nossos convidados.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 25.13-27



TEMA: PAULO PERANTE O REI AGRIPA

O rei Agripa II e sua irmã Berenice resolvem visitar Cesareia e saudar o novo governador, Festo.

Enquanto estavam ali, Festo compartilhou com o rei Agripa II a situação de Paulo, o seu apelo para ser julgado no tribunal de César e o que ele deveria escrever sobre as acusações levantadas contra Paulo.

Agripa conhecia a tradição judaica e, portanto, era o homem certo para ouvir o caso.

Você e sua família são nossos convidados.

DE SONHOS E PROMESSAS



por Delmo Fonseca 

Há um verso da poeta chilena Gabriela Mistral, que resume o mote do nosso texto: “todos nós temos duas vidas: a com a qual sonhamos e a que somos obrigados a viver ...” Em outras palavras, nos situamos numa zona fronteiriça onde realidade e fantasia se tangenciam. Por que o simples ato de andar com os “pés no chão” é, para muitos, menos atraente do que andar com a “cabeça nas nuvens”? Ou melhor: por que muitos preferem a fantasia à realidade? A resposta é simples: a realidade nos mantêm despertos, enquanto a fantasia nos lança num estado sonambúlico.

A realidade, sob vários aspectos, ora se apresenta árdua e hostil, ora amena e tranquila. Por ser árida na maioria das vezes, provoca em muitos o desejo de fuga. Daí o fato de que fugir da realidade é quase sempre a alternativa mais viável para quem prefere a leveza da fantasia. Até mesmo o salmista, diante de uma série de infortúnios, se viu tentado a escapar da realidade: “O meu coração está acelerado; os pavores da morte me assaltam. Temor e tremor me dominam; o medo tomou conta de mim. Então eu disse: ‘Quem dera eu tivesse asas como a pomba; voaria até encontrar repouso! Sim, eu fugiria para bem longe, e no deserto eu teria o meu abrigo. Eu me apressaria em achar refúgio longe do vendaval e da tempestade’" (Sl 55.4-8).

Quem nunca, ao menos uma vez na vida, acalentou o desejo do salmista? Fugir para um lugar distante, abrigar-se das vicissitudes, proteger-se das intempéries, enfim, viver à margem das tribulações. Talvez esse desejo revele nossa predileção por andar com a “cabeça nas nuvens” em vez de fincar os “pés no chão”. A Palavra de Deus é pródiga em nos mostrar que a realidade nem sempre se ajusta ao que sonhamos. Abraão, por exemplo, vislumbrou uma terra que manava leite e mel, porém se deparou com uma Canaã muito diferente de seus sonhos: “Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra” (Gn 12.10). Até mesmo Elias, após a peleja contra os profetas de Baal, considerou a possibilidade de uma vida mais amena. No entanto, se deparou com outra realidade ante a ameaça de Jezabel, o que o levou a uma grande frustração: “Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (1Rs 19.4).

Diante da constatação de que a realidade nem sempre se ajusta aos nossos sonhos, o que sugere uma conclusão pessimista, será que há espaço para a esperança de que ainda experimentaremos dias melhores? Aos que creem, a resposta é um altissonante “sim”. Disse Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). As Escrituras confirmam que Abraão e Elias experimentaram o consolo de Deus ao final de suas vidas. Por razões semelhantes, cremos que as provações e toda sorte de tribulações, por mais sofrimentos que possam infligir, não ultrapassarão a nossa capacidade em Cristo de suportá-las.  Ele venceu o mundo.

Sendo assim, cabe a pergunta: estamos impedidos de sonhar? De maneira alguma. O que não podemos é buscar refúgio na fantasia, seja esta de que matiz for, ainda que a vida com a “cabeça nas nuvens” pareça mais tentadora do que a ser vivida com os “pés no chão”. Para tanto, precisamos crer na misericórdia de Deus, esperar nele, pois suas promessas são melhores do que os nossos sonhos: “os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (Is 40.31).

sábado, 15 de dezembro de 2018

POR QUE VOCÊ QUER SABER?



 [marcia b. fonseca]

“O homem é escravo do que fala e dono do que cala. Quando Pedro me fala de João, sei mais de Pedro do que de João” [S. Freud]

Sou neta de uma catalã que me ensinou grandes lições.  Uma delas merece destaque neste meu escrito. Lá vai: “quem muito quer saber, mexerico quer fazer”.  Não sei se você já passou pela experiencia de estar ao lado de alguém que te crava de perguntas. É muito desagradável. Até porque você não é obrigado a dividir com ninguém algo somente seu.  Ao longo destes anos lidando com pessoas, sei o quanto é difícil, muitas vezes dolorido, para alguém falar algo que lhe machuca, ou machucou no passado.  Feridas doem, às vezes sangram, nem sempre cicatrizam definitivamente.  Sem sombra de dúvida, quem muito pergunta é no mínimo insensível, algumas vezes indiscreto; outras, inconveniente.  Vale também analisarmos aqui os motivos de alguém querer saber tanto de um outro – saber e falar. Os “comentários” nunca são inocentes e é bom colocarmos as coisas em seus devidos lugares.  Fofoca é um mal, nunca é de boa conduta e pode causar danos irreversíveis ao outro.

As pessoas fofocam porque almejam se sentir parte de um grupo e esse hábito que pode tornar-se um vício, remonta à época dos primeiros homens e esconde em si algo maligno.  Falar do outro em nossa cultura aproxima pessoas proporcionando risos, espanto e intimidade.   Por ser mimético o homem observa o comportamento do outro e “comenta” sobre as diferenças de comportamento, de fala, de posição cultural, intelectual ou financeira.  Se somos cristãos, não devemos nos alinhar com a cultura do mundo, mas com a cultura cristã.

 “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.  Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” [1Jo 5.2-4].

Mas por que as pessoas são acometidas por estes impulsos verbais?  Um dos motivos que podemos listar é a inveja.  A inveja é sempre destrutiva, cabe aqui ressaltar.  Quando uma pessoa é admirada por alguns, fatalmente causará inveja em outros que logo usarão de comentários maldosos para que esta pessoa seja vista de outra forma pelo grupo.  Este comportamento torpe e maligno além de machucar o outro traz em si a capacidade de destruir reputações. 

“Não inveje os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre ao Senhor [Pv 23.17]

Um outro tipo de pessoa que se utiliza da fofoca com frequência é quem tem baixa autoestima.  Por sentir-se menor critica o outro para aliviar seu senso de pobreza de espírito. Assim, traça uma maneira vil de fazer-se notar.  
“É orgulhoso e nada entende. Esse tal mostra um interesse doentio por controvérsias e contendas acerca de palavras, que resultam em inveja, brigas, difamações, suspeitas malignas” [1Tm 6].

A ansiedade também pode fazer com que uma pessoa fale do outro pela simples compulsão em falar.  Neste caso são pessoas vazias e com pouca inclinação para atividades intelectuais. Coisas fúteis lhes interessa mais que as coisas sólidas do evangelho, que lhes daria conteúdo.  Assim, usam a fofoca para construírem, de forma equivocada, laços sociais.  Laços tênues que logo se diluirão.  Em nenhum relacionamento sólido cabe a fofoca. 

“Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o teu consolo trouxe alívio à minha alma” [Sl 94.19]

Se para nossos ancestrais a fofoca tinha um viés antropológico de sobrevivência, o homem comentava sobre seus adversários para obter informação e poder para assim escapar dos perigos.  Essa prática hoje é desnecessária.  Além do mais, Deus supre todas as nossas necessidades.  Por deflagrar hormônios fundamentais, como a serotonina, a fofoca ajuda a diminuir o estresse.  Por isso, os laços criados entre os fofoqueiros criam vínculos.  Porém, estes vínculos são rapidamente desfeitos logo aparecendo a necessidade de fazer outro “comentário”.  Até que o fofoqueiro adquire a inevitável reputação de uma pessoa que fala demais, tornando-se assim, indigno de confiança. 

Paulo nos alerta sobre aqueles que “aprendem a ser… tagarelas e intrigantes, falando o que não devem” [2Tm 5.13].

Lembremos que para viver o evangelho precisamos mais do que ter “boas intenções”.  Pode sempre haver a vontade e o pecado oculto de saber da vida dos outros, de ser aquele que “está a par”, ou de sentir-se envaidecido de poder “ajudar”.  Aconselhamento é coisa muito séria, é sempre bíblico e precisa de estudo teológico e da Palavra.  É preciso que o irmão queira falar.  A intimidade de uma vida pertence a Deus.  Estudemos mais, oremos mais. Estejamos preparados para no momento oportuno dizermos: “Eis-me aqui, Senhor” e é o Senhor que te enviará para que você diga: “Eis-me aqui, meu irmão”.  Não nos é dado quebrar a confiança de um irmão, por melhor que seja nossa intenção original.

.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 25.1-12




TEMA: PAULO PERANTE FESTO

A primeira parte de Atos 25 trata do julgamento do apóstolo Paulo diante de Festo e dos judeus em Cesareia.

Há três destaques neste julgamento: os judeus acusadores; o governador Festo, que em muito diferia de Félix; e o apóstolo Paulo.

Você e sua família são nossos convidados.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

TUDO É VAIDADE?



[marcia b. fonseca]

Fausto, de Goethe, centraliza o tema da insuficiência – não importa a experiência, ela é insuficiente.  Pobre homem que não crê na suficiência de Deus.  Flaubert em “A Tentação de Santo Antão” conta que o santo, após resistir às investidas do demônio, o faz desistir.  O penitente, de joelhos, agradece a Deus, em seguida se vangloria de ter finalmente se tornado um santo. O demônio volta - “fostes vaidoso”.   Grande questão humana: Vaidade. 

O orgulho está inserido no contexto humano desde sua criação, quando Adão come da árvore do conhecimento.  Assim começa a humanidade.  De curiosidade em curiosidade, desobedecemos a Deus.  De vaidade em vaidade somos enredados às teias da fantasia por acreditar sermos mais do que somos. 

“Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações!” (Is 14.12).

O problema é sabermos a medida de nosso narcisismo.  Explico: uma vez um aluno me disse que achava a linguagem de um determinado pensador difícil.  Sob a minha ótica, já tendo observado a falta de articulação do aluno, eu diria que o problema não era do pensador.  O aluno não foi capaz de reconhecer sua mediocridade.  O narcisismo exacerbado nos dá lentes egocêntricas.  Daí o velho dito: a culpa é sempre do outro. 

“Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” (Mt 7.3). 

Em Eclesiastes, livro escrito pelo Rei Salomão, filho de David, já velho e mais sábio, traz uma retórica interessante: “Vaidade de vaidades, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade” (Ec 1.2).  Vaidade, característica basilar que atravessa nossa humanidade. Nem sempre íntima, a vaidade fala bem alto.  

Eclesiastes é um texto belíssimo.  A bem da verdade, não se coaduna com a liquidez dos dias atuais em que tradição e sabedoria têm sido rechaçadas, abrindo espaço para a fragilidade do presentismo e para a supremacia do desejo, marcando o hedonismo do homem contemporâneo. 

A vaidade enlouquece, literalmente.  Os egos estão poderosos o suficiente para adoecerem.  O orgulho está em pauta, e, como no exemplo de Santo Antão, o orgulho nosso de cada dia está presente até na virtude.  Quem está disposto a abrir mão de si mesmo para servir a Deus? 

Jesus disse: Segue-me (Mt 9.9).  Ou seja, abra mão de si mesmo e vem comigo.  Muitos ainda não conseguem abrir mão de si mesmos para seguirem Jesus.   A força da contemporaneidade está no eu e ao vivermos nesta cultura temos que cuidar para não sermos contaminados por seus valores: pelo consumismo, pela busca da beleza, pela indústria do entretenimento, pelos vícios – dos pecados mais expostos aos mais ocultos.  O “eu” em ruínas sofre e faz sofrer.  Não tendo valores em si, busca valores externos a si.   Sem valores em si, desvaloriza o outro.

“Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.  Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.  Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7. 19-21).

Os livros mais vendidos são os de autoajuda.  De literatura pobre, o sucesso dessas obras deve-se ao fato de dizerem ao homem exatamente aquilo que ele quer ouvir: “você pode”, você é um deus”, “tudo depende de você”, “querer é poder”.  Ditam palavras de ordem para a alegria – “seja feliz hoje”; para a riqueza – “pense grande”; e também para a saúde – “decrete sua cura”, “aposse-se da sua felicidade”.  A auto ajuda invadiu cabeceiras e púlpitos. 

A mentalidade infantil da lâmpada mágica, do gênio, da feiticeira, está entronizada de tal forma que o mundo quer magia.  Quer, e quer sempre mais.  Essa busca gera uma enorme frustração, gênese da depressão de muitos, da angústia da não realização de outros tantos, do estresse, da ansiedade.  A felicidade nunca foi tão buscada.  Há uma exigência em ser feliz.  Máscaras de sorrisos e a exposição da felicidade marcam as redes sociais.    

Nós não controlamos a vida.  Doença não dá em poste.  Temos perdas e ganhos.  Para a maioria de nós, mais perdas do que ganhos. Todos nós já passamos por fases bastante difíceis.  Temos tristezas.   Temos alegrias.  Criamos ilhas de tranquilidade.  Prazeres tem prazo de validade e o desejo fora de controle, rouba almas.  A realidade bíblica é bem diferente:

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo” (Jo 33.16).

Estamos nos perdendo dos verdadeiros valores humanos.  Ainda damos espaço para o que realmente importa? A generosidade, a amizade, o respeito, o colocar-se ao lado do outro, a ajuda desinteressada, a discrição, a modéstia...  Sabemos ouvir o outro, ou exigimos dele a concordância? 

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.  E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.  Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros”   (Gl 5.22-26)

Não acredite em quem decrete alguma coisa para você.  O mundo está cheio de manipuladores que movidos, ou por vaidade, ou por dinheiro, pretendem algum controle, algum poder.   Precisam destes artifícios para sentirem-se valorizados.  Se querer fosse poder não existiria nem pobreza, nem doença no mundo.  Deus é soberano. Ele conhece todas as coisas.

“Ninguém há semelhante a ti, ó SENHOR; tu és grande, e grande é o poder do teu nome” (Jr 10.6).

O sentimento de grande satisfação com o próprio valor está na base de toda soberba. A humildade está fora de moda porque é confundida com baixa autoestima. Busca-se o orgulho como autoafirmação.   Precisamos ser corajosos até para encarar nossos fracassos, ou a banalidade da liquidez humana continuará nos assombrando.  Mediocridade e covardia caminham juntas.

“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1Jo 4.18).

A banalidade do falso bem é enfadonha. Nem tudo é vaidade.  Jamais seremos líquidos.  Precisamos da solidez das tradições.  Há misericórdia no mundo, há beleza até na dureza da vida e milagres acontecem. 

“... Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc 18.27).

sábado, 8 de dezembro de 2018

IGREJA NÃO É UM CLUBE


por  Vinicius Musselman*


Muitos de nós pensamos em membresia de igreja da mesma forma que o mundo pensa em um clube, e isso é mundanismo na sua vida. Nós pensamos em membresia de igreja como algo opcional, como se alguém que fosse genuinamente cristão e maduro pudesse simplesmente se comprometer a não amar ninguém, a viver uma vida sem amor ao próximo.

Quando Paulo escreve Efésios, em Efésios 1:15, ele reconhece a fé daqueles crentes por duas coisas: a fé que há entre vocês no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos.

Não fale pra mim que você ama Deus, que você não vê, se você não ama nem sua igreja que você vê. Não fale pra mim que você vai dar sua vida para Deus em serviço, se você não faz nada na sua igreja local.

Membresia de igreja é um pacto que nós estabelecemos diante de Deus e dos nossos irmãos, de amar sacrificialmente como Cristo, aquela igreja local em particular. Ao nos desgastarmos em servi-los, ao suar em amá-los, é onde nós obedecemos aos mandamentos uns aos outros. É muito fácil você falar que ama o seu irmão quando o seu irmão não tem uma cara, quando o seu irmão não pisa no seu pé. Amar o próximo é amar aquele chato da sua igreja, assim como você também é chato.

Nós precisamos de um compromisso que não é baseado em conforto, mas um compromisso baseado em chamado. Um compromisso não baseado em conforto como o mundo faz. O mundo faz o seguinte: “eu vou me envolver com vocês, mas eu vou colocar um pé atrás. Eu vou ver como é. Se for bom eu gosto, eu fico. Enquanto é vantajoso pra mim eu fico. Me cutucou saio fora!” Isso não é amor. Isso é egoísmo. Ou, “não, eu vou me envolver de pouquinho em pouquinho. Vou amar vocês de pouquinho em pouquinho.” Imagina que você fosse casar com alguém e você vira para a sua excelentíssima: “olha, eu não vou me comprometer muito com esse casamento. Eu vou amar você de pouquinho em pouquinho, tá?” Você acha que ela iria gostar? Você acha que isso é amor? Isso é interesse! Isso não é comprometimento!

E muitas vezes a gente pensa assim da igreja.

Já cansei de ouvir pessoas reclamando que a igreja dela é fraca em comunhão, só que eles nunca convidaram uma pessoa para irem na casa deles. Já cansei de pessoas lamentando: “nossa, na minha igreja não tem comunhão verdadeira. As pessoas não se importam umas com as outras.” E nunca chamou alguém pra tomar um lanche em casa.

Ouça bem isso: comunhão custa!

Se você não está disposto a servir, você não quer comunhão, você quer ser visto, fastfood. Você quer um salão de beleza espiritual. Você quer seu psicólogo particular. Você não quer uma igreja. Se você não está disposto a servir, você não tem buscado comunhão em sua igreja, você tem buscado ser servido. E qual é o exemplo do nosso Senhor? Que ele veio para servir e não para ser servido. Porém, quando o mundo ver o empresário gastando duas horas sendo discipulado por um senhor idoso, que capinou terreno a vida inteira, mas extremamente piedoso, isso o mundo não consegue entender. Quando moças abdicam da saída de sexta-feira para visitar uma senhora doente no hospital, isso, esse mundo que despreza idosos, não consegue entender. Quando nós somos pacientes com aqueles que são diferentes de nós, com aqueles que nos incomodam – quando a própria pessoa chega perto e você fica incomodado – quando você demonstra paciência e amor, isso o mundo não consegue entender, porque o mundo é feito de relações líquidas, fúteis e vazias.

Mas a tristeza no meio de nós é que nossos irmãos muitas vezes somem e nós nem estamos aí. Nosso irmão está sofrendo e a gente nem sabe. O irmão está com uma dificuldade na família e não falou pra ninguém, e ninguém perguntou também. Como Tiago disse na roda dos inconformados, a gente deve fazer aquele perguntinha: “ei, tudo bem?” E o que a gente quer ouvir é: “Tudo. Passa reto!” A gente não quer que a pessoa fale: “Não, eu preciso conversar com alguém.”, “Ah, vamos então conversar!”.

Quando nós entendemos nossa identidade como filhos do Pai, a consequência disso deve ser fraternidade com os filhos, com os irmãos.

*(Ministério Fiel – Voltemos ao Evangelho)

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 24


ATOS 24
TEMA: PAULO PERANTE FÉLIX
O julgamento começa diante do governador Marco Antônio Félix, em Cesareia. O julgamento descrito em Atos 24 gira em torno de dois discursos, o de Tértulo, um orador profissional levado a Cesareia pelos judeus, e o de Paulo.
Você e sua família são nossos convidados.

sábado, 1 de dezembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 23.25-35


TEMA: A CARTA DE CLÁUDIO A FÉLIX
O comandante Cláudio Lísias escreveu a Félix, governador da província da Judeia, sobre o prisioneiro Paulo. Quais acusações pesaram sobre o apóstolo? Em que sentido esse acontecimento também aponta para Cristo?
Você e sua família são nossos convidados.