quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O EVANGELHO NOS TEMPOS DA “GERAÇÃO LACRADORA”




por Delmo Fonseca |

Confesso que precisei consultar os universitários a fim de saber que raios significa o termo “lacração”, tão comum no vocabulário dos nossos jovens e adolescentes de hoje, inclusive cristãos. Veja o que os universitários me responderam: “lacração é a expressão usada pela geração ‘mertiolate que não arde’ para definir algo que, segundo eles, surpreenda, choque, deixe os inimigos sem ação e sem resposta”.

Entendeu? Segundo os universitários que consultei o ato de “lacrar” significa realizar algo com o firme propósito de escandalizar.  Esta é a razão pela qual novelas, clipes musicais e performances artísticas não param de nos surpreender negativamente, pois os tais precisam “lacrar” para ‘lucrar”. Triste época. 

Embora o velho adágio latino “O tempora! O mores!” ("Ó tempos! Ó costumes!), nos indique que de tempos em tempos um novo costume vem à baila, tendo como ponto fora da curva algum fato que cause espanto, o que essencialmente marca a “geração lacradora” é que esta encontra sua razão de ser no ato de chocar o outro. Por um lado, quanto mais escandaloso, mais chocante ou mais absurdo for o ato, mais repercussão na grande mídia e redes sociais haverá. Pronto, está configurada a “lacração”. No entanto, por outro lado, a “geração lacradora” se escandaliza quando o nome do Senhor é mencionado. Nas rodas da lacração é vedado o nome de Jesus, não se pode pregar o evangelho ou mencionar a palavra pecado. Os lacradores não suportam a intensidade da luz que emana da lei de Deus.

Aos jovens cristãos, que se deixam levar por essa “onda lacradora”, vale refletir nesta importante mensagem do pastor Paul Washer: “Você sabe que a Bíblia é verdadeira. Você sabe que a morte é uma certeza para você. Cada lápide e elegia testemunha a realidade inescapável que você vai morrer. E mesmo assim, como é que você tão rapidamente se esquece e se entrega às vaidades passageiras desta vida? É porque você é rodeado por uma cultura que faz tudo ao seu alcance para evitar algum pensamento sobre o fim de vida. É porque o deus deste século trabalha com toda a sua astúcia para mantê-lo entretido e distraído. É porque, embora você tenha sido remido, você ainda vive em um corpo da carne, decaído, que corre para tudo que é carnal e temporal. Conhecendo essas coisas, você faria bem em memorizar e orar muito a oração de Davi no Salmo 39: 4:

“Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida
e o número dos meus dias,
para que eu saiba quão frágil sou.”

Que a exemplo dos jovens cristãos, a “geração lacradora” também saiba que é o diabo com toda a sua astúcia, que desde o princípio trabalha para o mundo ser um lugar de escândalo. Oremos.


Soli Deo Gloria!

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