sábado, 17 de novembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 23.1-11

#AtosDosApostolos
 TEMA: PAULO PERANTE O SINÉDRIO
No Sinédrio, sabendo que estava diante de fariseus e saduceus, Paulo declara que é fariseu e está sendo julgado por causa da sua esperança na ressurreição dos mortos.
Isso provoca um grande alvoroço no ambiente, de modo a levar o comandante Cláudio Lísias a uma nova intervenção.
Você e sua família são nossos convidados.
Neste domingo, às 9 horas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O EVANGELHO NOS TEMPOS DA “GERAÇÃO LACRADORA”




por Delmo Fonseca |

Confesso que precisei consultar os universitários a fim de saber que raios significa o termo “lacração”, tão comum no vocabulário dos nossos jovens e adolescentes de hoje, inclusive cristãos. Veja o que os universitários me responderam: “lacração é a expressão usada pela geração ‘mertiolate que não arde’ para definir algo que, segundo eles, surpreenda, choque, deixe os inimigos sem ação e sem resposta”.

Entendeu? Segundo os universitários que consultei o ato de “lacrar” significa realizar algo com o firme propósito de escandalizar.  Esta é a razão pela qual novelas, clipes musicais e performances artísticas não param de nos surpreender negativamente, pois os tais precisam “lacrar” para ‘lucrar”. Triste época. 

Embora o velho adágio latino “O tempora! O mores!” ("Ó tempos! Ó costumes!), nos indique que de tempos em tempos um novo costume vem à baila, tendo como ponto fora da curva algum fato que cause espanto, o que essencialmente marca a “geração lacradora” é que esta encontra sua razão de ser no ato de chocar o outro. Por um lado, quanto mais escandaloso, mais chocante ou mais absurdo for o ato, mais repercussão na grande mídia e redes sociais haverá. Pronto, está configurada a “lacração”. No entanto, por outro lado, a “geração lacradora” se escandaliza quando o nome do Senhor é mencionado. Nas rodas da lacração é vedado o nome de Jesus, não se pode pregar o evangelho ou mencionar a palavra pecado. Os lacradores não suportam a intensidade da luz que emana da lei de Deus.

Aos jovens cristãos, que se deixam levar por essa “onda lacradora”, vale refletir nesta importante mensagem do pastor Paul Washer: “Você sabe que a Bíblia é verdadeira. Você sabe que a morte é uma certeza para você. Cada lápide e elegia testemunha a realidade inescapável que você vai morrer. E mesmo assim, como é que você tão rapidamente se esquece e se entrega às vaidades passageiras desta vida? É porque você é rodeado por uma cultura que faz tudo ao seu alcance para evitar algum pensamento sobre o fim de vida. É porque o deus deste século trabalha com toda a sua astúcia para mantê-lo entretido e distraído. É porque, embora você tenha sido remido, você ainda vive em um corpo da carne, decaído, que corre para tudo que é carnal e temporal. Conhecendo essas coisas, você faria bem em memorizar e orar muito a oração de Davi no Salmo 39: 4:

“Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida
e o número dos meus dias,
para que eu saiba quão frágil sou.”

Que a exemplo dos jovens cristãos, a “geração lacradora” também saiba que é o diabo com toda a sua astúcia, que desde o princípio trabalha para o mundo ser um lugar de escândalo. Oremos.


Soli Deo Gloria!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

MARXISMO E CRISTIANISMO: UM DIÁLOGO IMPOSSÍVEL.




A Comunidade Cristã Graça e Vida é uma igreja bíblica de confissão reformada, e portanto tem a Bíblia como sua única regra de fé e prática. 

Por acreditarmos que a vocação missionária é uma das características da igreja de Cristo e por sabermos que a resposta para todas as angústias contemporâneas é Jesus Cristo e seu evangelho salvífico,  prosseguimos com o I CICLO DE PALESTRAS - TEOLOGIA E CONHECIMENTO – cujo propósito é analisar as questões sociais e culturais, suas nuances e vicissitudes, a partir da cosmovisão cristã, permitindo a família da fé compreender, se situar, responder e enfrentar seus desafios cotidianos com a Palavra de Deus. 

Seguindo este encaminhamento, a 3ª edição desse ciclo de palestras abordará o seguinte tema: MARXISMO E CRISTIANISMO: UM DIÁLOGO IMPOSSÍVEL.  Não há conciliação entre o Marxismo e o Cristianismo. As duas cosmovisões são antagônicas e mutuamente excludentes. Nas palavras de Vladimir Tismaneanu, professor de Ciências Políticas na Universidade de Maryland, o marxismo é ‘mnemofóbico’ (hostil à memória), ‘axiofóbico’ (hostil aos valores) e ‘noofóbico’ (hostil ao espírito). Sendo assim, por que tantas pessoas ainda são seduzidas por essa ideologia materialista? Por que o caldo cultural contemporâneo é temperado com ideias marxistas, de modo que os diversos setores da sociedade, até mesmo a igreja, se veem enredados por esta “religião política”?

A palestra será apresentada no segundo sábado de dezembro, dia 8, às 16 horas pelo Pr. Delmo Fonseca.

Você e sua família são nossos convidados!

COMUNIDADE CRISTÃ GRAÇA E VIDA 

Av. Dom Helder Câmara, 7962 - Piedade/RJ

sexta-feira, 9 de novembro de 2018



TEMA:  PAULO, CIDADÃO ROMANO

Ao saber que Paulo era cidadão romano, o comandante suspendeu o castigo e ficou bem alarmado. O que o levou a essa reação? Neste domingo, dia 11, estudaremos  como o apóstolo dos gentios enfrentou seus algozes em Jerusalém.

Você e sua família são nossos convidados.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

FÉ E EQUILÍBRIO



por Delmo Fonseca |

"Ele não permitirá que teus pés vacilem; 
aquele que te guarda não se descuida."
Sl 121.3



Pés vacilantes produzem desequilíbrio no corpo. O andar manco denuncia esse desajuste.  Há casos em que um simples passo, para quem sequer pode ficar de pé,  já se faz motivo de muita alegria. A Bíblia narra no livro dos Atos dos Apóstolos (3.1-8), que “Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.  E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.”

Esse episódio nos coloca na direção do entendimento que queremos compartilhar: à semelhança de um corpo claudicante, nossa alma também carece de ajustes a fim de darmos passos firmes no caminho que conduz à vida. Pedro e João tinham plena certeza de quem eram e a quem serviam. Pedro, ao falar com o homem que lhe pediu esmola, respondeu: “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.”  A promessa de vida consiste em termos passos firmes se quisermos seguir a Cristo.

Uma fé que titubeia não consegue se manter de pé. Pode-se dizer que uma fé claudicante, manca, faz a pessoa tropeçar ante o menor obstáculo. Era contra esse tipo de fé que o profeta Elias lutava: "Então se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu" (1 Reis 18.21).
Elias queria que o povo tomasse uma posição, não ficasse em “cima do muro”, pois sabia que um pensamento dividido levaria ao insucesso. Da mesma forma esse raciocínio se aplica à graça de Deus. Não se pode acolher a graça como visão teológica e na prática desconsiderar o sacrifício vicário e perfeito de Cristo, “porque pela graça somos salvos, por meio da fé; e isto não depende de nós, é dom de Deus. Não depende das nossas obras, para que ninguém se glorie”(Ef 2.8-9).

Em suas cartas, o apóstolo Paulo nos assegura que é por meio da graça que firmamos nossa fé.  Não há mais espaço para o mérito próprio revestido de religiosidade. “Porquanto, se é pela graça, já não o é mais pelas obras; caso fosse, a graça deixaria de ser graça”.

A graça  firma nossos passos ao nos dar segurança, ao nos colocar sem véu diante de uma realidade espiritual denominada “reino de Deus”. Não há meio termo, não se poder servir a Deus e a homens, não se pode buscar o reino de Deus e ao mesmo tempo depositar as esperanças no reino dos homens. A razão de muitos de nós não vislumbrarmos uma vida de alegria e paz está no pensamento trôpego, na fé vacilante. “Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos” (Tg 1.7-8). Um coração dobre pode ser entendido como uma mente dividida, que produz pensamentos difusos, emoções dúbias e incertezas.

O nosso Deus e Pai, em comunhão com o Filho e o Espírito Santo, nos convida a uma renovação de pensamento onde o medo dê lugar à fé, pois sem fé é impossível agradá-lo. Com seu amor eterno, Deus nos acolhe em seus braços, sara nossas feridas e renova nossas esperanças de modo que esta seja nossa oração: "Restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os nossos pés, para que não se extravie o que é manco, antes seja curado" (Hb 12.12-13).

Soli Deo Gloria!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR


por Delmo Fonseca |

Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR" (1Sm 7:12)

Grandes escritores se notabilizam por conseguirem dar vida a seus personagens, tornando-os tão “reais”, que parecem ter vida própria. A essa arte literária dá-se o nome de verossimilhança. Um dos mais renomados escritores ficcionais brasileiros, certa feita, disse por meio de uma  de suas criaturas: “Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo... Travessia perigosa, mas é a da vida”.

Posto isto, segue-se que refletir a respeito da existência, que precisa ser atravessada, tal como uma ponte ou um deserto, requer coragem, pois viver é extremamente perigoso. E só quem tem coragem encara de frente a realidade do existir, que em essência, é desafiadora. Daí o fato de muitos fugirem e buscarem refúgio nas drogas, no jogo, no álcool, na comida, no sexo, nas compras, na religiosidade, isto é, em tudo que vicia, entorpece e embota os sentidos.

É preciso ter coragem para renunciar aos apelos do mundo, que se recusa a abandonar os que nele se adaptam. Sim, o mundo tende a abraçar a todos que o procura. E mais: o mundo obscurece a todos, pois nele não há luz, somente trevas. A razão de muitos se recusarem a vir para a luz é porque precisarão mostrar suas obras e, nesse caso, não há nada de bom a ser mostrado. “Pois todo aquele que pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam expostas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas em Deus” (Jo 3. 20,21).

Os que são da luz e estão na luz conseguem ver de maneira mais nítida como o mundo funciona. Sabem que o mundo jaz no maligno (1Jo 5.19) e que o mal não descansa. Enganam-se aqueles que pensam que estão isentos de problemas enquanto servem ao Senhor. De modo algum. O inimigo se enfurece e com todos seus ardis parte para o ataque, pois servir a Deus é participar da luz que afugenta as trevas. Veja este exemplo:

A Bíblia registra que enquanto Samuel sacrificava ao Senhor, os filisteus se insurgiram contra Israel. Então o Senhor fez trovejar os céus e os filisteus fugiram amedrontados, sendo perseguidos e derrotados pelos soldados de Israel. "Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR" (1Sm 7:12).

A palavra Ebenézer  significa "pedra de ajuda" ou "pedra de socorro”. Num primeiro momento, Israel havia perdido a batalha para os filisteus perto de uma aldeia chama Ebenézer (1Sm 4.1), os quais confiscaram a Arca da Aliança. Mas o problema não estava na força e competência dos filisteus e sim na rebeldia de Israel. Num segundo momento, após o coração do povo ter se voltado para Deus, um novo ataque dos filisteus não surtiu efeito, daí o fato de Samuel ter tomado uma pedra e mostrado ao povo que o Senhor é a verdadeira PEDRA de ajuda ou socorro.

Quando recorremos a Cristo devemos ter em mente que o nosso Salvador é a Pedra Angular do edifício de Deus, a igreja. A verdadeira ebenézer, “pedra de ajuda”, é Cristo. Como igreja somos “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular desse alicerce” (Ef 2.20).

Diante de tantas situações adversas, em muitos casos, a tendência dos que estão na luz é pensar em fugir, tal como expressou Davi: “Quem me dera ter asas de pomba para voar e encontrar um abrigo!” Sim, eu fugiria para longe, para ficar no deserto.…” (Sl 55.6,7). Mas é preciso ter coragem para continuar a travessia.

Embora o mundo seja hostil, encoberto por densas trevas, a igreja foi vocacionada para ser luz. E um luzeiro fincado sobre uma rocha será sempre a referência para quem se põe a caminho do céu, tendo em cada passo a seguinte certeza: “até aqui nos ajudou o Senhor”. E o melhor: sabendo que não se trata de uma ficção. 

sábado, 3 de novembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS - ATOS 21.37-40 - 22.22



TEMA: A DEFESA DO APÓSTOLO PAULO

Em seu tempo, Paulo também fora vítima de 'fake news'. Sob a acusação de ensinar os demais judeus a serem contra a lei, os costumes e o templo, o apóstolo sofrera agressões e terminara preso. Diante desse fato ele apresenta sua defesa.
Você e sua família são nossos convidados.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

A ESQUERDA DIANTE DO ESPELHO




por Delmo Fonseca|


"Grama que a esquerda pisou não cresce nunca mais."
Margaret Thatcher


“Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”. Embora o senso comum atribua erroneamente esta máxima a Lênin, na prática o que se constata por parte dos “progressistas” é exatamente isso. Eles agem como se estivessem diante de um espelho, em que o outro é reflexo de si. Quando acusam o oponente de intolerante e idiota, por exemplo, apenas projetam o que eles são. Não nos esqueçamos de que o esquerdismo é uma cosmovisão. E quem olha a realidade pelas lentes da esquerda sente-se tentado a ajustar o mundo à sua maneira.

O esquerdista relativiza seu ódio chamando-o de “ódio revolucionário” ou, como pregam os socialistas de iPhone, “ódio do bem”. Como se não bastasse a solidariedade seletiva, em que somente os inclinados à esquerda sofrem as mazelas do mundo e são as vítimas preferenciais, temos a justiça reversa. O esquerdista pode cuspir, xingar, roubar, mentir ou achincalhar quem o contraria, pois ao fim terá sempre a complacência de seus pares. Não se iludam, meus amigos, todo fanatismo é uma doença.

Para além desta aparente luta entre progressistas e conservadores, há uma batalha espiritual. Quando um cristão escolhe lutar e defender valores que se coadunam com o conservadorismo, o que está em jogo transcende a mera defesa de uma ideologia de direita. Aos olhos de um esquerdista-raiz (marxista), o cristianismo é tão-somente um ópio cuja função é entorpecer as pessoas. No entanto, o mais lamentável ainda, é saber que muitos se intitulam cristãos socialistas.

Mais uma vez se aplica a lógica inversa, pois o mundo encontra-se entorpecido pela narrativa da esquerda e seu relativismo moral. Nesse caso, verdadeiro e falso não se ancoram num ponto fixo, como creem os cristãos ao nortearem suas vidas pela lei de Deus, antes, verdadeiro e falso se configuram como valores flutuantes e mutáveis conforme o sentimento vigente.

Sendo assim, meus amigos, não se espantem quando ouvirem um esquerdista vociferando e acusando seu oponente de fascista, conservador, antidemocrático ou intolerante, pois tais esquerdistas apenas expressam o que veem no espelho. “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo.” – Is 5.20.

Soli Deo Gloria!