quarta-feira, 22 de agosto de 2018

A ERA DO ESCÁRNIO




por Delmo Fonseca |

Na mitologia grega, Sátiro é uma figura bizarra. Possui um corpo de homem, chifres e patas de bode. Seu comportamento devasso e cínico beira ao escárnio.  Você é cristão? Então saiba: ao ligar a TV verá sátiros zombando de você. Nas redes sociais, no trabalho ou na faculdade muitos amigos satíricos também zombarão de você. Aliás, alguns familiares certamente já zombam de você há muito tempo. Não se espante: estamos na era do escárnio.

Há zombadores explícitos, que travestidos de “artistas”, ousam associar o nome de Jesus a seus conceitos distorcidos de arte. Buscam representar o Redentor como um indivíduo “queer”.  O que isso significa? Escárnio. A “teoria queer” se caracteriza por evidenciar o “estranho”, o “ridículo”, o “bizarro”. E pelo andar da carruagem, o mundo ficará ainda mais satírico.

A bizarrice na arte é apenas um aspecto dessa nova teoria, que se estende para além da questão de gênero e também influencia a política e a economia. O bizarro enquanto “commodity” gera lucro, o que se pode constatar com o advento da moda unissex ou moda “sem gênero”. Tudo isso não é muito estranho?

No campo político somos afrontados com o escárnio de “garotinhos”, “esquerdinhos” e “presidiários” querendo retornar ao poder a fim de sugar o pouco de sangue que ainda resta. Ato amparado pela justiça e seus escarnecedores. Não é bizarro? “O vaidoso e arrogante, chama-se zombador; ele age com extremo orgulho” (Pv 21.24).

Em tempos satíricos, a ousadia dos zombadores se intensifica. Mas tudo isso já estava previsto. Parece estranho?  “Antes de tudo saibam que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores zombando e seguindo suas próprias paixões. Eles dirão: "O que houve com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação". Mas eles deliberadamente se esquecem de que há muito tempo, pela palavra de Deus, existem céus e terra, esta formada da água e pela água. E pela água o mundo daquele tempo foi submerso e destruído. Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios” (2Pe 3.3-7).

Na era do escárnio, o desafio do cristão consiste em não se juntar aos zombadores de Deus. O mundo dá gargalhadas dos valores celestiais, faz pouco caso do evangelho, achincalha a lei moral. Portanto, “não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). Você é cristão? Saiba, então, discernir o tempo presente.


Soli Deo Gloria!


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