quarta-feira, 25 de julho de 2018

DIGA O FRACO: EU SOU FORTE



por Delmo Fonseca |

No capítulo 3 do livro de Joel, o Dia do Senhor é anunciado como o iminente juízo de Deus contra as nações inimigas de Judá.  Mais uma vez o Senhor mostra sua misericórdia por seus escolhidos. No entanto, todos precisavam se preparar para a batalha: “Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte” (Jl 3.9,10 - ARA).

A Bíblia NVI assim traduz o verso 10: “Forjem os seus arados, fazendo deles espadas; e de suas foices façam lanças. Diga o fraco: “Sou um guerreiro!”. O que se apreende desta ordem divina, a partir do imperativo “forjem”, é que todos os homens, sem exceção, deveriam participar do combate: “Diga o fraco: ‘Sou guerreiro’”... ou: “Sou forte”. Em seu comentário sobre Joel, Calvino observa: “Antigamente as escusas, sabemos, baseavam-se em idade ou doença quando os soldados eram ajuntados; e se alguém alegasse enfermidade era descartado; mas o Profeta diz que não haverá isenção na ocasião: “Deus”, diz, “não escusará ninguém, ele compelirá a todos que se tornem guerreiros, ele até tirará os enfermos todos de seus leitos; todos serão constrangidos a porem armas”.

De que maneira os homens poderiam forjar seus arados e foices? Ora, esses implementos agrícolas podiam ser derretidos em tempos de guerra e transformados em armas. Por meio do profeta o Senhor mostra a estratégia e a tática a serem empregadas na batalha. Se atentarmos hoje para a situação da igreja de Cristo, veremos que a história se repete: há uma guerra em curso. Evidentemente essa peleja vai além de um embate terreno e humano; trata-se de um confronto espiritual contra os inimigos do reino de Deus. Dessa guerra o cristão não pode fugir, pois a “luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6.12). 

Para os que ainda não se deram conta desta batalha espiritual, segue o conselho: experimentem se posicionar a favor do evangelho e contra a cultura no ambiente de trabalho ou faculdade; experimentem defender a igreja de Cristo perante os amigos não crentes; experimentem contrariar as ideias pós-modernas sobre sexualidade e família, por exemplo. Uma das maneiras de fugir dessa guerra é omitir ou negar sua existência, mas essa postura também implica em ignorar a seguinte realidade: “O diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8). Há quem ignore tal acontecimento, mas o evangelho nos conclama a lutar: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus” (2Co 10.3-5).

A igreja de Cristo está sob intenso ataque. Mesmo sabendo que as portas do inferno jamais prevalecerão, precisamos combater as meias verdades que se apresentam como verdades. As armas do inimigo nem sempre são convencionais. Cada cristão deve se engajar nessa batalha, desde os mais fortes aos mais fracos, pois os dias são maus. Portanto ore, medite na Palavra, junte-se a uma igreja bíblica e fortaleça outros irmãos...  “forje os seus arados, fazendo deles espadas; e de suas foices faça lanças. Diga o fraco: “Eu sou forte”.

Soli Deo Gloria!

Nenhum comentário:

Postar um comentário