quinta-feira, 26 de julho de 2018

A CEIA DO SENHOR, O BANQUETE DA GRAÇA


No próximo domingo, dia 29 de julho, com a permissão de Deus, celebraremos mais uma vez a Ceia do Senhor. Este sacramento, que é um meio de graça, é também um banquete da graça. Somos convidados a olharmos para trás (anunciamos a morte do Senhor); a olharmos para frente (até que ele venha); a olharmos para dentro de nós (autoexame).

A fim de participar deste banquete devemos refletir: “Eu conheço o dono da festa, eu estou em condições de participar desta festa?”  A comunhão nos indica que somos um só corpo, um só rebanho, uma só família, uma só igreja. É preciso que todos saibam disso e participem com discernimento.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

DIGA O FRACO: EU SOU FORTE



por Delmo Fonseca |

No capítulo 3 do livro de Joel, o Dia do Senhor é anunciado como o iminente juízo de Deus contra as nações inimigas de Judá.  Mais uma vez o Senhor mostra sua misericórdia por seus escolhidos. No entanto, todos precisavam se preparar para a batalha: “Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte” (Jl 3.9,10 - ARA).

A Bíblia NVI assim traduz o verso 10: “Forjem os seus arados, fazendo deles espadas; e de suas foices façam lanças. Diga o fraco: “Sou um guerreiro!”. O que se apreende desta ordem divina, a partir do imperativo “forjem”, é que todos os homens, sem exceção, deveriam participar do combate: “Diga o fraco: ‘Sou guerreiro’”... ou: “Sou forte”. Em seu comentário sobre Joel, Calvino observa: “Antigamente as escusas, sabemos, baseavam-se em idade ou doença quando os soldados eram ajuntados; e se alguém alegasse enfermidade era descartado; mas o Profeta diz que não haverá isenção na ocasião: “Deus”, diz, “não escusará ninguém, ele compelirá a todos que se tornem guerreiros, ele até tirará os enfermos todos de seus leitos; todos serão constrangidos a porem armas”.

De que maneira os homens poderiam forjar seus arados e foices? Ora, esses implementos agrícolas podiam ser derretidos em tempos de guerra e transformados em armas. Por meio do profeta o Senhor mostra a estratégia e a tática a serem empregadas na batalha. Se atentarmos hoje para a situação da igreja de Cristo, veremos que a história se repete: há uma guerra em curso. Evidentemente essa peleja vai além de um embate terreno e humano; trata-se de um confronto espiritual contra os inimigos do reino de Deus. Dessa guerra o cristão não pode fugir, pois a “luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6.12). 

Para os que ainda não se deram conta desta batalha espiritual, segue o conselho: experimentem se posicionar a favor do evangelho e contra a cultura no ambiente de trabalho ou faculdade; experimentem defender a igreja de Cristo perante os amigos não crentes; experimentem contrariar as ideias pós-modernas sobre sexualidade e família, por exemplo. Uma das maneiras de fugir dessa guerra é omitir ou negar sua existência, mas essa postura também implica em ignorar a seguinte realidade: “O diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8). Há quem ignore tal acontecimento, mas o evangelho nos conclama a lutar: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus” (2Co 10.3-5).

A igreja de Cristo está sob intenso ataque. Mesmo sabendo que as portas do inferno jamais prevalecerão, precisamos combater as meias verdades que se apresentam como verdades. As armas do inimigo nem sempre são convencionais. Cada cristão deve se engajar nessa batalha, desde os mais fortes aos mais fracos, pois os dias são maus. Portanto ore, medite na Palavra, junte-se a uma igreja bíblica e fortaleça outros irmãos...  “forje os seus arados, fazendo deles espadas; e de suas foices faça lanças. Diga o fraco: “Eu sou forte”.

Soli Deo Gloria!

IRREMEDIAVELMENTE PATRIARCAL



por Rev. Steve M. Schlissel* |
É assim que feministas frequentemente descrevem a Bíblia. E estão certas. É totalmente patriarcal, do princípio ao fim. Como o amor e o casamento, a Bíblia e o patriarcalismo andam juntos. Qualquer tentativa de abandonar o governo dos homens precisa começar com a renúncia do governo de Deus, isto é, a Santa Bíblia.
As Escrituras são especialmente direcionadas aos homens. Todo cristão atencioso – homem, mulher e criança – sabe muito bem que ao se dirigir aos homens, Deus está se dirigindo a todos. Pois o homem é a cabeça nas diversas esferas pactuais e ao se dirigir aos homens, Deus deixa claro o que ele pensa sobre “linguagem inclusiva”.
Por exemplo, nos Dez Mandamentos, Deus ordena: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo”. Ele não precisa repetir este mandamento de forma adaptada para as mulheres. Não que as mulheres sejam imunes da possibilidade de cair nesta tentação, mas porque, tendo falado com o homem, o mandamento se aplica a todos conforme sua posição.
Segundo Deuteronômio 16.16, os homens tinham a obrigação de comparecer três vezes por ano diante do Senhor (apesar das mulheres terem permissão de ir e frequentemente iam: 1Sm 1; Lc 2.39). Em Deuteronômio 29, o pacto é estabelecido especialmente com os homens israelitas: “Vós todos estais hoje perante o Senhor vosso Deus: os vossos cabeças, as vossas tribos, os vossos anciãos e os vossos oficiais, a saber, todos os homens de Israel, os vossos pequeninos, as vossas mulheres” (Dt 29.10-11).
No Novo Testamento, Mateus 14.21 registra que 5.000 homens foram alimentados (o que deveria ser em torno de 20.000 no total) e novamente restringe a contagem aos homens em Mateus 15.38 quando fala dos 4.000 que foram alimentados.
No Dia de Pentecostes, em Atos 2, Pedro é bem explicito (como o grego revela) ao falar dos “homens religiosos”(v. 5), “homens judeus” (v. 14), “homens irmãos” (vs. 29,37). Estevão direcionou seu discurso aos “homens, irmãos, e pais” (7.2) e Paulo fez o mesmo (22.1). Em Romanos 11.4, Paulo significativamente acrescenta a palavra “homens” em sua citação de 1Reis 19.18: “Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal”. E quando o apóstolo João escreveu para as igrejas, ele especifica jovens homens e pais como seus destinatários. Novamente, essa é a linguagem inclusiva da Bíblia.
Sim, as feministas estão certas quando reconhecem que a Bíblia é irremediavelmente patriarcal, pois nela encontramos que os homens são nomeados presbíteros (sem exceção), juízes (com uma exceção interessante), profetas (com poucas exceções), sacerdotes e apóstolos (sem exceções). Além disso, tentar encontrar uma anja se manifestando de forma feminina é procurar em vão.
Evidentemente, isso tudo é extremamente incômodo para aqueles que acham que Deus e sua Palavra estão fora de sintonia com os próprios desejos. A resposta de professores que gostam de ser chamados de “feministas evangélicos” é encontrar uma maneira hermenêutica ou exegética de negar aquilo que é obvio.
Alguns, por exemplo, têm defendido o que chamam de “hermenêutica escatológica” em oposição a “hermenêutica protológica”. Basicamente, essa invenção vã defende que o Gênesis não estabelece a norma ética para a igreja e sim o céu, pois lá está nossa cidadania. Sendo assim, ainda que seja possível que Eva tivesse algum papel de subordinação depois da queda (fazer com que feministas reconhecem pelo menos isso já é algo incrível!), nossa ética não flui do passado, mas do futuro. Como no céu não haverá macho ou fêmea (não pergunte sobre os 24 anciões ao redor do trono; simplesmente divirta os inovadores por um momento), devemos estar desenvolvendo as implicações desta verdade agora, na igreja e em todas as esferas, apagando distinções de papeis baseadas em sexo. Aparentemente, não passou pela cabeça desses espertalhões que para ser consistentes, eles devem, entre outras coisas, pedir que a igreja promova o fim completo do casamento neste mundo juntamente com o sexo!
Como Bavinck, Dabney e outros já disseram, somente os radicais permaneceram para a briga final, pois todas as tentativas de meio-termo fracassam por fraqueza. Sendo assim, devemos reconhecer que só existem realmente duas posições dignas de serem seriamente consideradas por um aprendiz: o feminismo consistente e o pactualismo bíblico consistente. E os dois lados reconhecem completamente que não é possível fazer com que a Bíblia ensine o que “feministas evangélicos” gostariam que ensinasse.
Já fazem mais de cem anos que Elizabeth Cady Stanton produziu “A Bíblia da Mulher”, na qual argumentou que o Judaísmo e o Cristianismo ortodoxo precisavam ser eliminados para que os ideais feministas (como seria chamado depois) pudessem triunfar. Sua intenção não era fazer com que a Bíblia parecesse menos “sexista”. Na opinião dela, isso seria impossível. Em vez disso, ela lutou para abolir a autoridade bíblica completamente, enfatizando o que julgava ser absurdo e contraditório.
A feminista contemporânea Naomi Goldenberg apresentou as premissas de Stanton à uma nova geração em seu livro, “A Troca dos Deuses”. “Muitas feministas de hoje não estão dispostas a rejeitar a tradição Judaico-Cristã de maneira tão completa. Então eles se voltam para a exegese com o objetivo de preservar os sistemas religiosos do Judaísmo e do Cristianismo. Preferem revisão à revolução”. Ela avisa às irmãs de batalha que isso é um empreendimento ilusório. “Jesus Cristo não pode simbolizar a libertação da mulher. Uma cultura que imagina sua divindade mais sublime como um homem, não é capaz de deixar que as mulheres se vejam como iguais aos homens”. Ela insiste que feministas precisam deixar Cristo e a Bíblia para trás.
A filósofa feminista Mary Daley usa uma linguagem mais violenta e fala sobre o Deus castrador. “Eu já sugeri que se Deus é homem então o homem é Deus. O patriarca divino castrará as mulheres enquanto ele tiver permissão para viver no imaginário coletivo”.
Theodore Letis (que já escreveu poderosamente sobre a raiz anticristã do feminismo) apropriadamente acusa comprometedores evangélicos e reformados: “É óbvio que todas as tentativas bem-intencionadas de evangélicos de ofuscar a ideia masculina da Divindade para apaziguar os feministas, longe de convencê-los, faz com que se tornem conspiradores nesta castração cósmica”. A luta por uma linguagem litúrgica “sexualmente neutra” provocou uma revisão em lecionários, saltérios (a Christian Reformed Church alterou o Salmo 1, “Bem-aventurado o homem…”, para “Bem-aventuras são…”), hinários e até traduções bíblicas foram revisadas.
Deus criou os homens para serem cabeças pactuais. A rejeição do patriarcalismo exige a rejeição da Bíblia e do Deus da Bíblia. Aceitar a Bíblia requer aceitar o patriarcalismo. Não é possível interpretar de qualquer outra maneira.
A má notícia é que o feminismo igualitário ficará pior e isso significa que as coisas irão piorar para mulheres e crianças, pois o patriarcalismo bíblico é a defesa mais segura das mulheres e crianças. A boa notícia é que o feminismo fracassará completamente, pois está fora de sintonia com a Palavra e o mundo de Deus. Você pode correr da verdade, mas não pode se esconder. E quando o juízo vier, montanhas caindo não serão suficientes para escondê-lo.
Uma das manifestações cômicas do anti-patriarcalismo é a tendência das mulheres de eliminar o sobrenome do casamento. “Nenhum homem vai me definir!” Mas, ao continuar com o sobrenome original, são simplesmente lembradas de que este foi o nome que a mãe recebeu do pai. E caso alguma feminista consiga fugir disso ao adotar o nome de solteira da mãe, só estarão retrocedendo uma geração, até a avó materna. Se continuarem irritadas, terão que retroceder até Eva para conseguir um nome que não veio de um papai. Mas, ainda assim, Eva recebeu seu nome de Adão (Gn 3.20).
Não há escapatória. Revolução não é fácil, não é mesmo? Mas, se submeter a Jeová é vida e paz. Graças a Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém.

Steve M. Schlissel é pastor da Messiah's Covenant Community Church em Brooklyn (NY).

Tradução: Frank Brito
Fonte: Faith For All Life

quarta-feira, 18 de julho de 2018

DEIXEM NOSSAS CRIANÇAS EM PAZ


por Delmo Fonseca |

A cultura humanista é um rio caudaloso e de tempos em tempos suas águas rompem as barreiras que o margeiam. Na prática, estas barreiras são compostas por leis e costumes. À semelhança de Cícero, que bradou “O tempora! O mores!” ("Ó tempos! Ó costumes!), diante da constatação da decadência moral e dos costumes dissolutos de Roma, podemos soltar um brado ainda mais retumbante, pois os costumes do nosso tempo fazem os de Roma parecerem pueris. Aliás, um dos diagnósticos dessa decadência aponta para o neopaganismo. Os “deuses” modernos têm sido objeto de culto e adoração por parte daqueles que ignoram o evangelho da cruz, que por natureza é contracultural.

A cultura cristã consiste num sistema de valores que se opõe frontalmente ao “espirito da época” (zeitgeist), o rio caudaloso que que tudo arrasta. Um exemplo desse embate se encontra no campo da moralidade, especificamente no que diz respeito aos limites das ações humanas. Por estar mergulhada num relativismo moral, a cultura humanista reivindica uma liberdade irrestrita para o ser humano, ou seja, “toda forma de amor vale a pena”, até mesmo a pedofilia.

E ao tratarmos desse tema, cabe lembrar que a luta pela descriminalização da pedofilia, depois das campanhas em prol da legalização das drogas e do aborto, será o assunto em pauta da agenda humanista. O que para muitos se apresenta como novidade, há tempos vem sendo orquestrado por grupos privados e ONGs a fim de que esta perversão seja vista apenas como uma “preferência sexual”. É o que defende, desde 1978, a NAMBLA - North American Man/Boy Love Association (traduzível como Associação Norte-Americana do Amor entre Homens e Garotos). Para esta entidade, adultos podem manter relações sexuais com crianças sem nenhum prejuízo, desde que sejam consentidas.

Atente para este grave fato: caso a descriminalização da pedofilia se torne uma realidade, ainda que num futuro distante, nossas crianças estarão completamente desprotegidas. No entanto, esse futuro parece estar mais próximo do que imaginamos. Se antes a pedofilia era, de antemão, um delito sexual, a partir da edição do DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), esta parafilia, cujo foco envolve atividade sexual com uma criança pré-púbere, passou a ser tão-somente um transtorno. O que mudou? O pedófilo deixa de ser um abusador contumaz, do tipo “prende e joga a chave fora”, para se tornar mais uma “vítima” da fatalidade. Ainda que a ciência demonstre que tal mal seja incurável, o “coitado” deverá ser encaminhado para tratamento psicológico; afinal, ele não tem culpa de se sentir atraído por crianças. “O tempora! O mores!”

Por meio do evangelho, a cultura cristã confronta esse espirito maligno que insiste em atacar nossos pequenos. Não há trégua. A Palavra de Deus registra a importância das crianças no plano da redenção: “Mas, vendo os principais sacerdotes e os escribas as maravilhas que Jesus fazia e os meninos clamando: Hosana ao Filho de Davi!, indignaram-se e perguntaram-lhe: Ouves o que estes estão dizendo? Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?” (Mt 21.15,16).

Em termos práticos, devemos estar atentos às ações dos legisladores, pois cabe a nós, cidadãos, fiscalizar e pressionar o parlamento com a finalidade de manter a sociedade ancorada em valores que beneficiem a todos. As leis não podem ser fruto de uma pressão advinda de uma minoria que ignora o Criador, mas resultado da vontade da maioria. Não podem ser forjadas por novelas, ideologias materialistas ou pensamentos ateístas. As estatísticas provam que no Brasil os cristãos são a maioria. Assim, a cultura humanista deverá ser apenas mais um rio... um rio a correr limitado por suas margens.

Soli Deo Gloria!

sábado, 14 de julho de 2018

COSMOVISÃO: COM QUE LENTES VOCÊ ENXERGA O MUNDO?




por Delmo Fonseca |

A maioria das crianças se divertem ao usar óculos coloridos. Se as lentes forem azuis as coisas ao seu redor se mostrarão azuladas; se forem amarelas, as demais coisas também o serão. É natural que na infância a vida se apresente assim, pois sua dimensão lúdica requer muitas cores. A vida adulta, porém, assume tons mais sóbrios, o que exige um olhar mais realista. No entanto, muitos adultos veem o mundo a partir de lentes oferecidas pelo próprio mundo, e creem ser coloridos certos fenômenos que aos olhos do Espírito possuem cores soturnas.

Quando a cultura atual aborda temas como sexualidade, aborto, gênero e educação infantil, por exemplo, com quais cores a cultura quer que enxerguemos estes temas? Serão as mesmas cores da Bíblia? Como você se posiciona frente a estas questões? As lentes com as quais você interage com o mundo foram fornecidas por quem? A estas lentes atribui-se o nome de cosmovisão.

Sendo assim, cosmovisão é um conjunto de pressupostos e crenças que uma pessoa utiliza para interpretar e formar opiniões a respeito dos acontecimentos à sua volta, o que envolve questões sociais, religiosas, políticas ou pessoais. Todos possuem uma cosmovisão, ainda que não saibam defini-la. Todos possuem óculos por meio dos quais concebem as cores do mundo. Por esta razão é fundamental que o cristão se pergunte: qual a fonte da minha cosmovisão, ou seja, qual a origem dos meus óculos?

Uma cosmovisão humanista, por exemplo, apresenta o ser humano como o fim último de todas as coisas. Os óculos humanistas mostram um mundo onde o homem é senhor de si, uma realidade forjada pela ilusão da autossuficiência. A cosmovisão humanista apresenta um mundo policromático, politeísta, plural e trans... gênero, cultural, sexual etc. Um mundo fluido, empoderador, politicamente correto e relativista.  Em outras palavras, um mundo do jeito que o diabo gosta.

Se por um lado constatamos que os óculos do mundo se configuram como anticristãos; por outro, podemos afirmar que a Cosmovisão Cristã compreende que todas as coisas só fazem sentido a partir de Cristo: “Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.16,17). É por meio de Cristo que descobrimos as verdadeiras cores da realidade, pois nele “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2.3).

E qual a importância da Cosmovisão Cristã na vida prática? Passamos a olhar o mundo com as lentes corretas, ajustadas ao propósito de Deus em vez de submetermo-nos às distorções das lentes da cultura. O que se espera de todo cristão é que sua avaliação do mundo seja feita a partir de uma cosmovisão cristã, o que difere de uma visão institucional ou segmentada teologicamente, mas uma visão bíblica.  Não há nas Escrituras a promessa de uma vida multicor ou um mundo colorido conforme prometido pela utopia secular; antes, em preto e branco, o Senhor nos adverte: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). E assim prosseguimos com a certeza de que o Espírito nos ajuda a ver a realidade segundo os tons que Deus estabeleceu.

Soli Deo Gloria!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

O MAL NÃO DESCANSA

por Delmo Fonseca |
“... os filhos deste mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz” -  Lc 16.8.
Por que os bons se cansam de fazer o bem e os maus nunca se cansam de fazer o mal? Jesus afirma que os filhos deste mundo são mais astutos do que os filhos da luz. Os maus amam este mundo porque estão enraizados nele, plantados e regados para dar frutos maus. E os maus não temem ao Senhor porque não acreditam na existência de um único Deus. E por não acreditarem em sua existência desprezam seu juízo. Por não crerem no único Deus, sentem-se à vontade para seguir outros “deuses”, principalmente o próprio “eu”: corrompem e se deixam corromper, matam, roubam, mentem, enganam o tempo todo, querem levar vantagem em tudo. Não há trégua, não há pausa para o mal, ou seja, não há descanso.
“Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno” (1Jo 5.19). Para os que procuram manter distância do mal, é preciso lembrar que nosso Pai Celestial “nos libertou do império das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado.” (Cl 1:13).  O Filho “se entregou a Si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gl 1.4). Cristo arrancou pela raiz todo vínculo que tínhamos com o mundo, dando-nos o status de cidadãos dos céus (Fp 3.20). 
“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo 2.15). Amar o mundo, nesse caso, difere de apreciar a beleza da criação ou admirar o cosmos e sua diversidade natural; mas se moldar aos pensamentos, ensinamentos e ações típicas de quem ignora a Palavra de Deus. Há muitos que mesmo acreditando em Deus seguem amando o mundo, pois se deixam moldar por ideologias e doutrinas estranhas em vez de abraçar o evangelho da cruz. Por se deixarem moldar pelo mundo, tornam-se refratários a qualquer lampejo do Céu, tornam-se adaptados às sombras.  E quanto aos que seguem crendo na Luz? "Não vos canseis de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido".
Soli Dei Gloria!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

AOS PAIS


"Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor" -  Ef 6.4

quarta-feira, 4 de julho de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS 15.36 - 41


TEMA: O DIA EM QUE DOIS MISSIONÁRIOS SE DESENTENDERAM

Paulo e Barnabé eram, nesta ordem, razão e coração. Há ocasiões em que o conflito é inevitável. Algumas vontades do coração não passam pelo crivo da razão e vice-versa. Paulo e Barnabé, que por tanto tempo cultivaram um verdadeiro companheirismo, desta vez seguiram rumos diferentes. O que podemos aprender com eles?
Você e sua família são nossos convidados!