sábado, 19 de maio de 2018

TESTANDO, TESTANDO... 1 2 3 - Como identificar uma falsa doutrina




por Delmo Fonseca |

Algumas leituras pedem para ser compartilhadas. Ou melhor: nos sentimos compelidos a partilhar o que certamente irá edificar espiritualmente outros irmãos em Cristo.  É o caso do artigo “Os cinco testes da falsa doutrina”, de Tim Challies, o qual procurarei resumi-los em três. A saber, Tim Challies é pastor da igreja Grace Fellowship, em Toronto, no Canadá.

Segundo o autor, para cada doutrina que sabemos verdadeira, outras tantas se mostrarão impostoras. “T.D. Jakes diz que Deus existe eternamente em três manifestações, não em três pessoas. Greg Boyd diz que Deus conhece alguns aspectos do futuro, mas que outros eventos futuros estão fora do seu conhecimento. Creflo Dollar diz que por sermos criados à imagem de Deus, somos pequenos deuses. O mormonismo diz que Deus revelou novas escrituras a Joseph Smith que superam a Bíblia. O catolicismo romano diz que somos justificados pela fé, mas não somente pela fé. Esse mundo é uma loucura obscura de verdadeiro e falso”.

A Palavra nos orienta a “provar os espíritos” (1Jo 4,1), a “julgar todas as coisas” (1Ts 5.21), ou seja, examinar cada doutrina a fim de asseguramos se a mesma é verdadeira ou falsa. Mas como podemos distinguir uma coisa da outra, qual o critério a ser utilizado? Tim Challies sugere que colocar uma doutrina à prova é a melhor maneira de determinar se é verdadeira ou falsa: “À medida que testamos a doutrina, aprendemos nossa responsabilidade para com ela: ou nos apegamos a ela ou a rejeitamos. Estou voltando para esses testes hoje para explicá-los mais detalhadamente. Eles fornecem um recurso que é útil para testar qualquer doutrina”.

Segue-se o PRIMEIRO teste, o da origem:  Essa doutrina se origina em Deus ou foi elaborada por alguém ou alguma outra coisa?

A sã doutrina origina-se de Deus; a falsa doutrina se origina com alguém ou algo criado por Deus. O apóstolo Paulo fez um grande esforço para convencer a igreja na Galácia de que o evangelho que ele ensinou não era proveniente dele, mas de Deus. “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl 1.11-12). Até mesmo Jesus deixava claro que ele ensinava apenas o que Deus o instruiu a ensinar: “O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou” (Jo 7.16). A verdadeira doutrina se origina com o Deus que é verdadeiro (Tt 1.2).

O SEGUNDO teste diz respeito à autoridade: Essa doutrina recorre à Bíblia para afirmar sua autoridade? Ou apela para outra escritura ou outra mente?
A sã doutrina fundamenta a sua autoridade na Bíblia; a falsa doutrina fundamenta sua autoridade fora da Bíblia. A Bíblia é inerrante, infalível e suficiente. Doutrinas que se originam na mente de Deus são registradas na Palavra de Deus. Existe uma correlação clara e necessária entre origem e autoridade, entre Deus e sua Palavra.

O TERCEIRO teste visa à consistência: Essa doutrina é estabelecida ou refutada pela totalidade das Escrituras?
A sã doutrina é consistente com toda a Escritura; a falsa doutrina é inconsistente com algumas partes da Escritura. Há uma consistência ou familiaridade com a doutrina verdadeira e uma estranheza ou falta de familiaridade com a falsa doutrina. O autor da epístola aos Hebreus advertiu sua congregação sobre “doutrinas várias e estranhas”, enquanto Paulo advertiu Timóteo sobre aceitar “outra doutrina” (Hb 13.9; 1Tm 1.3, 6.3).

Para Tim Challies, “uma vez que tenhamos testado a doutrina e constatado que ela é verdadeira, de acordo com esses três critérios, também podemos avaliar a sua solidez por seus efeitos sobre nós e sobre os que nos rodeiam”.  Daí a importância dos dois frutos a seguir: o crescimento espiritual e vida piedosa.

A sã doutrina torna os cristãos espiritualmente saudáveis, maduros e instruídos. A falsa doutrina produz cristãos espiritualmente doentios, imaturos e ignorantes, que podem não ser cristãos de forma alguma. A sã doutrina tem valor para a vida piedosa, a falsa doutrina leva à vida ímpia. A verdade nunca permanece sozinha, mas sempre tem implicações na vida. “Toda a Escritura é inspirada por Deus”, diz Paulo, “e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17).

Como determinar a qualidade de uma doutrina? Observa Tim Challies: A tarefa do médico é avaliar um paciente para declará-lo sadio ou não. O paciente está sadio quando todo o seu corpo está funcionando corretamente, livre de doenças. A tarefa do cristão é avaliar cada doutrina para declará-la sadia ou doente. John Stott diz isso bem: “A doutrina cristã é saudável da mesma forma que o corpo humano é saudável. Porque a doutrina cristã se assemelha ao corpo humano. É um sistema coordenado que consiste em diferentes partes que se relacionam entre si e juntas constituem um todo harmonioso. Se, portanto, nossa teologia está mutilada (faltando partes) ou doente (com partes prejudicadas), ela não é ‘sã’ ou ‘saudável’”. A doutrina que passa nos três testes é uma doutrina saudável. É pura e imaculada, verdadeira de acordo com o padrão infalível de verdade de Deus.

Ao concluir, Tim Challies também observa que a verdadeira doutrina (conteúdo) se origina de Deus (origem), é fundamentada na Bíblia (autoridade) e concorda com toda a Escritura (consistência). Porque tal doutrina é sã (qualidade), é saudável (benefício) e proveitosa (valor) para nós, e somos responsáveis ​​por nos apegarmos a ela (responsabilidade).

No entanto, a falsa doutrina (conteúdo) se origina do homem (origem), não está fundamentada na Bíblia (autoridade) e contradiz partes da Escritura (consistência). Porque tal doutrina é insalubre (qualidade), é doentia (benefício) e não proveitosa (valor) para nós,  somos responsáveis ​​por rejeitá-la (responsabilidade).

Será que a doutrina que confessamos sobrevive a esses três testes? Eis uma boa oportunidade para sabermos se estamos ou não em conformidade com a Palavra de Deus.

Obs.: Para ler o texto na íntegra acesse o blog Voltemos ao Evangelho.

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