segunda-feira, 28 de maio de 2018

O EFEITO DA GRAÇA


A graça  irresistível nos mostra o quanto a lei é necessária. "De maneira que a Lei é santa, e o mandamento, santo, justo e bom" (Rm 7.12).

sábado, 26 de maio de 2018

NÃO CUSTA LEMBRAR



"De fato, não  dois (evangelhos):  apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo" (Gl 1.7).

sexta-feira, 25 de maio de 2018

DE SONHOS E PROMESSAS



por Delmo Fonseca 

Há um verso da poeta chilena Gabriela Mistral, que resume o mote do nosso texto: “todos nós temos duas vidas: a com a qual sonhamos e a que somos obrigados a viver ...” Em outras palavras, nos situamos numa zona fronteiriça onde realidade e fantasia se tangenciam. Por que o simples ato de andar com os “pés no chão” é, para muitos, menos atraente do que andar com a “cabeça nas nuvens”? Ou melhor: por que muitos preferem a fantasia à realidade. A resposta é simples: a realidade nos mantêm despertos, enquanto a fantasia nos lança num estado sonambúlico.

A realidade, sob vários aspectos, ora se apresenta árdua e hostil, ora amena e tranquila. Por ser árida na maioria das vezes, provoca em muitos o desejo de fuga. Daí o fato de que fugir da realidade é quase sempre a alternativa mais viável para quem prefere a leveza da fantasia. Até mesmo o salmista, diante de uma série de infortúnios, se viu tentado a escapar da realidade: “O meu coração está acelerado; os pavores da morte me assaltam. Temor e tremor me dominam; o medo tomou conta de mim. Então eu disse: ‘Quem dera eu tivesse asas como a pomba; voaria até encontrar repouso! Sim, eu fugiria para bem longe, e no deserto eu teria o meu abrigo. Eu me apressaria em achar refúgio longe do vendaval e da tempestade’" (Sl 55.4-8).

Quem nunca, ao menos uma vez na vida, acalentou o desejo do salmista? Fugir para um lugar distante, abrigar-se das vicissitudes, proteger-se das intempéries, enfim, viver à margem das tribulações. Talvez esse desejo revele nossa predileção por andar com a “cabeça nas nuvens” em vez de fincar os “pés no chão”. A Palavra de Deus é pródiga em nos mostrar que a realidade nem sempre se ajusta ao que sonhamos. Abraão, por exemplo, vislumbrou uma terra que manava leite e mel, porém se deparou com uma Canaã muito diferente de seus sonhos: “Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra” (Gn 12.10). Até mesmo Elias, após a peleja contra os profetas de Baal, considerou a possibilidade de uma vida mais amena. No entanto, se deparou com outra realidade ante a ameaça de Jezabel, o que o levou a uma grande frustração: “Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (1Rs 19.4).

Diante da constatação de que a realidade nem sempre se ajusta aos nossos sonhos, o que sugere uma conclusão pessimista, será que há espaço para a esperança de que ainda experimentaremos dias melhores? Aos que creem, a resposta é um altissonante “sim”. Disse Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). As Escrituras confirmam que Abraão e Elias experimentaram o consolo de Deus ao final de suas vidas. Por razões semelhantes, cremos que as provações e toda sorte de tribulações, por mais sofrimentos que possam infligir, não ultrapassarão a nossa capacidade em Cristo de suportá-las.  Ele venceu o mundo.

Sendo assim, cabe a pergunta: estamos impedidos de sonhar? De maneira alguma. O que não podemos é buscar refúgio na fantasia, seja esta de que matiz for, ainda que a vida com a “cabeça nas nuvens” pareça mais tentadora do que a ser vivida com os “pés no chão”. Para tanto, precisamos crer na misericórdia de Deus, esperar nele, pois suas promessas são melhores do que os nossos sonhos: “os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (Is 40.31).

CONSELHO - C.S LEWIS


O evangelho conforta os aflitos e, concomitantemente, confronta os acomodados. 

sábado, 19 de maio de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS - O PRIMEIRO SERMÃO DE PAULO


Se Deus permitir, neste domingo, dia 20 de maio, vamos considerar o resumo da pregação de Paulo aos judeus e gentios tementes a Deus na sinagoga de Antioquia da Pisídia (At 13.13-43). O sermão se divide em três partes, cada uma começando com uma abordagem direta à congregação: A promessa feita (At 13.16-25); a promessa mantida (At 13.26-37); e, a promessa cumprida (At 13.38-41).

Você e sua família são nossos convidados!  


TESTANDO, TESTANDO... 1 2 3 - Como identificar uma falsa doutrina




por Delmo Fonseca |

Algumas leituras pedem para ser compartilhadas. Ou melhor: nos sentimos compelidos a partilhar o que certamente irá edificar espiritualmente outros irmãos em Cristo.  É o caso do artigo “Os cinco testes da falsa doutrina”, de Tim Challies, o qual procurarei resumi-los em três. A saber, Tim Challies é pastor da igreja Grace Fellowship, em Toronto, no Canadá.

Segundo o autor, para cada doutrina que sabemos verdadeira, outras tantas se mostrarão impostoras. “T.D. Jakes diz que Deus existe eternamente em três manifestações, não em três pessoas. Greg Boyd diz que Deus conhece alguns aspectos do futuro, mas que outros eventos futuros estão fora do seu conhecimento. Creflo Dollar diz que por sermos criados à imagem de Deus, somos pequenos deuses. O mormonismo diz que Deus revelou novas escrituras a Joseph Smith que superam a Bíblia. O catolicismo romano diz que somos justificados pela fé, mas não somente pela fé. Esse mundo é uma loucura obscura de verdadeiro e falso”.

A Palavra nos orienta a “provar os espíritos” (1Jo 4,1), a “julgar todas as coisas” (1Ts 5.21), ou seja, examinar cada doutrina a fim de asseguramos se a mesma é verdadeira ou falsa. Mas como podemos distinguir uma coisa da outra, qual o critério a ser utilizado? Tim Challies sugere que colocar uma doutrina à prova é a melhor maneira de determinar se é verdadeira ou falsa: “À medida que testamos a doutrina, aprendemos nossa responsabilidade para com ela: ou nos apegamos a ela ou a rejeitamos. Estou voltando para esses testes hoje para explicá-los mais detalhadamente. Eles fornecem um recurso que é útil para testar qualquer doutrina”.

Segue-se o PRIMEIRO teste, o da origem:  Essa doutrina se origina em Deus ou foi elaborada por alguém ou alguma outra coisa?

A sã doutrina origina-se de Deus; a falsa doutrina se origina com alguém ou algo criado por Deus. O apóstolo Paulo fez um grande esforço para convencer a igreja na Galácia de que o evangelho que ele ensinou não era proveniente dele, mas de Deus. “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl 1.11-12). Até mesmo Jesus deixava claro que ele ensinava apenas o que Deus o instruiu a ensinar: “O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou” (Jo 7.16). A verdadeira doutrina se origina com o Deus que é verdadeiro (Tt 1.2).

O SEGUNDO teste diz respeito à autoridade: Essa doutrina recorre à Bíblia para afirmar sua autoridade? Ou apela para outra escritura ou outra mente?
A sã doutrina fundamenta a sua autoridade na Bíblia; a falsa doutrina fundamenta sua autoridade fora da Bíblia. A Bíblia é inerrante, infalível e suficiente. Doutrinas que se originam na mente de Deus são registradas na Palavra de Deus. Existe uma correlação clara e necessária entre origem e autoridade, entre Deus e sua Palavra.

O TERCEIRO teste visa à consistência: Essa doutrina é estabelecida ou refutada pela totalidade das Escrituras?
A sã doutrina é consistente com toda a Escritura; a falsa doutrina é inconsistente com algumas partes da Escritura. Há uma consistência ou familiaridade com a doutrina verdadeira e uma estranheza ou falta de familiaridade com a falsa doutrina. O autor da epístola aos Hebreus advertiu sua congregação sobre “doutrinas várias e estranhas”, enquanto Paulo advertiu Timóteo sobre aceitar “outra doutrina” (Hb 13.9; 1Tm 1.3, 6.3).

Para Tim Challies, “uma vez que tenhamos testado a doutrina e constatado que ela é verdadeira, de acordo com esses três critérios, também podemos avaliar a sua solidez por seus efeitos sobre nós e sobre os que nos rodeiam”.  Daí a importância dos dois frutos a seguir: o crescimento espiritual e vida piedosa.

A sã doutrina torna os cristãos espiritualmente saudáveis, maduros e instruídos. A falsa doutrina produz cristãos espiritualmente doentios, imaturos e ignorantes, que podem não ser cristãos de forma alguma. A sã doutrina tem valor para a vida piedosa, a falsa doutrina leva à vida ímpia. A verdade nunca permanece sozinha, mas sempre tem implicações na vida. “Toda a Escritura é inspirada por Deus”, diz Paulo, “e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17).

Como determinar a qualidade de uma doutrina? Observa Tim Challies: A tarefa do médico é avaliar um paciente para declará-lo sadio ou não. O paciente está sadio quando todo o seu corpo está funcionando corretamente, livre de doenças. A tarefa do cristão é avaliar cada doutrina para declará-la sadia ou doente. John Stott diz isso bem: “A doutrina cristã é saudável da mesma forma que o corpo humano é saudável. Porque a doutrina cristã se assemelha ao corpo humano. É um sistema coordenado que consiste em diferentes partes que se relacionam entre si e juntas constituem um todo harmonioso. Se, portanto, nossa teologia está mutilada (faltando partes) ou doente (com partes prejudicadas), ela não é ‘sã’ ou ‘saudável’”. A doutrina que passa nos três testes é uma doutrina saudável. É pura e imaculada, verdadeira de acordo com o padrão infalível de verdade de Deus.

Ao concluir, Tim Challies também observa que a verdadeira doutrina (conteúdo) se origina de Deus (origem), é fundamentada na Bíblia (autoridade) e concorda com toda a Escritura (consistência). Porque tal doutrina é sã (qualidade), é saudável (benefício) e proveitosa (valor) para nós, e somos responsáveis ​​por nos apegarmos a ela (responsabilidade).

No entanto, a falsa doutrina (conteúdo) se origina do homem (origem), não está fundamentada na Bíblia (autoridade) e contradiz partes da Escritura (consistência). Porque tal doutrina é insalubre (qualidade), é doentia (benefício) e não proveitosa (valor) para nós,  somos responsáveis ​​por rejeitá-la (responsabilidade).

Será que a doutrina que confessamos sobrevive a esses três testes? Eis uma boa oportunidade para sabermos se estamos ou não em conformidade com a Palavra de Deus.

Obs.: Para ler o texto na íntegra acesse o blog Voltemos ao Evangelho.

sábado, 12 de maio de 2018

ÀS MÃES



O Dia das Mães não é primariamente sobre ser mãe e receber honra, mas agradecer a Deus pela mãe que ele lhe deu e dar honra. As pessoas que dão honra devem incluir todas as mães. As pessoas que recebem a honra como mães também devem dar honra às mães dadas por Deus.

As mães são um presente de Deus e cada pessoa tem um. Assim, o Dia das Mães é, na verdade, um feriado para todos, um dia para agradecer a Deus por sua bondade em nos dar mães e uma ocasião para deixar que essa gratidão se manifeste em expressões tangíveis de honra especial.

John Piper

EXPOSIÇÃO EM ATOS



Se Deus permitir, na exposição deste domingo, dia 13 de meio, consideraremos três aspectos importantes da igreja em Antioquia: Primeiro, os ministros da igreja de Antioquia; segundo, a missão da igreja de Antioquia, e em terceiro lugar, o ministério dos missionários de Antioquia na ilha de Chipre.

Você se sua família são nossos convidados!

sábado, 5 de maio de 2018

QUANDO A GRAÇA NOS ABRAÇA



por Delmo Fonseca|

Quem ousaria duvidar da força da natureza? Se por um lado podemos desfrutar de sua serenidade; por outro, testemunhamos sua fúria. A dinâmica da natureza consiste num movimento de autorregulação, que inevitavelmente afeta o que estiver em seu caminho. Fenômenos como furacões, tornados, vulcões em erupção, tsunamis, enchentes e queimadas são exemplos corriqueiros e incontroláveis. A natureza simplesmente ignora os planos e projetos humanos. Somente o Senhor a controla: “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc 4.41).

Quando o ser humano vive inteiramente sob o domínio da natureza, seus atos correspondem aos da própria natureza. Assim como um pássaro ou um peixe, que não fazem outra coisa senão viver em função de suas necessidades, o homem natural vive em função de seus apetites. Nesse caso, a eternidade não faz parte dos seus planos. O que lhe interessa é satisfazer-se no presente, aqui e agora. Será que um hipopótamo pensa no amanhã? Assim é todo aquele que vive segundo o ritmo da natureza: Ora sereno, ora em terrível fúria.

Aos desavisados é sempre bom lembrar que o mundo segue o ritmo da natureza, onde os mais fortes subjugam os mais fracos, com o agravante de que o humano é o único ser natural que se compraz com a violência. A impressão que se tem é que a fúria da natureza encontra morada no coração do homem. Conflitos e guerras se multiplicam, os apetites não se saciam e a convivência se torna cada vez mais selvagem.

Como salvar-se desse mundo mau e tenebroso? Embora criados por Deus, todos os homens pecaram e destituídos foram da sua glória (Rm 3.23). Mergulhados na selvageria, moldados pela natureza em fúria, os homens só poderiam esperar pela morte. Mas Deus, rico em misericórdia, compadeceu-se de boa parte destes, não de todos. A prevalência de sua soberania tornou-se um escândalo para o homem natural, que manifesta seu furor, sua cólera, qual uma tempestade no deserto quando ouve as palavras “eleição” e “graça”. O homem natural jamais compreenderá a graça de Deus. Ele questionará, inquirirá, negará, porém não aceitará.

Em se tratando dos eleitos, a graça se faz irresistível, providencial e necessária. Em hipótese alguma tais homens poderiam se salvar por conta própria. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8). No coração destes homens o Espírito Santo comunicou vida, senso de eternidade.

Em Cristo tudo se fez novo para os escolhidos, os quais foram abraçados pela graça. Ainda que o mundo demonstre toda sua fúria, que a natureza molde os resistentes à soberania divina, os que creem em Cristo já se libertaram do seu jugo. Quando a graça nos abraça, a paz de Deus nos arrebata, seu amor nos transporta para o Reino prometido.

Soli Deo Gloria!





EXPOSIÇÃO EM ATOS - DEUS RESISTE AOS SOBERBOS


"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes." Tg 4.6

No contexto de Atos 12.21-23 o rei Herodes Agripa I, de maneira soberba, toma a honra para si em vez de glorificar a Deus, o que resulta em uma terrível morte.

Na exposição deste domingo, dia 6 de maio - se Deus assim o permitir -, abordaremos esse tema. Afinal, “quando vem a soberba, então vem a desonra; mas com os humildes está a sabedoria". (Pv 11.2)

COMUNIDADE CRISTÃ GRAÇA E VIDA
Av. Dom Helder Câmara, 7962 – Piedade / RJ

WhatsApp da igreja (somente mensagens): 21 99566-5276

terça-feira, 1 de maio de 2018

SEDE DE DEUS



por Delmo Fonseca |

“Estendo as minhas mãos para ti;
como a terra árida, tenho sede de ti”.
Sl 143.6

Certos sentimentos transbordam quando não se pode mais suportar a pressão interna.  Esse transbordamento surge como um desabafo ou, em alguns casos, como uma explosão. A expressão “era a gota que faltava” ilustra bem a situação em que uma pessoa despeja sobre a outra suas insatisfações e desapontamentos, ainda que se dê conta da intemperança somente depois.

Há casos em que a insatisfação com a vida, consigo mesmo e com o mundo transborda em forma de música. Veja, por exemplo, a canção “(I Can't Get No) Satisfaction” (Eu Não Encontro Satisfação), dos Rolling Stones. Parte da letra diz: “I can't get no satisfaction / 'Cause I try and I try and I try / I Can It get no” (Não encontro satisfação / mas eu tento e eu tento  e eu tento / e não encontro). Se por um lado, o sentimento de insatisfação transborda em forma de música; por outro, vemos esse mesmo sentimento ultrapassar as bordas por meio da violência, rebeldia, consumismo, drogas e todo tipo de excesso.

O nível de insatisfação no mundo está tão elevado, que se visto de cima parecerá um vulcão prestes a entrar em erupção. Há um risco iminente de transbordamento. Essa insatisfação se configura como um grande vazio, o que nos faz lembrar a célebre afirmação de Blaise Pascal: "há no homem um buraco na forma de Deus". Ao constatar esta realidade concernente à condição humana, a seguinte questão se impõe: quantas pessoas se dispõem a preencher esse buraco com a presença de Deus em suas vidas? Quantas pessoas buscam a satisfação em Deus?

É preciso distinguir a insatisfação crônica mediante a ausência de Deus, da sede de Deus. Os insatisfeitos crônicos elegem outros “deuses”, seja o dinheiro ou o entretenimento, a política ou a religião, o esporte ou a ciência, a família ou a arte; enquanto os sedentos de Deus anseiam apenas pela graça de Deus. Os sedentos de Deus, à semelhança de Agostinho, esperam ansiosamente por Deus: “Tu nos criaste para Ti mesmo e nossos corações vivem inquietos enquanto não acharem repouso em Ti “.

Os insatisfeitos crônicos, por não verem sentido no evangelho, na Bíblia, na igreja de Cristo e nos valores do reino de Deus, afirmam soberbamente que o vazio explica a própria existência, que no fim a existência é nada. O que muitos não percebem é que a agenda do mundo é pautada por estes mesmos insatisfeitos crônicos, que negam a eternidade em prol de uma vida breve repleta de fortes emoções: “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.

Ao cristão cabe discernir o que é “vazio” e “sede” de Deus. O vazio se configura como ausência, enquanto a sede se assemelha ao “querer mais”, desejar Deus cada vez mais, como bem disse o salmista: “Ó Deus, Tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de Ti! Todo o meu ser anseia por Ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Sl 63.1). Jonathan Edwards considera esta sede como um bem espiritual: “O bem espiritual é realmente capaz de nos satisfazer; quem dele provar sentirá mais sede por ele… e quanto mais experimentar, quanto mais conhecer de fato essa excelente, inigualável, e excelsa doçura e a satisfação que traz, com mais intensa fome e sede a buscará”.

A sede de Deus é também considerada por A. W. Tozer como uma das mais valorosas aspirações: “Ó Deus, tenho provado da tua bondade, e isto tanto me tem saciado como tem aumentado minha sede. Tenho dolorosa consciência da minha necessidade por graça ainda maior. Envergonho-me da minha falta de desejo. Ó Deus, Deus Triúno, quero desejar a ti; anseio estar cheio de anseios: tenho sede de ficar com mais sede ainda”.

Constatação semelhante é expressada por John Piper: "Quanto mais profundamente você anda com Cristo, mais faminto você fica por ele... mais saudoso do lar nos céus... mais você quer toda a plenitude de Deus... mais você deseja acabar com o pecado... mais você quer que o noivo volte outra vez... mais você quer que a igreja seja reavivada e purificada com a beleza de Jesus..."

E por fim, não poderia deixar de mencionar Charles Spurgeon, o Príncipe dos Pregadores”, para quem a sede de Deus é uma bênção: “Quando alguém suspira por Deus, é fruto de uma vida secreta no seu interior: ele não suspiraria muito tempo por Deus por sua própria natureza. Ninguém tem sede por Deus enquanto ainda estiver no seu estado carnal (ou seja, não convertido). A pessoa não regenerada suspira por qualquer coisa antes de suspirar por Deus. É prova da natureza renovada ter um anseio por Deus; é uma obra de graça na sua alma e você deve ser profundamente agradecido por isso”.

A sede de Deus, diferentemente de uma insatisfação que do coração inquieto transborda, é uma das marcas do cristão.  A sede de Deus tende a aumentar na medida em que o cristão o buscar. E quanto a você: que tipo de “insatisfação” tem experimentado? O vazio do mundo ou a sede de Deus?

 Saiba que Cristo é a fonte de água viva a jorrar para a vida eterna (Jo 4.14).  Atente-se para o fato de que o Espírito de Deus lhe convida a beber dessa água gratuitamente: "Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e, vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo” (Is 55.1).