sábado, 3 de março de 2018

AS FORMAS DO MAL



por Marcia Fonseca |


Toda maldade é fraqueza.

A vaidade é uma ideia tediosa tecida no pensamento da busca incansável de atenção e popularidade, e também da insensibilidade e da autoilusão.

O mal irrefletido é facilmente endossado. Há nele um olhar grave, utilitário, astuto e agressivamente silencioso. Esse olhar tem o viés do disfarce na subserviência, simulacro da falsa segurança.

Decifrar o pensamento humano desprovido de melodia, aquele que subjaz as entrelinhas dos atos cotidianos, é basilar para a experiência do conviver.

O mal está à espreita. É secretamente adorado quando o desejo de colonizar o sofrimento humano é um sintoma de insensibilidade e falta de sentido.

Acreditar na banalidade do mal é pôr em xeque nossa cultura e nossas relações humanas. Assumir a máscara da fraqueza não é ser fraco.

Felizes tempos em que as formas do mal eram evidentes. Hoje não sabemos mais quais são elas e onde estão.

"Não vos canseis de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido" (Gl 6.9).

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