terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

AS ARMAS DA NOSSA MILÍCIA


por Delmo Fonseca |

“Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou” (2Tm 2.4 – NVI)

A ‘katana’ é uma lendária espada japonesa, típica dos antigos samurais, caracterizada por ter uma lâmina curva, de um único fio com um protetor circular  e um cabo longo a fim de acomodar as  duas mãos. Aos olhos naturais nenhuma outra espada supera a beleza e eficiência de uma ‘katana’. Contudo, o que os olhos naturais não conseguem vislumbrar, muito menos discernir, é que existe outra espada ainda mais eficaz, que por ser viva, também “é mais cortante que qualquer espada de dois gumes; capaz de penetrar até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é sensível para perceber os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12 - NVI). Essa descrição trata-se, obviamente, da Palavra de Deus.

Contra quem devemos manusear esta espada tão poderosa? Na Carta aos Efésios 6.12, o apóstolo Paulo é categórico ao afirmar que “a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais”. Uma vez que os adversários foram identificados, agora cabe uma outra pergunta: como lutar? Há quem  se aventure a manusear a Palavra de Deus, a espada do Espírito, de maneira mística, com orações “fortes” e ritos que beiram à magia. No fim fica atestado que tal tentativa se configura como mera tolice.

Posto isto, como se deve travar, então, essa batalha contra o mundo e seus dominadores? É sabido que todas as batalhas espirituais envolvem a autoridade e a aplicação das Escrituras, assim como raciocínios e argumentos teológicos. Foi o caso da luta travada entre Jesus e o diabo no episódio da tentação  (Mt 4.1-11). Em três ocasiões o Senhor afirmou “está escrito”. Ora, este exemplo deixa claro que a negligência no manuseio da Palavra é que traz a derrota na batalha contra os dominadores deste mundo de trevas e as forças espirituais do mal.

Com frequencia, o outro lado da força apresenta uma hermenêutica bíblica  e diversos conceitos teológicos distorcidos, o que contribui para desarmar um sem número de despreparados, que por se acharem autossuficientes, desconsideram as Escrituras como única regra de fé e prática. A consequência não poderia ser outra: o aumento da fileira de “crentes” não convertidos, inconstantes, relapsos, levados por todo vento de doutrinas e desconhecedores do evangelho. Para estes, qual a diferença entre uma espada ‘katana’ e uma faca de mesa se o desconhecimento do manuseio de ambas se assemelha?

Conclui-se que o conhecimento e a aplicação das Escrituras são as armas da nossa milícia, “pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas” (2Co 10.3,4 - NVI)


Soli Deo Gloria!

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