terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A MESA DA COMUNHÃO



por  Delmo Fonseca |

“Fiel é Deus, o qual os chamou à comunhão
com seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” – (1Co 1.9)


A Escritura nos ensina que a mesa é, por excelência, lugar de comunhão. A mesa é também um lugar de diálogo e reunião de toda a família. No entanto, o espírito deste mundo tem desagregado, isto é, desmembrado as famílias afastando-as da mesa da comunhão. De que maneira? Por meio de entretenimentos como televisão e internet, por exemplo.  Na hora da refeição, uns querem comer no quarto em frente ao computador; outros, no sofá da sala enquanto assistem às novelas. O salmista diz que o homem que teme ao Senhor desfruta, à roda da mesa, da comunhão com a sua esposa e filhos (Sl 128.3).

De outra sorte, encontramos no Evangelho de Mateus a menção de que “muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus” (Mt 8.11). Observamos, assim, que o propósito de Deus consiste em reunir seus filhos em torno de sua mesa.

Nesse sentido, ao celebrarmos a Ceia do Senhor, nos colocamos em comunhão a fim de nos lembrarmos da nova aliança firmada  pelo seu sangue na cruz.  “E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22.19,20).

Do ponto de vista reformado, “A Ceia do Senhor é um sacramento, no qual dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme a instituição de Cristo, se anuncia a sua morte, e aqueles que participam dignamente, não de uma maneira corporal e carnal, mas pela fé, tornam-se participantes de seu corpo e sangue, com todas as suas bênçãos para seu alimento em graça.”

Ao consideramos a Ceia do Senhor como oportunidade de renovação contínua da nova aliança, podemos valorizar ainda mais a comunhão em torno da mesa. Por outro lado, à mesa com o Senhor, cada um pode fazer um autoexame e concluir o quanto se sente digno de partilhar o pão e o vinho a ser oferecido.  “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si” (1Co 11.28,29).

Em hipótese alguma devemos negligenciar a mesa da comunhão, pois este é um lugar onde todo cristão deve estar. A Palavra de Deus nos garante que Jesus é verdadeiramente nossa comida (pão) e bebida (vinho). “Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão” (1 Co 10.16,17).


Soli Deo Gloria!

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