quinta-feira, 21 de junho de 2018

A CEIA DO SENHOR, O BANQUETE DA GRAÇA


A CEIA DO SENHOR, O BANQUETE DA GRAÇA


No próximo domingo, com a permissão de Deus, celebraremos mais uma vez a Ceia do Senhor. Este sacramento, que é um meio de graça, é também um banquete da graça. Somos convidados a olharmos para trás (anunciamos a morte do Senhor); a olharmos para frente (até que ele venha); a olharmos para dentro de nós (autoexame).

A fim de participar deste banquete devemos refletir: “Eu conheço o dono da festa, eu estou em condições de participar desta festa?”  A comunhão nos indica que somos um só corpo, um só rebanho, uma só família, uma só igreja. É preciso que todos saibam disso e participem com discernimento.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

OU ISTO OU AQUILO




por Delmo Fonseca |

“Ao que muito colheu, não sobrou;
e ao que pouco colheu, não faltou” (2Co 8.15)

As escolhas que fazemos nem sempre são as mais acertadas e a sanidade mental também pode ser medida pela capacidade que uma pessoa tem de suportar as frustrações advindas de um resultado contrário. Muitos são os momentos em que nos deparamos com situações que contrariam nossas expectativas. Em outras palavras, quando o NÃO bate à porta somos convidados a consultar o “medidor de frustração” a fim de sabermos até que ponto conseguiremos sustentar aquilo que se opõe ao nosso desejo.

A Bíblia apresenta vários exemplos de homens e mulheres que, frustrados, agiram de modo insano. A começar por Caim, temos a evidência de que o irmão mais velho de Abel se encheu de ira ao perceber que sua oferta desagradara a Deus. O NÃO do Criador revelou a Caim sua incapacidade de lidar com os dissabores próprios da vida, ou seja, que nem sempre as coisas funcionam como queremos. Ainda assim, Caim fora alertado sobre a necessidade de ser mais forte do que sua frustração: “Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.6,7).

Em outros termos, pode-se considerar que a capacidade de o ser humano lidar com suas frustrações começa na infância, quando os pais estabelecem que determinadas regras não devem ser quebradas, que há uma linha demarcatória entre o SIM e o NÃO. Assim o primeiro homem foi orientado: “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16,17).

Quando nos deparamos com os noticiários apontando o crescente número de “cains”, constatamos também que cada vez menos as crianças ouvem NÃO. Em contrapartida aumenta o índice de “pequenos tiranos”, que mobilizam pais e avós para lhes servirem segundo seus desejos egoístas. Estes crescem com uma ideia distorcida de que o mundo existe para seu deleite e que nada pode contrariá-los. Com isso surgem afirmações absurdas proferidas por “profissionais” que defendem o fim do NÃO. Tais “pensadores” sugerem que há uma lógica até no roubo de um telefone celular, por exemplo: o ladrão (sujeito oprimido) recebera um NÃO da sociedade de consumo, tivera seu acesso negado pelo detentor do capital (sujeito opressor) ao objeto de desejo (aparelho celular). A partir dessa premissa justifica-se o roubo, afinal todos têm o “direito” de ter tudo, ainda que à guisa de rebeldia. Não é essa a lógica de Satanás? “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3.4,5).

A Palavra de Deus nos mostra que não se pode ter tudo nessa vida e por esta razão devemos conhecer nossas limitações e saber dos nossos limites. O evangelho contraria frontalmente certos líderes religiosos que distorcem o sentido da mensagem quando dizem, por exemplo, que o verso “tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13) sugere “poder ilimitado”, que o crente pode mover a mão de Deus em seu favor; quando o contexto apresenta um relato da experiência de Paulo a respeito das vicissitudes a que estamos expostos neste mundo. Pregações triunfalistas como esta têm gerado crentes frustrados.

Muitos, por não terem a capacidade de sustentar suas frustrações, seguem confusos quando se deparam com o NÃO de Deus. Estes querem “isto” e “aquilo” o tempo todo, não se preparam para o fato de que na vida ora temos isto, ora temos aquilo.  Que em Cristo Jesus aprendamos a “viver contentes em toda e qualquer situação” (Fp 4.11).

Soli Deo Gloria!

sábado, 16 de junho de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS: O que há entre nós e o reino de Deus?


Em Atos 14.22 o apóstolo Paulo fortaleceu a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé. Ele também mostrou que, por meio de muitas tribulações, importava entrar no reino de Deus. Que tipo de barreira se coloca entre nós e o reino de Deus, de modo que precisamos de muita força para apoderarmo-nos dele?


Você e sua família são nossos convidados.

Comunidade Cristã Graça e Vida
Av. Dom Helder Câmara, 7962 - Piedade/RJ - 9h

WhatsApp (21) 99566-5276 (somente mensagens).

quinta-feira, 14 de junho de 2018

HOMENS DA MAIOR FIRMEZA



 por Delmo Fonseca |

Uzias reinou em Jerusalém durante 52 anos e boa parte de sua vida andou retamente diante do Senhor: "Porque deu-se a buscar a Deus nos dias de Zacarias, entendido nas visões de Deus: e nos dias em que buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar" (2Cr 26.5). Mas tempos depois Uzias se envaideceu e entrou no templo para queimar incenso no altar do Senhor, o que não lhe competia fazer. No entanto, o sacerdote Azarias, acompanhado de outros oitenta sacerdotes, “homens da maior firmeza”, entraram após o rei a fim de resistirem a seu intento”: “A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o Senhor, mas aos sacerdotes, filhos de Aarão, que são consagrados para queimar incenso; sai do santuário, porque transgrediste; e não será isto para honra tua da parte do Senhor Deus” (2Cr 26.18). Indignado, Uzias ousou seguir em frente, porém a mão de Deus pesou sobre ele no mesmo instante: “A lepra lhe saiu à testa perante os sacerdotes, na casa do Senhor, junto ao altar do incenso” (2 Cr. 26:19).

Embora o texto nos dê a possibilidade de analisá-lo por diversos prismas, importa-nos refletir sobre a expressão “homens da maior firmeza”. A Bíblia mostra que Azarias e os demais sacerdotes eram homens incomuns, ou seja, eram homens corajosos o suficiente para confrontar a autoridade de um rei que se tornara soberbo. A história também nos mostra que as grandes conquistas foram empreendidas por “homens da maior firmeza”. Os patriarcas, os profetas, os apóstolos, os pais da Igreja e os reformadores foram “homens da maior firmeza”. Com firmeza é possível suportar as provações e tentações, enfrentar as adversidades, sustentar as mais diversas frustrações.

Mas hoje, à luz da “ditadura do politicamente correto”, o que é um “homem da maior firmeza”? É inegável que o homem pós-moderno, forjado pela ideologia de gênero, orgulha-se do fato de ser um indivíduo esvaziado de virilidade, ou seja, um homem não necessariamente macho. A esse fenômeno atribui-se a pecha de “outras” masculinidades. Um exemplo desse “novo” homem foi constatado na Europa tempos atrás, onde se esperava que as mulheres fossem defendidas por seus companheiros da onda de ataques sexuais por parte de imigrantes criminosos; todavia o que se viu foi um contingente de maridos e namorados protestando de saia e exigindo bons modos de indivíduos perversos. Esses homens não andariam um dia na companhia de Josué e Calebe, que eram “homens da maior firmeza”.

Já do ponto de vista espiritual, compreende-se também que um “homem da maior firmeza” é aquele que primeiramente se submete ao senhorio de Cristo (At 8.37), ama sua esposa (Ef 5.25), cria seus filhos na disciplina e instrução do Senhor (Ef 6.4), zela por sua família (Js 24.15), afasta-se do mal e busca a paz (1Pe 3.11).

Ao contrário do rei Uzias, que começou bem a sua carreira e naufragou no final, o “homem da maior firmeza” não busca autossuficiência, antes crê que a graça de Deus lhe basta (2Co 12.9). Por esta razão não confunde masculinidade com rudeza, nem virilidade com agressividade. O “homem da maior firmeza”  busca ser reconhecido como um homem segundo o coração de Deus; firme, inabalável e sempre abundante na obra do Senhor” (1Co 15.58). Que em Cristo Jesus confirmemos sempre estas qualidades.

Soli Deo Gloria!





terça-feira, 5 de junho de 2018

QUANDO O MELHOR É DIZER “NÃO”





por Delmo Fonseca*

Imagine como seria o trânsito das principais metrópoles brasileiras se não houvesse sinalização. Certamente prevaleceria a lei do mais forte. Os automóveis de grande porte colocariam em risco a segurança dos demais... motociclistas, ciclistas e pedestres teriam que contar com a sorte em todo o tempo. Não é isso que acontece no reino animal? A lei da selva é imperativa: os fracos não têm vez.

Voltemos ao exemplo do trânsito: está provado que o caos se instalaria se as ruas não fossem sinalizadas, se não houvessem regras e exigência de disciplina. Ainda assim, constatamos que mesmo havendo leis o índice de acidentes é alarmante. Na base deste fenômeno estão os seguintes fatores: negligência, imprudência e imperícia.

Um motorista negligente não leva a sério a sinalização, pouco observa o que se passa à sua volta. Essa atitude o leva à imprudência, pois lhe dá a sensação de que pode fazer o que quiser, desde o exceder a velocidade permitida a trafegar na contramão. Ou seja, para ele não há interditos, impeditivos legais ou morais. O que se segue é a imperícia, pois a reincidência dos atos anteriores confirma sua inabilidade como condutor. Por fim, o cancelamento de sua habilitação é apenas uma das sanções previstas em lei. A saber, o Brasil é o quinto país do mundo em mortes no trânsito, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Os fatos mostram que uma sociedade que cultiva o desprezo pelas leis acaba por experimentar o recrudescimento da violência, pois cada um, ao se sentir livre para agir como quiser, imporá sua força sobre o outro. A exemplo do que há muito acontece no trânsito, outras áreas do campo social têm sido afetadas pela quebra dos interditos. É o caso de muitas famílias: não há mais sinal vermelho, não há mais PARE. Pais e mães já não conseguem dizer NÃO a seus filhos. Como consequência, percebemos um número crescente de crianças e jovens negligentes, imprudentes e imperitos. Conclusão: quanto menos interditos, mais violência, mais barbárie.

As Escrituras nos mostram que o primeiro homem tornou-se ciente de que seu “direito” de ir e vir, ou seja, seu trânsito livre dependeria da observância de um interdito: “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16,17). O que sabemos é que Adão descumpriu a ordem de Deus e este ato gerou consequências terríveis para todos os seus descendentes. Dentre as consequências enumeramos a satisfação que o ser humano sente ao quebrar qualquer interdito, qualquer regra proibitiva, o que nos faz lembrar o apelo de Agostinho: “Dá-me castidade e continência, mas não agora”.

O ser humano tornou-se naturalmente refratário a regras, leis e disciplinas. Desde tenra idade seu desejo consiste em viver segundo suas próprias determinações, sem deveres, obrigações e responsabilidades. Mas essa não é a cantilena dos nossos dias, a famigerada lei de Thelema? "Faze o que tu queres há de ser o todo da lei."  Essa aversão aos interditos atinge em cheio até mesmo os chamados “desigrejados”, que aspiram um cristianismo sem regras morais, um evangelho sem disciplina. Estes ignoram que o discipulado cristão consiste em submeter-se à disciplina de Cristo.

Em outras palavras, o mundo caminha por vias mal sinalizadas. Está em marcha um contingente de “vândalos” morais, cujo objetivo é combater qualquer sinal que indique o caminho da vida. Por meio de Cristo compreendemos que uma vida sem interditos conduz ao caos, à morte. Sendo assim, o evangelho nos orienta em cada trecho da estrada, nos sinaliza a parar, a olhar, a seguir. O evangelho nos ensina que Deus ao estabelecer um interdito, ao dizer NÃO, o faz porque assim o amor o exige. “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem” (Pv 3.11,12).

Soli Deo Gloria!




segunda-feira, 4 de junho de 2018

PENSE NISSO - BAXTER



"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas" - 2Co 4.16,17.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

O EFEITO DA GRAÇA


A graça  irresistível nos mostra o quanto a lei é necessária. "De maneira que a Lei é santa, e o mandamento, santo, justo e bom" (Rm 7.12).

sábado, 26 de maio de 2018

NÃO CUSTA LEMBRAR



"De fato, não  dois (evangelhos):  apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo" (Gl 1.7).

sexta-feira, 25 de maio de 2018

DE SONHOS E PROMESSAS



por Delmo Fonseca 

Há um verso da poeta chilena Gabriela Mistral, que resume o mote do nosso texto: “todos nós temos duas vidas: a com a qual sonhamos e a que somos obrigados a viver ...” Em outras palavras, nos situamos numa zona fronteiriça onde realidade e fantasia se tangenciam. Por que o simples ato de andar com os “pés no chão” é, para muitos, menos atraente do que andar com a “cabeça nas nuvens”? Ou melhor: por que muitos preferem a fantasia à realidade. A resposta é simples: a realidade nos mantêm despertos, enquanto a fantasia nos lança num estado sonambúlico.

A realidade, sob vários aspectos, ora se apresenta árdua e hostil, ora amena e tranquila. Por ser árida na maioria das vezes, provoca em muitos o desejo de fuga. Daí o fato de que fugir da realidade é quase sempre a alternativa mais viável para quem prefere a leveza da fantasia. Até mesmo o salmista, diante de uma série de infortúnios, se viu tentado a escapar da realidade: “O meu coração está acelerado; os pavores da morte me assaltam. Temor e tremor me dominam; o medo tomou conta de mim. Então eu disse: ‘Quem dera eu tivesse asas como a pomba; voaria até encontrar repouso! Sim, eu fugiria para bem longe, e no deserto eu teria o meu abrigo. Eu me apressaria em achar refúgio longe do vendaval e da tempestade’" (Sl 55.4-8).

Quem nunca, ao menos uma vez na vida, acalentou o desejo do salmista? Fugir para um lugar distante, abrigar-se das vicissitudes, proteger-se das intempéries, enfim, viver à margem das tribulações. Talvez esse desejo revele nossa predileção por andar com a “cabeça nas nuvens” em vez de fincar os “pés no chão”. A Palavra de Deus é pródiga em nos mostrar que a realidade nem sempre se ajusta ao que sonhamos. Abraão, por exemplo, vislumbrou uma terra que manava leite e mel, porém se deparou com uma Canaã muito diferente de seus sonhos: “Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra” (Gn 12.10). Até mesmo Elias, após a peleja contra os profetas de Baal, considerou a possibilidade de uma vida mais amena. No entanto, se deparou com outra realidade ante a ameaça de Jezabel, o que o levou a uma grande frustração: “Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (1Rs 19.4).

Diante da constatação de que a realidade nem sempre se ajusta aos nossos sonhos, o que sugere uma conclusão pessimista, será que há espaço para a esperança de que ainda experimentaremos dias melhores? Aos que creem, a resposta é um altissonante “sim”. Disse Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). As Escrituras confirmam que Abraão e Elias experimentaram o consolo de Deus ao final de suas vidas. Por razões semelhantes, cremos que as provações e toda sorte de tribulações, por mais sofrimentos que possam infligir, não ultrapassarão a nossa capacidade em Cristo de suportá-las.  Ele venceu o mundo.

Sendo assim, cabe a pergunta: estamos impedidos de sonhar? De maneira alguma. O que não podemos é buscar refúgio na fantasia, seja esta de que matiz for, ainda que a vida com a “cabeça nas nuvens” pareça mais tentadora do que a ser vivida com os “pés no chão”. Para tanto, precisamos crer na misericórdia de Deus, esperar nele, pois suas promessas são melhores do que os nossos sonhos: “os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (Is 40.31).

CONSELHO - C.S LEWIS


O evangelho conforta os aflitos e, concomitantemente, confronta os acomodados. 

sábado, 19 de maio de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS - O PRIMEIRO SERMÃO DE PAULO


Se Deus permitir, neste domingo, dia 20 de maio, vamos considerar o resumo da pregação de Paulo aos judeus e gentios tementes a Deus na sinagoga de Antioquia da Pisídia (At 13.13-43). O sermão se divide em três partes, cada uma começando com uma abordagem direta à congregação: A promessa feita (At 13.16-25); a promessa mantida (At 13.26-37); e, a promessa cumprida (At 13.38-41).

Você e sua família são nossos convidados!  


TESTANDO, TESTANDO... 1 2 3 - Como identificar uma falsa doutrina




por Delmo Fonseca |

Algumas leituras pedem para ser compartilhadas. Ou melhor: nos sentimos compelidos a partilhar o que certamente irá edificar espiritualmente outros irmãos em Cristo.  É o caso do artigo “Os cinco testes da falsa doutrina”, de Tim Challies, o qual procurarei resumi-los em três. A saber, Tim Challies é pastor da igreja Grace Fellowship, em Toronto, no Canadá.

Segundo o autor, para cada doutrina que sabemos verdadeira, outras tantas se mostrarão impostoras. “T.D. Jakes diz que Deus existe eternamente em três manifestações, não em três pessoas. Greg Boyd diz que Deus conhece alguns aspectos do futuro, mas que outros eventos futuros estão fora do seu conhecimento. Creflo Dollar diz que por sermos criados à imagem de Deus, somos pequenos deuses. O mormonismo diz que Deus revelou novas escrituras a Joseph Smith que superam a Bíblia. O catolicismo romano diz que somos justificados pela fé, mas não somente pela fé. Esse mundo é uma loucura obscura de verdadeiro e falso”.

A Palavra nos orienta a “provar os espíritos” (1Jo 4,1), a “julgar todas as coisas” (1Ts 5.21), ou seja, examinar cada doutrina a fim de asseguramos se a mesma é verdadeira ou falsa. Mas como podemos distinguir uma coisa da outra, qual o critério a ser utilizado? Tim Challies sugere que colocar uma doutrina à prova é a melhor maneira de determinar se é verdadeira ou falsa: “À medida que testamos a doutrina, aprendemos nossa responsabilidade para com ela: ou nos apegamos a ela ou a rejeitamos. Estou voltando para esses testes hoje para explicá-los mais detalhadamente. Eles fornecem um recurso que é útil para testar qualquer doutrina”.

Segue-se o PRIMEIRO teste, o da origem:  Essa doutrina se origina em Deus ou foi elaborada por alguém ou alguma outra coisa?

A sã doutrina origina-se de Deus; a falsa doutrina se origina com alguém ou algo criado por Deus. O apóstolo Paulo fez um grande esforço para convencer a igreja na Galácia de que o evangelho que ele ensinou não era proveniente dele, mas de Deus. “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl 1.11-12). Até mesmo Jesus deixava claro que ele ensinava apenas o que Deus o instruiu a ensinar: “O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou” (Jo 7.16). A verdadeira doutrina se origina com o Deus que é verdadeiro (Tt 1.2).

O SEGUNDO teste diz respeito à autoridade: Essa doutrina recorre à Bíblia para afirmar sua autoridade? Ou apela para outra escritura ou outra mente?
A sã doutrina fundamenta a sua autoridade na Bíblia; a falsa doutrina fundamenta sua autoridade fora da Bíblia. A Bíblia é inerrante, infalível e suficiente. Doutrinas que se originam na mente de Deus são registradas na Palavra de Deus. Existe uma correlação clara e necessária entre origem e autoridade, entre Deus e sua Palavra.

O TERCEIRO teste visa à consistência: Essa doutrina é estabelecida ou refutada pela totalidade das Escrituras?
A sã doutrina é consistente com toda a Escritura; a falsa doutrina é inconsistente com algumas partes da Escritura. Há uma consistência ou familiaridade com a doutrina verdadeira e uma estranheza ou falta de familiaridade com a falsa doutrina. O autor da epístola aos Hebreus advertiu sua congregação sobre “doutrinas várias e estranhas”, enquanto Paulo advertiu Timóteo sobre aceitar “outra doutrina” (Hb 13.9; 1Tm 1.3, 6.3).

Para Tim Challies, “uma vez que tenhamos testado a doutrina e constatado que ela é verdadeira, de acordo com esses três critérios, também podemos avaliar a sua solidez por seus efeitos sobre nós e sobre os que nos rodeiam”.  Daí a importância dos dois frutos a seguir: o crescimento espiritual e vida piedosa.

A sã doutrina torna os cristãos espiritualmente saudáveis, maduros e instruídos. A falsa doutrina produz cristãos espiritualmente doentios, imaturos e ignorantes, que podem não ser cristãos de forma alguma. A sã doutrina tem valor para a vida piedosa, a falsa doutrina leva à vida ímpia. A verdade nunca permanece sozinha, mas sempre tem implicações na vida. “Toda a Escritura é inspirada por Deus”, diz Paulo, “e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17).

Como determinar a qualidade de uma doutrina? Observa Tim Challies: A tarefa do médico é avaliar um paciente para declará-lo sadio ou não. O paciente está sadio quando todo o seu corpo está funcionando corretamente, livre de doenças. A tarefa do cristão é avaliar cada doutrina para declará-la sadia ou doente. John Stott diz isso bem: “A doutrina cristã é saudável da mesma forma que o corpo humano é saudável. Porque a doutrina cristã se assemelha ao corpo humano. É um sistema coordenado que consiste em diferentes partes que se relacionam entre si e juntas constituem um todo harmonioso. Se, portanto, nossa teologia está mutilada (faltando partes) ou doente (com partes prejudicadas), ela não é ‘sã’ ou ‘saudável’”. A doutrina que passa nos três testes é uma doutrina saudável. É pura e imaculada, verdadeira de acordo com o padrão infalível de verdade de Deus.

Ao concluir, Tim Challies também observa que a verdadeira doutrina (conteúdo) se origina de Deus (origem), é fundamentada na Bíblia (autoridade) e concorda com toda a Escritura (consistência). Porque tal doutrina é sã (qualidade), é saudável (benefício) e proveitosa (valor) para nós, e somos responsáveis ​​por nos apegarmos a ela (responsabilidade).

No entanto, a falsa doutrina (conteúdo) se origina do homem (origem), não está fundamentada na Bíblia (autoridade) e contradiz partes da Escritura (consistência). Porque tal doutrina é insalubre (qualidade), é doentia (benefício) e não proveitosa (valor) para nós,  somos responsáveis ​​por rejeitá-la (responsabilidade).

Será que a doutrina que confessamos sobrevive a esses três testes? Eis uma boa oportunidade para sabermos se estamos ou não em conformidade com a Palavra de Deus.

Obs.: Para ler o texto na íntegra acesse o blog Voltemos ao Evangelho.

sábado, 12 de maio de 2018

ÀS MÃES



O Dia das Mães não é primariamente sobre ser mãe e receber honra, mas agradecer a Deus pela mãe que ele lhe deu e dar honra. As pessoas que dão honra devem incluir todas as mães. As pessoas que recebem a honra como mães também devem dar honra às mães dadas por Deus.

As mães são um presente de Deus e cada pessoa tem um. Assim, o Dia das Mães é, na verdade, um feriado para todos, um dia para agradecer a Deus por sua bondade em nos dar mães e uma ocasião para deixar que essa gratidão se manifeste em expressões tangíveis de honra especial.

John Piper

EXPOSIÇÃO EM ATOS



Se Deus permitir, na exposição deste domingo, dia 13 de meio, consideraremos três aspectos importantes da igreja em Antioquia: Primeiro, os ministros da igreja de Antioquia; segundo, a missão da igreja de Antioquia, e em terceiro lugar, o ministério dos missionários de Antioquia na ilha de Chipre.

Você se sua família são nossos convidados!

sábado, 5 de maio de 2018

QUANDO A GRAÇA NOS ABRAÇA



por Delmo Fonseca|

Quem ousaria duvidar da força da natureza? Se por um lado podemos desfrutar de sua serenidade; por outro, testemunhamos sua fúria. A dinâmica da natureza consiste num movimento de autorregulação, que inevitavelmente afeta o que estiver em seu caminho. Fenômenos como furacões, tornados, vulcões em erupção, tsunamis, enchentes e queimadas são exemplos corriqueiros e incontroláveis. A natureza simplesmente ignora os planos e projetos humanos. Somente o Senhor a controla: “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc 4.41).

Quando o ser humano vive inteiramente sob o domínio da natureza, seus atos correspondem aos da própria natureza. Assim como um pássaro ou um peixe, que não fazem outra coisa senão viver em função de suas necessidades, o homem natural vive em função de seus apetites. Nesse caso, a eternidade não faz parte dos seus planos. O que lhe interessa é satisfazer-se no presente, aqui e agora. Será que um hipopótamo pensa no amanhã? Assim é todo aquele que vive segundo o ritmo da natureza: Ora sereno, ora em terrível fúria.

Aos desavisados é sempre bom lembrar que o mundo segue o ritmo da natureza, onde os mais fortes subjugam os mais fracos, com o agravante de que o humano é o único ser natural que se compraz com a violência. A impressão que se tem é que a fúria da natureza encontra morada no coração do homem. Conflitos e guerras se multiplicam, os apetites não se saciam e a convivência se torna cada vez mais selvagem.

Como salvar-se desse mundo mau e tenebroso? Embora criados por Deus, todos os homens pecaram e destituídos foram da sua glória (Rm 3.23). Mergulhados na selvageria, moldados pela natureza em fúria, os homens só poderiam esperar pela morte. Mas Deus, rico em misericórdia, compadeceu-se de boa parte destes, não de todos. A prevalência de sua soberania tornou-se um escândalo para o homem natural, que manifesta seu furor, sua cólera, qual uma tempestade no deserto quando ouve as palavras “eleição” e “graça”. O homem natural jamais compreenderá a graça de Deus. Ele questionará, inquirirá, negará, porém não aceitará.

Em se tratando dos eleitos, a graça se faz irresistível, providencial e necessária. Em hipótese alguma tais homens poderiam se salvar por conta própria. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8). No coração destes homens o Espírito Santo comunicou vida, senso de eternidade.

Em Cristo tudo se fez novo para os escolhidos, os quais foram abraçados pela graça. Ainda que o mundo demonstre toda sua fúria, que a natureza molde os resistentes à soberania divina, os que creem em Cristo já se libertaram do seu jugo. Quando a graça nos abraça, a paz de Deus nos arrebata, seu amor nos transporta para o Reino prometido.

Soli Deo Gloria!





EXPOSIÇÃO EM ATOS - DEUS RESISTE AOS SOBERBOS


"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes." Tg 4.6

No contexto de Atos 12.21-23 o rei Herodes Agripa I, de maneira soberba, toma a honra para si em vez de glorificar a Deus, o que resulta em uma terrível morte.

Na exposição deste domingo, dia 6 de maio - se Deus assim o permitir -, abordaremos esse tema. Afinal, “quando vem a soberba, então vem a desonra; mas com os humildes está a sabedoria". (Pv 11.2)

COMUNIDADE CRISTÃ GRAÇA E VIDA
Av. Dom Helder Câmara, 7962 – Piedade / RJ

WhatsApp da igreja (somente mensagens): 21 99566-5276

terça-feira, 1 de maio de 2018

SEDE DE DEUS



por Delmo Fonseca |

“Estendo as minhas mãos para ti;
como a terra árida, tenho sede de ti”.
Sl 143.6

Certos sentimentos transbordam quando não se pode mais suportar a pressão interna.  Esse transbordamento surge como um desabafo ou, em alguns casos, como uma explosão. A expressão “era a gota que faltava” ilustra bem a situação em que uma pessoa despeja sobre a outra suas insatisfações e desapontamentos, ainda que se dê conta da intemperança somente depois.

Há casos em que a insatisfação com a vida, consigo mesmo e com o mundo transborda em forma de música. Veja, por exemplo, a canção “(I Can't Get No) Satisfaction” (Eu Não Encontro Satisfação), dos Rolling Stones. Parte da letra diz: “I can't get no satisfaction / 'Cause I try and I try and I try / I Can It get no” (Não encontro satisfação / mas eu tento e eu tento  e eu tento / e não encontro). Se por um lado, o sentimento de insatisfação transborda em forma de música; por outro, vemos esse mesmo sentimento ultrapassar as bordas por meio da violência, rebeldia, consumismo, drogas e todo tipo de excesso.

O nível de insatisfação no mundo está tão elevado, que se visto de cima parecerá um vulcão prestes a entrar em erupção. Há um risco iminente de transbordamento. Essa insatisfação se configura como um grande vazio, o que nos faz lembrar a célebre afirmação de Blaise Pascal: "há no homem um buraco na forma de Deus". Ao constatar esta realidade concernente à condição humana, a seguinte questão se impõe: quantas pessoas se dispõem a preencher esse buraco com a presença de Deus em suas vidas? Quantas pessoas buscam a satisfação em Deus?

É preciso distinguir a insatisfação crônica mediante a ausência de Deus, da sede de Deus. Os insatisfeitos crônicos elegem outros “deuses”, seja o dinheiro ou o entretenimento, a política ou a religião, o esporte ou a ciência, a família ou a arte; enquanto os sedentos de Deus anseiam apenas pela graça de Deus. Os sedentos de Deus, à semelhança de Agostinho, esperam ansiosamente por Deus: “Tu nos criaste para Ti mesmo e nossos corações vivem inquietos enquanto não acharem repouso em Ti “.

Os insatisfeitos crônicos, por não verem sentido no evangelho, na Bíblia, na igreja de Cristo e nos valores do reino de Deus, afirmam soberbamente que o vazio explica a própria existência, que no fim a existência é nada. O que muitos não percebem é que a agenda do mundo é pautada por estes mesmos insatisfeitos crônicos, que negam a eternidade em prol de uma vida breve repleta de fortes emoções: “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.

Ao cristão cabe discernir o que é “vazio” e “sede” de Deus. O vazio se configura como ausência, enquanto a sede se assemelha ao “querer mais”, desejar Deus cada vez mais, como bem disse o salmista: “Ó Deus, Tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de Ti! Todo o meu ser anseia por Ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Sl 63.1). Jonathan Edwards considera esta sede como um bem espiritual: “O bem espiritual é realmente capaz de nos satisfazer; quem dele provar sentirá mais sede por ele… e quanto mais experimentar, quanto mais conhecer de fato essa excelente, inigualável, e excelsa doçura e a satisfação que traz, com mais intensa fome e sede a buscará”.

A sede de Deus é também considerada por A. W. Tozer como uma das mais valorosas aspirações: “Ó Deus, tenho provado da tua bondade, e isto tanto me tem saciado como tem aumentado minha sede. Tenho dolorosa consciência da minha necessidade por graça ainda maior. Envergonho-me da minha falta de desejo. Ó Deus, Deus Triúno, quero desejar a ti; anseio estar cheio de anseios: tenho sede de ficar com mais sede ainda”.

Constatação semelhante é expressada por John Piper: "Quanto mais profundamente você anda com Cristo, mais faminto você fica por ele... mais saudoso do lar nos céus... mais você quer toda a plenitude de Deus... mais você deseja acabar com o pecado... mais você quer que o noivo volte outra vez... mais você quer que a igreja seja reavivada e purificada com a beleza de Jesus..."

E por fim, não poderia deixar de mencionar Charles Spurgeon, o Príncipe dos Pregadores”, para quem a sede de Deus é uma bênção: “Quando alguém suspira por Deus, é fruto de uma vida secreta no seu interior: ele não suspiraria muito tempo por Deus por sua própria natureza. Ninguém tem sede por Deus enquanto ainda estiver no seu estado carnal (ou seja, não convertido). A pessoa não regenerada suspira por qualquer coisa antes de suspirar por Deus. É prova da natureza renovada ter um anseio por Deus; é uma obra de graça na sua alma e você deve ser profundamente agradecido por isso”.

A sede de Deus, diferentemente de uma insatisfação que do coração inquieto transborda, é uma das marcas do cristão.  A sede de Deus tende a aumentar na medida em que o cristão o buscar. E quanto a você: que tipo de “insatisfação” tem experimentado? O vazio do mundo ou a sede de Deus?

 Saiba que Cristo é a fonte de água viva a jorrar para a vida eterna (Jo 4.14).  Atente-se para o fato de que o Espírito de Deus lhe convida a beber dessa água gratuitamente: "Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e, vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo” (Is 55.1).

sábado, 28 de abril de 2018

SEU CORPO, SUAS REGRAS



por Delmo Fonseca

Por que o ser humano é tão refratário às normas morais? Imagine uma associação entre a “fome” e a “vontade de comer”, sendo a fome o “niilismo moral” e a vontade de comer, o “hedonismo contemporâneo”. Niilismo é um termo derivado do latim nihil, que significa “nada”. Nesse caso, para o niilista moral “nada é moral ou imoral”. Para o niilista, um Deus absoluto é impensável, logo dispensável.  Conforme concluiu Ivan Karamazov, personagem do grande Dostoiévski, “se Deus não existe, tudo é permitido”.

Já o hedonismo, desde sua concepção moderna, se configura como uma teoria que proclama o prazer como o supremo bem. O hedonista também torce o nariz para as normas morais, pois estas impõem limites à sua excessiva busca pelo prazer. Uns dirão: o que há de errado no prazer? Ora, o erro não está no prazer em si, mas no prazer como finalidade última. E sabe-se que a compulsão pelo prazer tem um nome: vício. Outros dirão: e que mal há no vício? Ora, o vício gera escravidão. Por fim, não faltará quem questione: que mal há na escravidão?

O niilismo e o hedonismo, em parte, explicam o nosso tempo e a nossa sociedade:  inexistência de pecado e prazeres ilimitados. Quem se opuser a isso ganhará a pecha de “moralista”, “antiquado”, “fundamentalista”, “conservador” etc.  Mas, retornando à pergunta inicial, por que o ser humano é tão refratário às normas morais? Por que o número de pessoas que só querem fazer o que lhes dá prazer aumenta a cada dia? Por que tanto desprezo pelas leis? Por que niilistas e hedonistas não abrem mão de viver segundo suas próprias regras?

É sabido que a palavra norma (normallis em latim) foi cunhada por carpinteiros e pedreiros romanos para designar o que conhecemos como esquadro, instrumento obrigatório numa edificação. Eles concluíram que seria impossível medir um ângulo reto sem o auxílio de um esquadro. No entanto, em vão a sociedade contemporânea busca realizar a proeza de formar pessoas retas, íntegras, sem o auxílio de um “esquadro” moral. Uma sociedade “torta” é consequência da inaptidão em seguir regras, respeitar normas. O que impressiona é que esta mesma sociedade passa a ser regida por todo tipo de regulamentos, desde um vagão exclusivo para mulheres no metrô, à multa para quem joga lixo no chão. O contraste com outras sociedades onde as normas são respeitadas é evidente: prevalece o bom senso.

Mas se a norma é um esquadro moral, quem melhor poderia nos ensinar sobre retidão senão aquele que antes de iniciar seu ministério trabalhou como carpinteiro em Nazaré? Os valores de Cristo transcendem a acepção comum que reduz o termo moral (mores em latim) a costumes. A moral cristã diz respeito a valores espirituais (leis morais) que levam o homem a uma vida reta. Não se trata de um conjunto de regras de conduta que o torna legalista, isto é, mero observador da letra fria da lei, do tipo: "Não manuseie! " "Não prove! " "Não toque! " (Cl 2.21). No entanto, compreende-se que a essência da lei é boa: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo, tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores” (1Tm 1.8,9).

Qual a possibilidade de um cristão viver sem normas, ser um fora da lei? Nenhuma. O cristão não tem outra escolha senão viver sob a disciplina de Cristo. Ao cristão cabe a obediência às leis morais de Deus, as quais se baseiam na natureza do próprio Deus, que é o padrão absoluto de justiça. E ao falar de justiça, as Escrituras falam de retidão. Numa sociedade cada vez mais niilista e hedonista, em que o padrão é não ter padrão, a regra é não ter regra e a norma é não ser normal, confessar-se cristão é optar por viver na contramão do mundo. 

Por esta razão, dizer-se cristão e orgulhar-se de ser um “desigrejado” é também uma tentativa de impor suas próprias regras, em vez de se submeter ao senhorio de Cristo. “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns;” (Hb 10.25). Sabe-se que a igreja invisível, composta pelos eleitos, é o Corpo de Cristo. Segundo R. C. Sproul, “Calvino insistiu que a igreja invisível existe substancialmente dentro da igreja visível. E que a principal tarefa da igreja invisível é tornar a igreja invisível, visível.”  E as regras seguidas pelo corpo são estabelecidas pelo Senhor desse corpo, mediante a orientação do Espírito Santo. “Desse modo, quando um membro sofre, todos os demais sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se regozijam com ele. Ora, vós sois o Corpo de Cristo, e cada pessoa entre vós, individualmente, é membro desse Corpo” (1Co 12.26,27).

Observa-se também que em tempos de exacerbação do narcisismo, em que se percebe cada vez mais a exaltação do eu, a noção de um corpo orgânico se esvai. Logo, uma igreja autárquica, que busca governar a si mesma, embora visível, em nada se coaduna com a igreja invisível.    A Igreja é de Cristo, o Corpo é de Cristo... as regras que a regulam também são de Cristo.





sexta-feira, 27 de abril de 2018

PROVAÇÕES E ORAÇÕES - TEMA DO PRÓXIMO DOMINGO, DIA 29



Conforme Warren Wiersbe (teólogo norte-americano), o capítulo 12 de Atos revela-nos três garantias maravilhosas para os dias difíceis da vida.: 1) Deus vê nossas provações (At 12.1- 4); 2) Deus ouve nossas orações (At 12.5-17); e 3) Deus lida com os nossos inimigos (At 12.18-25).

quarta-feira, 25 de abril de 2018

EXPECTATIVA DA VINDA DE CRISTO




Finalmente, Cristo nos mandou celebrar a  Ceia até que Ele venha. Na sua mesa provamos o começo da alegria eterna que Ele nos prometeu.
Aguardamos com grande expectativa a abundância desta alegria no banquete do casamento do Cordeiro, quando Ele beber de novo conosco o vinho no reino de seu Pai. Regozijemo-nos, alegremo-nos e demos-lhe a glória, pois chegou a hora do casamento (Ap 19.7).