sexta-feira, 14 de setembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS



ATOS 19. 8-22

TEMA: PAULO EM ÉFESO: VENCENDO MAGIAS E SUPERSTIÇÕES

Ao permanecer na cidade de Éfeso, o apóstolo Paulo terá o desafio de pregar o evangelho num ambiente moldado por magia e superstições.  Também se evidenciará que o nome de Jesus não pode ser usado em vão.
Você e sua família são nossos convidados.

Neste domingo, às 9 horas, com o pastor Delmo Fonseca.

COMUNIDADE CRISTÃ GRAÇA E VIDA
Av. Dom Hélder Câmara, 7962 - Piedade – RJ


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O CRENTE “NUTELLA” E A PAIXÃO PELO TORTUOSO




por Delmo Fonseca |

Na primeira estrofe do “Poema de sete faces”, Drummond se vale do seu “eu-lírico” para dizer:
“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.”

Ao citar os versos do grande poeta itabirano no prelúdio desse texto, pretendo destacar apenas a predileção que muitos têm pela “esquerda”, ainda que desconheçam o verdadeiro sentido do “esquerdismo”.  Drummond sabia das coisas. Até mesmo o anjo conselheiro do seu “eu-lírico” pendia para a esquerda, o que necessariamente o aconselhava a seguir nesta direção: “Vai, Carlos! ser gauche na vida.”  O poeta se utiliza da palavra gauche - um estrangeirismo francês que corresponde a “esquerdo” em nosso português-, para delinear seu destino na vida.  Dessa maneira, ser de esquerda corresponde dialeticamente a pender-se para a “negação”, um dos lados da contradição.

Todo esquerdista convicto sabe que a verdade pode ser atropelada e negada em nome da revolução. Se em sua cosmovisão os fins justificam os meios, por que se importar com a justiça? A lógica, nesse caso, também precisa ser torta a fim de justificar o injustificável. Por esta razão compreende-se porque os inclinados à esquerda mandam às favas a lei, a ordem e a retidão.  Anarquia, baderna, caos e autoritarismo reforçam o modus operandi dos que defendem um mundo torto.  

Sendo assim, o que faz um cristão se apresentar como esquerdista? O que faz com que um pastor defenda uma “teologia” de esquerda? Há duas respostas: desconhecimento do que realmente é o esquerdismo ou deliberado prazer em pender-se para o que é torto. A questão não se trata de uma predileção por este ou aquele partido político, mas por esta ou aquela cosmovisão de mundo. Se no esquerdismo não cabe a ética cristã, por que no cristianismo caberia a lógica esquerdista? Somente crentes “nutellas” veem semelhanças entre Marx e Jesus.

A questão é mais séria do que supõe o cristão indiferente, que não desce do muro e defende o “tanto faz”. É preciso saber que a Palavra de Deus prima pela retidão: “Abominação para o Senhor são os perversos de coração; mas os que são retos em seu caminho são o seu deleite” (Pv 11.20). Aos crentes “nutellas” resta o caminho do arrependimento, pois o evangelho anuncia que “quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda”. (Mt 25. 31-33).

Soli Deo Gloria!


terça-feira, 11 de setembro de 2018

“Ídolos modernos: o ressurgimento da espiritualidade pagã”


I CICLO DE PALESTRAS TEOLOGIA & CONHECIMENTO
Tema “Ídolos modernos: o ressurgimento da espiritualidade pagã”
Ídolo é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus no coração do homem. A propósito, segundo Calvino “o coração do homem é uma fábrica de ídolos”. Partindo desse princípio, a Comunidade Graça e Vida promoverá a 2ª edição do I Ciclo de palestras Teologia & Conhecimento, com o tema “Ídolos modernos: o ressurgimento da espiritualidade pagã”. Na oportunidade o pastor Delmo Fonseca analisará como a retomada da espiritualidade pagã a partir da renascença, passando pelo deísmo iluminista e culminando nos deuses da nova era, tem moldado a cultura contemporânea e de que maneira o cristão deve confrontar esse neopaganismo por meio do evangelho.

COMUNIDADE CRISTÃ GRAÇA E VIDA
Av. Dom Helder Câmara, 7962 - Piedade/RJ
Sàbado, dia 22 de setembro às 16h.


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS 19. 1- 7



TEMA: Paulo em Éfeso e os discípulos de João Batista

Dando continuidade ao nosso estudo em Atos, neste domingo veremos que o incansável Paulo de volta a Éfeso, em sua 3ª viagem missionária, se depara com a seguinte questão: mostrar a diferença entre o batismo de João e o batismo em nome de Jesus.

Ao serem batizados por Paulo, os discípulos de João se tornaram cristãos. Por quê?
 A confirmação do Espírito Santo implica num batismo em dois estágios?
 O que dizem os continuístas e os cessacionistas sobre este contexto?

Você é nosso convidado. 

Neste domingo, às 9 horas, com o pastor Delmo Fonseca. 
Av. Dom Hélder Câmara, 7962 - Piedade - Rio

terça-feira, 4 de setembro de 2018

“ÍDOLOS MODERNOS: O RESSURGIMENTO DA ESPIRITUALIDADE PAGÔ




I CICLO DE PALESTRAS TEOLOGIA & CONHECIMENTO

Tema “Ídolos modernos: o ressurgimento da espiritualidade pagã”

Ídolo é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus no coração do homem. A propósito, segundo Calvino “o coração do homem é uma fábrica de ídolos”.  Partindo desse princípio,  a Comunidade Graça e Vida promoverá a 2ª edição do I Ciclo de palestras Teologia & Conhecimento, com o tema “Ídolos modernos: o ressurgimento da espiritualidade pagã”. Na oportunidade o pastor Delmo Fonseca analisará como a retomada da espiritualidade pagã a partir da renascença, passando pelo deísmo iluminista e culminando nos deuses da nova era, tem moldado a cultura contemporânea e de que maneira o cristão deve confrontar esse neopaganismo por meio do evangelho.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

GUERRA DE NARRATIVAS: O EVANGELHO EM TEMPO DE ‘FAKE NEWS’




por Delmo Fonseca*

Há um abismo entre uma boa notícia e um factoide. Ideias falsas têm se espalhado pelo mundo atestando que a mentira possui pernas longas, ao contrário do que supõe o imaginário popular. Desde o princípio, o Inimigo disputa com Deus o domínio da linguagem. De que maneira? Apresentando outras narrativas. A Bíblia nos dá vários exemplos, a começar por esta ordem dirigida a Adão: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16b-17). Em oposição a esta ordem, outra voz se levanta: “a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis” (Gn 3.4).

Ao longo de toda a Escritura nos deparamos com Satanás propondo uma outra narrativa, seja de maneira explícita por meio de seus agentes ou influenciando quem aparentemente pareça estar acima de qualquer suspeita. No evangelho de Mateus 16.21-23, Jesus Cristo adverte seus discípulos sobre a necessidade de seguir para Jerusalém, enfrentar os religiosos, morrer e ressuscitar no terceiro dia. Tão logo termina de falar, Pedro lhe chama à parte, começa a reprová-lo, dizendo: “Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá”. O que este sugeria? Uma outra narrativa. “Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”. Jesus conhecia a verdadeira identidade daquele que influenciara Pedro.

Desta forma percebemos que nos tempos atuais esta guerra se acirrou. Há quem considere que estamos na era da “pós-verdade”, em que as emoções e as crenças pessoais pesam mais do que os fatos objetivos. Sendo assim, a subjetividade, a verdade de cada um substitui a veracidade. Tudo isso gera efeitos colaterais, de modo que em alguns casos não sabemos se estamos diante de uma notícia verdadeira ou uma ‘fake news’. Não se engane: o diabo mente desde o princípio.

A guerra de narrativas é travada entre o mundo, que jaz no maligno,  e a igreja de Cristo. Em contraposição às boas novas da salvação, há outra palavra que diz “... não é bem assim”. A olhos vistos, testemunhamos parte da igreja visível adotando uma narrativa que nega a infalibilidade e a inerrância das Escrituras, a exclusividade da graça e a soberania de Deus. Ou seja: a verdade de cada um também se tornou uma premissa válida em muitos círculos nominalmente cristãos. Daí a diversidade em vez da unidade da fé: “cristãos comunistas”, “cristãos feministas”, “cristãos destemplados”, “cristãos reteté”, “cristãos ecumênicos”. De que lado estes estão nessa guerra?

Há muitas batalhas sendo travadas no campo das ideias. Uma nova narrativa quer se impor no tocante à questão de gênero, ao valor da vida de um embrião, à autoridade dos pais sobre os filhos. Por esta razão o cristão deve se preparar cada vez mais, pois o mal não descansa. A palavra da verdade precisa ser exposta, o evangelho tem que ser anunciado, as trevas precisam ser combatidas. A narrativa verdadeira já nos foi revelada: criação, queda, redenção e consumação. Cabe a nós combatermos o bom combate. “Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” (2Co 10.3-5)


Soli Deo Gloria!




terça-feira, 28 de agosto de 2018

NOSSA POSIÇÃO POLÍTICA


 

O cristão deve participar democraticamente das decisões políticas. A quem interessa um cristão alienado? O cristão precisa se posicionar, exercer sua cidadania com responsabilidade e a partir da cosmovisão cristã, pois toda a sociedade é prejudicada por qualquer governante, ainda que cheio de boas intenções, mas subordinado a uma cosmovisão humanista. Um candidato que se posiciona contra o comunismo e suas ideologias - como erotização precoce de crianças, ideologia de gênero, fim da propriedade privada, extinção da polícia militar, legalização do aborto e das drogas, dissolução da família e um estado ainda mais inchado e corrupto -, deve ter mais do que nossa simpatia, mas nosso apoio. Sendo assim, voto ideológico em João Amoêdo ou Cabo Daciolo, por exemplo, em nada ajudará a combater a ameaça de termos de volta um demônio acompanhado de mais sete. Por isso, como pastor e cidadão, me posiciono a favor do candidato Jair Bolsonaro, pois temos a oportunidade de prevenir agora o que certamente não conseguiremos remediar depois.

Graça e paz!

Delmo Fonseca

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

ARREPENDIMENTO




por Delmo Fonseca |

"Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte." (2Co 12.8-10).

O poder de Deus se aprefeiçoa nas nossas fraquezas. Nos arrependemos quando abrimos mão de nossa arrogancia, de nossa própria justiça, de nosso "eu" autossuficiente. Então, rendidos, percebemos que a graça de Deus é a única coisa imprescindível para nós. 
Senhor, a Tua preciosa graça nos basta e a Ti nos rendemos em total confiança na Tua justiça e no Teu amor! 
Cresçamos em graça, Senhor, para Tua honra e Tua glória.


Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

ARREPENDIMENTO X REMORSO


por Delmo Fonseca |

Arrependimento não é remorso. “A tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz morte” (2Co 7.9).


Os dois sentimentos são marcados por grande tristeza e aflição, porém o arrependimento produz mudança verdadeira. Remorso é tristeza pelas consequências de um pecado, mas não pelo pecado em si. É importante ressaltar que arrependimento na Bíblia (metanoia em grego), significa uma mudança de rumo, direção, pensamento e conduta, ou seja, mudança de vida. O remorso tem tudo a ver com o nosso ego, porém o arrependimento tem tudo a ver com Deus.
Portanto, a pregação pautada no evangelho de Cristo deve sempre destacar o arrependimento. O evangelho faz tudo e todos convergirem na cruz: um lugar de morte do “eu” e de ressurreição para o Reino de Deus.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

A ERA DO ESCÁRNIO




por Delmo Fonseca |

Na mitologia grega, Sátiro é uma figura bizarra. Possui um corpo de homem, chifres e patas de bode. Seu comportamento devasso e cínico beira ao escárnio.  Você é cristão? Então saiba: ao ligar a TV verá sátiros zombando de você. Nas redes sociais, no trabalho ou na faculdade muitos amigos satíricos também zombarão de você. Aliás, alguns familiares certamente já zombam de você há muito tempo. Não se espante: estamos na era do escárnio.

Há zombadores explícitos, que travestidos de “artistas”, ousam associar o nome de Jesus a seus conceitos distorcidos de arte. Buscam representar o Redentor como um indivíduo “queer”.  O que isso significa? Escárnio. A “teoria queer” se caracteriza por evidenciar o “estranho”, o “ridículo”, o “bizarro”. E pelo andar da carruagem, o mundo ficará ainda mais satírico.

A bizarrice na arte é apenas um aspecto dessa nova teoria, que se estende para além da questão de gênero e também influencia a política e a economia. O bizarro enquanto “commodity” gera lucro, o que se pode constatar com o advento da moda unissex ou moda “sem gênero”. Tudo isso não é muito estranho?

No campo político somos afrontados com o escárnio de “garotinhos”, “esquerdinhos” e “presidiários” querendo retornar ao poder a fim de sugar o pouco de sangue que ainda resta. Ato amparado pela justiça e seus escarnecedores. Não é bizarro? “O vaidoso e arrogante, chama-se zombador; ele age com extremo orgulho” (Pv 21.24).

Em tempos satíricos, a ousadia dos zombadores se intensifica. Mas tudo isso já estava previsto. Parece estranho?  “Antes de tudo saibam que, nos últimos dias, surgirão escarnecedores zombando e seguindo suas próprias paixões. Eles dirão: "O que houve com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação". Mas eles deliberadamente se esquecem de que há muito tempo, pela palavra de Deus, existem céus e terra, esta formada da água e pela água. E pela água o mundo daquele tempo foi submerso e destruído. Pela mesma palavra os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios” (2Pe 3.3-7).

Na era do escárnio, o desafio do cristão consiste em não se juntar aos zombadores de Deus. O mundo dá gargalhadas dos valores celestiais, faz pouco caso do evangelho, achincalha a lei moral. Portanto, “não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). Você é cristão? Saiba, então, discernir o tempo presente.


Soli Deo Gloria!


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS 18.1-18


 PAULO EM CORINTO

O incansável Paulo.  Após realizar um formidável trabalho passando por Filipos e Tessalônica (onde estabeleceu importantes igrejas), e por Bereia e Atenas, o apóstolo finalmente chega a Corinto, onde permaneceu por mais tempo. Embora tenha chegado um tanto desanimado devido a experiência negativa em Atenas, Deus o anima mais uma vez.   Por meio de uma visão o Senhor lhe encorajou: “Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18.9,10).
Próximo domingo!
Av. Dom Helder Câmara, 7962 - Piedade/RJ

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

SÍNDROME DO COITADINHO




por Delmo Fonseca |

Não pensem que sentimentos de desespero
 o fariam adequado à misericórdia.
Não é o que você sente que irá salvá-lo,
mas o que Jesus sentiu.
(C. H. Spurgeon)

O ser humano busca se reinventar a cada instante. Todas as tentativas seguem na direção de seu próprio ego. O ‘homo rationalis’, cuja existência se apoiava na própria razão; dá lugar ao ‘homo sentimentalis’, todo coração. Segundo Pascal, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Mas o que há de errado com o coração? Com este, exatamente nada; mas com a instrumentalização que se faz dele, tudo. O sentimento está sendo politizado. O que antes era uma expressão privada, transformou-se num ato público. O ‘homo sentimentalis’ não se deixa medir pela “régua” moral e sim pela “régua” afetiva. Como diria Rousseau - para quem o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe -, “se estou equivocado, eu estou sinceramente equivocado, e portanto, meu erro não será considerado um crime”.

O sentimentalismo tem intoxicado a cultura com a “síndrome do coitadinho”. Partidos políticos esquerdistas investem nesse campo afetivo a fim de gerar uma massa “emotiva”, que acredita ter nascido boa e se tornado vítima da sociedade opressora. Líderes religiosos inescrupulosos também tiram proveito desse fenômeno ao estimularem encontros carregados de emoção, pois lágrimas, muitas lágrimas são derramadas em público. Num país onde o paternalismo fincou raízes profundas, tudo é justificável pela ótica do sentimentalismo.  Para Theodore Dalrymple, médico psiquiatra e escritor britânico, “o culto do sentimento não destrói apenas a capacidade de pensar. Destrói a simples ideia de que é preciso pensar”.  O ‘homo sentimentalis’ não quer pensar, apenas sentir.

Quantas pessoas, levadas pelo sentimentalismo difundido nas novelas, filmes e até mesmo telejornais já não se tornaram presas fáceis de emissoras de TV, que despejam em seus lares a falácia de que é preciso sentir-se bem custe o que custar, nem que para isso seja preciso “trocar” de sexo, de time ou de família.  Mas lembre-se: se por um lado o papel dessa mídia sentimentalista é comover para corromper, cabe a nós resisti-la. “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).

Ao cristão cabe rechaçar essa “síndrome do coitadinho”, discernir os espíritos e desenvolver a fé por meio do evangelho. Como bem disse John Stott, “crer também é pensar”. E nessa tentativa de sempre se reinventar, o ser humano cai na armadilha da compaixão por si mesmo: “o coitado da família, o coitado da escola, o coitado do trabalho, o coitado da igreja” … “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jr 17.9).

O sentimentalismo como instrumento político empurra qualquer sociedade para o abismo. Suas águas turvas eximem de qualquer responsabilidade aquele que erra, principalmente se esse erro for “sincero”. Daí o fato de um detento almejar sair do cárcere para ser presidente da República; de uma presidiária que matou seus progenitores receber indulto em datas comemorativas, inclusive no Dias dos Pais.  “O sentimentalismo é o progenitor, o avô e a parteira da brutalidade” (Theodore Dalrymple). Oremos para que o Senhor nos livre dessa praga.

Soli Deo Gloria!



quarta-feira, 15 de agosto de 2018

sábado, 11 de agosto de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS 17.10 - 15



Como podemos ser nobres nos dias atuais a exemplo dos bereanos no tempo de Paulo e Silas?

Você é nosso convidado!

COMUNIDADE CRISTÃ GRAÇA E VIDA
Av. D. Hélder Câmara, 7962 - Piedade / RJ

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

CREPÚSCULO DO MACHO?



por Delmo Fonseca* |

Há quem afirme que o fim dos tempos já se anunciou, ao menos para os homens. Dito de outra maneira, o fim da “masculinidade hegemônica” está com seus dias contados. Ou: está em curso o declínio do macho. Ou, como bradam as feministas, “abaixo o patriarcado”. As tantas expressões, no fim, apenas demonstram os sinais dos tempos. Aos olhos da cultura, ser homem ou mulher, ser macho ou fêmea são questões que assumem contornos relativistas em seus significados. São constructos sociais meramente humanos, demasiadamente e tão-somente humanos. E em se tratando da masculinidade, como a cultura a apresenta?  Grosso modo, fala-se hoje de “masculinidades”, isto é, maneiras múltiplas de ser homem.

No entanto, sob esse guarda-chuva “genérico” um modelo de masculinidade é rechaçado, qual seja, o homem bíblico. Esse adjetivo causa repulsa às mentes conformadas com este mundo. Bíblico, o que é isso? O espanto se intensifica quando esse termo pressupõe uma masculinidade ancorada na Lei Moral de Deus. Lei, que lei? Definitivamente esse homem é tido como persona non grata, o típico macho chauvinista, opressor e dominador.

Segundo a cultura, o mundo já não comporta mais esse “macho”, que de maneira altiva, competitiva e agressiva tem perpetuado a violência de geração em geração ao apregoar que homem não chora, não fala de seus medos e inseguranças, prefere o azul ao rosa etc.  Como antídoto, as mentes conformadas com este mundo defendem que uma das soluções para a existência de uma sociedade menos violenta consiste em tornar os meninos mais sentimentais, emotivos e sensíveis, ou seja, é preciso feminizá-los. Para tal, a educação dos meninos deverá levar em conta a pluralidade dos novos tempos. Segundo a UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), “o processo de educação dos meninos com reações de agressividade, sob o argumento de que ‘isso é para ele aprender a ser homem’ pode promover estilos de vida violentos e autodestrutivos”. Resumindo: a ONU acredita que os meninos precisam ser reeducados a fim de apagar qualquer traço de virilidade, que segundo a entidade é uma expressão de machismo.

E quanto à masculinidade segundo a Bíblia? Como a definimos? Embora esta questão exija uma análise mais profunda, o que vai além das delimitações desse espaço, podemos adiantar que somente as Escrituras nos revelam o verdadeiro significado do que é ser homem. A ideologia de gênero “vende” uma ideia falsa a respeito do macho, associando-o ao homem rude, que ao faltar-lhe a força do argumento recorre ao argumento da força. Esse homem “brucutu”, estereotipado por personagens como Khal Drogo, de Game of Thrones, Brutus, Tarzan, Rambo, Chuck Norris e outros, em nada se aproxima do que a Bíblia ensina sobre virilidade.

É por meio da Palavra de Deus que aprendemos o que significa ser homem e mulher, macho e fêmea. O significado que o Criador dá à sua criação é absoluto, não atende ao desejo humano de se autodeterminar, ou seja, o verdadeiro significado das coisas consiste na determinação de Deus. A Bíblia diz em Gênesis 1.27 que “Deus criou os seres humanos à sua imagem, à imagem de Deus os criou: macho e fêmea os criou”. Nessa passagem a palavra “macho” é traduzida da palavra hebraica zakar, que significa “aquele que se lembra”. Em vez de significar “aquele que domina”, “aquele que é forte” ou “aquele que é poderoso”, o Senhor determinou que o verdadeiro macho é aquele que se lembra. Ao se lembrar do Senhor, o homem transmite à sua família o sentido da vida. Com o advento da queda, aquele que foi designado para lembrar, perdeu-se em si mesmo e se esqueceu de Deus. No entanto, a misericórdia do Senhor teve seu ápice em Cristo, a despeito da importância da Lei de Moisés. Em Cristo o significado da masculinidade foi restaurado, pois em todo o tempo o Filho se lembrou do Pai.

A considerar o que a Bíblia ensina sobre o verdadeiro significado da masculinidade, constatamos que o crepúsculo, o declínio do macho aventado pela cultura, diz respeito ao falso conceito de macho, o que em nada corresponde a zakar. E como saber se aos olhos de Deus o homem é realmente homem? Eis a resposta:
“Quando se aproximava o dia de sua morte, Davi deu instruções ao seu filho Salomão:  Estou para seguir o caminho de toda a terra. Por isso, seja forte e seja homem.  Obedeça ao que o Senhor, o seu Deus, exige: ande nos seus caminhos e obedeça aos seus decretos, aos seus mandamentos, às suas ordenanças e aos seus testemunhos, conforme se acham escritos na Lei de Moisés; assim você prosperará em tudo o que fizer e por onde quer que for” (1Rs 2.1-3). 

Soli Deo Gloria!

Delmo Fonseca é pastor da Comunidade Cristã Graça e Vida no Rio de Janeiro, uma igreja bíblica e de fé reformada. Ele tratará desse tema em palestra programada para o dia 11 de agosto às 16 horas, na sede da CCGV – Av. Dom Helder Câmara, 7962 – Piedade/RJ.

Mais informações pelo WhatsApp 99566-5276 (somente mensagens).