sábado, 8 de dezembro de 2018

IGREJA NÃO É UM CLUBE


por  Vinicius Musselman*


Muitos de nós pensamos em membresia de igreja da mesma forma que o mundo pensa em um clube, e isso é mundanismo na sua vida. Nós pensamos em membresia de igreja como algo opcional, como se alguém que fosse genuinamente cristão e maduro pudesse simplesmente se comprometer a não amar ninguém, a viver uma vida sem amor ao próximo.

Quando Paulo escreve Efésios, em Efésios 1:15, ele reconhece a fé daqueles crentes por duas coisas: a fé que há entre vocês no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos.

Não fale pra mim que você ama Deus, que você não vê, se você não ama nem sua igreja que você vê. Não fale pra mim que você vai dar sua vida para Deus em serviço, se você não faz nada na sua igreja local.

Membresia de igreja é um pacto que nós estabelecemos diante de Deus e dos nossos irmãos, de amar sacrificialmente como Cristo, aquela igreja local em particular. Ao nos desgastarmos em servi-los, ao suar em amá-los, é onde nós obedecemos aos mandamentos uns aos outros. É muito fácil você falar que ama o seu irmão quando o seu irmão não tem uma cara, quando o seu irmão não pisa no seu pé. Amar o próximo é amar aquele chato da sua igreja, assim como você também é chato.

Nós precisamos de um compromisso que não é baseado em conforto, mas um compromisso baseado em chamado. Um compromisso não baseado em conforto como o mundo faz. O mundo faz o seguinte: “eu vou me envolver com vocês, mas eu vou colocar um pé atrás. Eu vou ver como é. Se for bom eu gosto, eu fico. Enquanto é vantajoso pra mim eu fico. Me cutucou saio fora!” Isso não é amor. Isso é egoísmo. Ou, “não, eu vou me envolver de pouquinho em pouquinho. Vou amar vocês de pouquinho em pouquinho.” Imagina que você fosse casar com alguém e você vira para a sua excelentíssima: “olha, eu não vou me comprometer muito com esse casamento. Eu vou amar você de pouquinho em pouquinho, tá?” Você acha que ela iria gostar? Você acha que isso é amor? Isso é interesse! Isso não é comprometimento!

E muitas vezes a gente pensa assim da igreja.

Já cansei de ouvir pessoas reclamando que a igreja dela é fraca em comunhão, só que eles nunca convidaram uma pessoa para irem na casa deles. Já cansei de pessoas lamentando: “nossa, na minha igreja não tem comunhão verdadeira. As pessoas não se importam umas com as outras.” E nunca chamou alguém pra tomar um lanche em casa.

Ouça bem isso: comunhão custa!

Se você não está disposto a servir, você não quer comunhão, você quer ser visto, fastfood. Você quer um salão de beleza espiritual. Você quer seu psicólogo particular. Você não quer uma igreja. Se você não está disposto a servir, você não tem buscado comunhão em sua igreja, você tem buscado ser servido. E qual é o exemplo do nosso Senhor? Que ele veio para servir e não para ser servido. Porém, quando o mundo ver o empresário gastando duas horas sendo discipulado por um senhor idoso, que capinou terreno a vida inteira, mas extremamente piedoso, isso o mundo não consegue entender. Quando moças abdicam da saída de sexta-feira para visitar uma senhora doente no hospital, isso, esse mundo que despreza idosos, não consegue entender. Quando nós somos pacientes com aqueles que são diferentes de nós, com aqueles que nos incomodam – quando a própria pessoa chega perto e você fica incomodado – quando você demonstra paciência e amor, isso o mundo não consegue entender, porque o mundo é feito de relações líquidas, fúteis e vazias.

Mas a tristeza no meio de nós é que nossos irmãos muitas vezes somem e nós nem estamos aí. Nosso irmão está sofrendo e a gente nem sabe. O irmão está com uma dificuldade na família e não falou pra ninguém, e ninguém perguntou também. Como Tiago disse na roda dos inconformados, a gente deve fazer aquele perguntinha: “ei, tudo bem?” E o que a gente quer ouvir é: “Tudo. Passa reto!” A gente não quer que a pessoa fale: “Não, eu preciso conversar com alguém.”, “Ah, vamos então conversar!”.

Quando nós entendemos nossa identidade como filhos do Pai, a consequência disso deve ser fraternidade com os filhos, com os irmãos.

*(Ministério Fiel – Voltemos ao Evangelho)

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 24


ATOS 24
TEMA: PAULO PERANTE FÉLIX
O julgamento começa diante do governador Marco Antônio Félix, em Cesareia. O julgamento descrito em Atos 24 gira em torno de dois discursos, o de Tértulo, um orador profissional levado a Cesareia pelos judeus, e o de Paulo.
Você e sua família são nossos convidados.

sábado, 1 de dezembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 23.25-35


TEMA: A CARTA DE CLÁUDIO A FÉLIX
O comandante Cláudio Lísias escreveu a Félix, governador da província da Judeia, sobre o prisioneiro Paulo. Quais acusações pesaram sobre o apóstolo? Em que sentido esse acontecimento também aponta para Cristo?
Você e sua família são nossos convidados.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

DEPRESSÃO ENTRE PASTORES






por Marcia B. Fonseca

“Quando sofremos de depressão, desejamos que nossos pregadores, líderes cristãos e conselheiros saibam mais a respeito da prisão dentro da qual sofremos antes de se proporem a falar sobre ela”.  (Zack, E., A Depressão de Spurgeon, SP: Fiel, 2015)

A depressão revela-se como um fenômeno clínico que aponta para uma estrutura.  Medicamentos que visam tamponar, nem sempre dão conta dessa dor que desestrutura.  Não se pode saber o tamanho do sofrimento da alma humana.  O risco do suicídio aponta para a gravidade do caso. 

Com a proposta de fazer uma reflexão sobre o aumento dos casos de melancolia entre pastores evangélicos, impõe-se uma pergunta e uma preocupação: como esse líder pode remediar o próprio sofrimento com a palavra?  Uma palavra que viabilize a mudança de posição moldada pela tristeza dos aspectos negativos da experiência vivenciada. 

Podemos pensar então na depressão como uma retirada de cena.  Uma cena reflexo do real. Uma fuga daquilo que dói.  Pastores, além das responsabilidades pastorais, passam por dificuldades humanas típicas do convívio e da luta pela sobrevivência dos laços sociais, de seu ministério, de sua família, de seu desejo – mote da vida humana.  Até quando vamos fechar nossos olhos para a dor destes homens de Deus?   Quem ouve, está sendo ouvido? 

A depressão é um fenômeno singular que expõe a vulnerabilidade humana frente às vicissitudes desse mundo hostil.  Aparece como uma resposta mal construída ao luto de seus desejos castrados e de suas frustrações mal elaboradas.   Marca o cansaço.  A tristeza se imiscui impositiva e oferece suporte à alma em dor quando a ela é cobrada o dever do bem-dizer, do bem-agir e do bem-orientar.  É uma certa forma de acovardamento inconsciente cujo sujeito não sabe, ou não quer saber, sobre o algo que a determina.  Nesse cenário, quem cuida destes homens? Ou continuam conectados com a alegria, ou ruirão.  Penso ser essa uma das armadilhas que vem sendo utilizada por Satanás: mantê-los tão absorvidos pelos excessos de trabalho, de estudos, de atendimentos, de compromissos que perdem a conectividade com Deus, consigo mesmos, com a paz.    

Ouso dizer que, por suas próprias humanidades, estes homens precisam de pastores sinceros que os ouçam e lhes emprestem o ombro amigo da boa amizade.   Porém, sabemos que a palavra que viabiliza a mudança da posição moldada pela tristeza é a Palavra de Deus e é nela que encontramos os antídotos listados a seguir:

A oração frequente e insistente

Orar é dirigir todos os pensamentos para Deus.  É caminhar em sua presença, associando-se a Ele como Criador e mentor de sua vida e de tudo que você faz.  Seus desejos devem estar alinhados com Seus soberanos desejos. Ore sem trégua.  Nossa respiração deve exalar gratidão e oração.  Assim estaremos conectados em oração durante todo o tempo. 

Orai sem cessar.  “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” [1Ts 5.17-18].

A centralidade de Cristo – o evangelho puro e simples de Jesus

Essa verdade paulina tem sido cantada aos domingos em nossa congregação para que jamais esqueçamos desse ponto.   Se a cruz de Nosso Senhor for deslocada um centímetro sequer do centro de nossas vidas, o vazio será tão grande que sucumbiremos, porque nada será capaz de suprir essa falta. Repito, nada pode nos afastar da centralidade e da suficiência de Cristo:

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nela foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.  E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus [Cl 1.15-20].

A meditação na Palavra

Através das Escritura nos é dado conhecer a Deus.  Ele se revela a cada dia em sua Palavra.  Meditar sobre sua Palavra é refletirmos sobre o Deus Pai, soberano que pelo beneplácito de sua vontade quis ter uma família, nos escolheu para sermos seus filhos, nos purificou pelo sangue de seu primogênito. Fomos comprados por alto preço! Logo, tudo que esse Pai de bondade incognoscível fez merece nossa total atenção e reflexão, voltando nossa mente para nosso Pai, ela estará a salvo dos pensamentos maus e dos enganos do nosso coração.

“Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos. O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Quem é Deus tão grande como o nosso Deus?” [Sl 77.12,13]

A aplicação da Palavra

O conhecimento e o estudo da Palavra são dois requisitos básicos para sua correta aplicação. A Bíblia aponta para Cristo, nosso Redentor e Senhor, e nos ensina a nos relacionarmos com Ele.  O manejo da Palavra é essencial: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” [2Tm 2.15]. 

Quando conseguimos ver nossas angústias e nossos problemas no contexto bíblico de Jesus, somos imediatamente transformados por essa Palavra.  E essa transformação operada pelo Espírito é real, é duradoura, é maravilhosa porque teremos nos encontrado com a pessoa do Cristo.  Deus nos deu a Bíblia para que pudéssemos viver, sermos consolados e guiados em todas as áreas da nossa vida. “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança” [Rm 15.4].

Sou pastor e preciso ser curado

Que o pastor deve pastorear, não resta a menor dúvida.  Foi o próprio Senhor que claramente confiou a Pedro essa ordem:

“E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas” [Jo 21.15-17].

A missão pastoral que recebeu do Mestre, foi mais tarde lembrada:
“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” [1Pe 5.2-3].

Pastores têm temores, problemas, tristezas, angústias.  “Então lhes disse:  A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo”[Mt 26.38].  E Jesus então, no Getsêmani, orou ao Pai:  “E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” [Mt 26.39].

Um pastor deve ter autoridade espiritual e teológica, disciplina, responsabilidade, zelo e amor para com aqueles a quem Jesus lhe confiou.  Algumas vezes, como Davi, um pastor precisa de perdão, misericórdia e cura:

“Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.  Tem misericórdia de mim, Senhor, porque sou fraco; sara-me, Senhor, porque os meus ossos estão perturbados.  Até a minha alma está perturbada; mas tu, Senhor, até quando?  Volta-te, Senhor, livra a minha alma; salva-me por tua benignidade” [Sl 6.1-4].

Uma espiritualidade rica é permeada pela oração.  Oremos por nossos pastores.  Eles são aqueles que nos apontam para Cristo e nos conduzem com Ele a pastos verdejantes.  

“O que está sendo instruído na Palavra partilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui” [Gl 6.6].

Cuidemos de nossos pastores.

sábado, 24 de novembro de 2018

A CEIA DO SENHOR - NOVEMBRO



A Ceia do Senhor é sempre um convite à renovação contínua da nova aliança. 

Jesus ressuscitou e n'Ele vivemos.


Neste domingo, dia 25 de novembro  às 9h, convidamos você e sua família para renovarem esta aliança com o Senhor!


Av. Dom Helder Câmara, 7962 - Piedade - Rio de Janeiro 




EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 23.12-24

TEMA: CONSPIRAÇÃO CONTRA PAULO
Os conspiradores planejavam uma emboscada para matar Paulo quando fosse transferido da fortaleza Antônia para o lugar onde o Sinédrio estivesse reunido. Nas ruas estreitas e sinuosas de Jerusalém o assassinato seria mais fácil. No entanto, Paulo foi livrado mais uma vez. O que esse fato tem a ver com a igreja nos tempos atuais?
Você e sua família são nossos convidados.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

SOU CRISTÃ. COMO DEVO ME VESTIR PARA IR À CASA DO SENHOR?



por Marcia B. Mendes

Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos,
Mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.
                                              1 Timóteo 2:9,10

Sabe aquela saia que você viu na vitrine, mas que fica justa demais? Não é para você. Tampouco é para você o vestido justo demais, o decote chamativo, a estampa exagerada.  
Como devo me vestir para ir à casa do Senhor?  Paulo ensina que devemos nos vestir de forma honesta, guardando pudor, ou seja, devemos observar se estamos expondo demais nossos corpos.  Da mesma forma somos chamadas a nos vestir com modéstia, que significa vestirmo-nos de maneira sóbria, com simplicidade e moderação.  Logo, queridas irmãs, não há espaço para vestimentas exageradas, nem para roupas justíssimas e chamativas. 

Assim, esqueça a saia apertada de fenda lateral, esqueça também a maquiagem excessiva; observe seu modo de sentar, de agir e de falar.  Nossa conduta deve estar de acordo com os ensinamentos de Cristo a fim de que não sejamos desvalorizadas por estarmos em conformidade com as normas do mundo.
O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura dos vestidos;
Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus
                                                     1 Pedro 3.3,4.

Pedro constrói um elo importante entre as vestimentas e o coração, dispensando assim qualquer regra, mas observando a importância de uma atitude certa no coração.  Onde está nosso coração quando nos vestimos para ir à igreja?  Se nossos corações estiverem errados, não seremos mansas e comedidas.  De outra forma, se nossos corações estiverem em Deus, toda regra será dispensada pois nos vestiremos com decência e seremos prudentes em nossas ações.
Para que tenhamos uma vida tranquila e mansa, em toda a piedade e honestidade;
1 Timóteo 2:2

Devemos ter uma vida tranquila e mansa para que nosso espírito reflita o caminhar com o Cristo, em bondade e generosidade, distantes da carnalidade.  Então, queridas, que possamos nos vestir para irmos ao encontro de nosso Redentor, cuidando de bem vestirmos, não somente nossos corpos, mas também nossos corações.
Ai do mundo, por causa dos tropeços! Pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!
        Mateus 18:7

A mulher cristã deve vestir-se com decência e graça, guardando seu corpo para seu esposo, pois somente a ele é dado o direito de deseja-la e conhecer seu corpo.  Em contrapartida, que nenhum homem venha a ter pensamentos impuros por conta de seu modo de vestir e se comportar, pois segundo a palavra, não somente ele, mas a mulher também estará em pecado.
            A mulher graciosa guarda a honra como os violentos guardam as riquezas.
           Provérbios 11:16

Fomos separadas por Deus para vivermos debaixo da graça por intermédio de Cristo Jesus e isso é maravilhoso!  Mas o que significa viver sob a graça de Deus?

Viver sob a graça de Deus

É um engano pensarmos que a graça nos livra de cumprirmos com nossas responsabilidades cristãs.  Jesus nunca curou sem responsabilizar.  Ao contrário, seu evangelho foi pautado pelas palavras: “Vá e não peques mais”. Não podemos pensar que a graça nos isenta da vigilância, ou nos habilita a uma liberdade desresponsabilizada para agirmos segundo nossos próprios egos. A verdadeira graça chama ao amor, à transformação, ao arrependimento, à obediência.  A graça é preciosa porque justifica o pecador, mas condena o pecado. De outra forma seria uma graça barata.
Tomo as palavras de D. Bonhoeffer, teólogo alemão, para ilustrar o que digo:
A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios. A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina comunitária, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado.

A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o ser humano sai e vende com alegria tudo quanto tem; a pérola preciosa, para cuja aquisição o comerciante se desfaz de todos os seus bens; o senhorio régio de Cristo, por amor do qual o ser humano arranca o olho que o faz tropeçar; o chamado de Jesus Cristo, pelo qual o discípulo larga suas redes e o segue.

Essa graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao ser humano, e é graça por, assim, lhe dar a vida; é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. Essa graça é sobretudo preciosa por ter sido preciosa para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho –“vocês foram comprados por preço – e porque não pode ser barato para nós aquilo que custou caro para Deus.

A graça, queridas, é palavra viva, presente de Deus, expressão máxima de Seu amor por nós. 
Deus é fonte de toda graça. A graça é, portanto, um plano de Deus para que pudéssemos viver com Ele em proximidade. Para que isso fosse possível o Pai enviou seu Filho unigênito para mediar essa relação. Jesus é o canal de toda a graça, a única via para termos acesso ao Pai. Deste modo, o Cristo Jesus reconciliou graça e justiça:
            A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
        Salmos 85.10

E, finalmente, é o Espírito de Deus que nos move, que faz com que a boa palavra toque nossos corações, e nos converta ao caminho do Senhor e nos transforme.  O Espírito Santo revela a graça que nos foi concedida por Deus e nos chama ao entendimento do Verbo, Jesus Cristo.

De uma forma bastante econômica podemos dizer que a vestimenta surgiu no mundo criada por Deus, (in Gênesis 3.21), para cobrir o corpo e não para revelar.  Posto esse pensamento, podemos refletir na palavra:
            Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.
        Provérbios, 31.10

Que Deus nos dê coragem e graça para que nós mulheres, continuemos no caminho.


Referências bibliográficas:
BONHOEFFER, D. , Discipulado, 2004. Sinodal.
GRESH, D., Secret Keeper, The delicate power of modesty. 2011, Paperback.
LISS-LEVINSON, W., In search of theological modesty. Wipf & Stock, 2015
SUNUKJIAN, N., Modesty, Biblical Exposition, 2012, NJ
http://www.truthaccordingtoscripture.com/documents/articles/modest-clothing.php#.Vi_1esurbIU
Bíblia Sagrada


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

MARXISMO E CRISTIANISMO: UM DIÁLOGO IMPOSSÍVEL



“Que sociedade tem a justiça com a injustiça? Ou que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6.14)
A palestra será apresentada no segundo sábado de dezembro, dia 8, às 16 horas pelo Pr. Delmo Fonseca.
Você e sua família são nossos convidados!

COMUNIDADE CRISTÃ GRAÇA E VIDA
Av. Dom Helder Câmara, 7962 - Piedade/RJ

terça-feira, 20 de novembro de 2018

A LÓGICA DE SARAH


A LÓGICA DE SARA

por Delmo Fonseca |

Ainda que uma pessoa não saiba definir o que é Lógica no seu sentido estrito, poderá, no entanto, identificar se determinada proposição é ou não absurda. O fato é que mesmo antes de os gregos sistematizarem o raciocínio lógico, outras sociedades já possuíam critérios definidores do que era provável ou improvável. Analise a seguinte questão:  no nosso tempo, qual a chance de uma mulher engravidar aos noventa anos? Logicamente as chances são nulas, mesmo não sendo estéril. Mas esta foi a questão de Sara, mulher de Abraão.

Ao raciocinar sobre a probabilidade de seu marido vir a ser pai de uma grande descendência por seu intermédio, a conclusão a que Sara chegou pareceu óbvia; “não terei condições, mas minha serva, bem mais jovem do que eu, poderá fazê-lo” (Gn 16.1,2). Semelhantemente, em inúmeras ocasiões, reagimos da mesma forma diante de adversidades cuja solução beira à impossibilidade. Optamos pelo "óbvio".

O objetivo desta reflexão não é analisar as consequências do ato de Abraão ao acatar a sugestão de sua esposa, antes, o propósito é mostrar como a razão alienada da vontade de Deus pode ser prejudicial, pois desconsidera a existência de algo que transcende qualquer obviedade: o milagre. Viver pela fé traz desafios. Olhar para o horizonte e ter à sua frente somente as promessas de Deus é uma experiência que foge à lógica humana. Há inúmeros exemplos bíblicos que confirmam esta verdade.

Por seguirem a lógica de Sara, muitos crentes permanecem imaturos na fé. Estes buscam uma razão prática para congregar, pensam que frequentar uma igreja os blinda de problemas, angústias, dissabores. Ao perceberem que mesmo na caminhada com Deus os desafios não deixam de surgir, o ato seguinte consiste em abandonar a congregação. Se ao menos prosseguissem crendo nas promessas de Deus, o que exige renúncia à lógica do mundo, conheceriam seu atributo Provedor (Jeová-Jireh).

Conforme nos informa o autor da Carta aos Hebreus, a mesma Sara que outrora se mostrara cética,  pôde amadurecer na fé e se alinhar com a vontade de Deus: “Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa” (Hb 11.11).

Sendo assim, para que o nosso pensamento também se alinhe ao propósito do Pai, antes devemos conhecer o evangelho, aplicá-lo em nossa vida cotidiana, submetermo-nos ao senhorio de Cristo, apesar do que propõe a lógica humana. “Não há inteligência alguma, nem conhecimento algum, nem estratégia alguma que consiga opor-se à vontade do SENHOR” (Pv 21.30).

Soli Deo Gloria!

domingo, 18 de novembro de 2018

FAMÍLIA UNIDA NO CULTO - JOHN PIPER



Crescendo juntos na presença de Deus
"Família: Juntos na Presença de Deus” 

por John Piper e Nöel Piper


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS, INICIANDO PASSO POR PASSO

Nós descobrimos que a “escola” para aprender a louvar começa em casa quando tentamos fazer o bebê ficar quieto para pedir a bênção de Deus na refeição, quando a criança está quieta ouvindo uma história, quando a criança está aprendendo a prestar atenção na Palavra de Deus e orar durante a devocional em família.
Na igreja, mesmo quando nossas crianças estavam na idade de amamentar, eu comecei a ajudá-los a dar os primeiros passos para uma eventual participação no culto de domingo. Eu usei outros momentos para treinar, batismo, concertos do coral, apresentações missionárias ou qualquer outro evento especial que prenderia a atenção de uma criança de 3 anos. Eu “promoveria” isso para a criança como algo alegre. Essas participações ocasionais, gradualmente foram desenvolvendo em participação frequente nos cultos enquanto que, ao mesmo tempo, estávamos começando a frequentar cultos de manhã cada vez mais regularmente.
Escolhi não usar o culto para crianças como uma rota de escape quando o culto se torna longo ou quando a criança fica inquieta. Não quero dizer à criança que ela deve ir ao culto quando parecer interessante e então poderá ir brincar. Quero evitar um padrão que poderá reforçar a ideia que todos os cultos são bons até a pregação da Palavra de Deus, então poderá sair.
Claro que tem momentos que a criança fica inquieta ou barulhenta mesmo com o esforço dos pais. Eu oro pela compreensão das pessoas ao meu redor e tento lidar com o problema sem perturbar. Mas, se a criança não ficar quieta, eu levo para fora para uma rápida disciplina e para o bem dos outros que querem adorar. Então tenho que decidir se saio e fico atrás ou se fico na área reservada para pais com crianças pequenas. Dependerá como a criança reagirá e se tem um momento apropriado para você sair ao longo do culto. Se ficarmos na área reservada para família fora do templo, eu tento manter meu filho quieto como se ainda estivéssemos no templo. Quanto tiverem 4 anos, nossos filhos assumirão que ficarão conosco nos cultos semanais.

PREPARAÇÃO DURANTE A SEMANA
Conversar antes e depois do culto ao longo da semana será importante para ajudar a criança a aprender a gostar de cultuar e se comportar no culto.
Ajude suas crianças a se familiarizarem com o pastor. Permita que elas o cumprimentem ao saírem do culto. Converse com elas sobre quem são os líderes da igreja, fale os nomes deles. Sugira que a professora de Escola Dominical convide o pastor para falar alguns minutos com as crianças se assim o horário permitir.
Se você souber qual será a passagem bíblica da mensagem para a próxima semana, leia junto com seu filho ao longo da semana. Os olhos das crianças brilharão quando reconhecerem as palavras do púlpito no próximo domingo.
Converse sobre o que tem de especial essa semana: um solo de trompete, um amigo que vai cantar, o missionário pelo qual vocês têm orado estará presente ou qualquer outra coisa especial.
Algumas vezes você poderá considerar as partes rotineiras do culto e preparar suas crianças: “Temos lido sobre José. O que você acha que o pastor falará sobre ele?”, “O que será que o coral cantará essa manhã?”, “Talvez possamos sentar ao lado do nosso amigo com deficiência e ajudá-lo com o hinário para ele participar do culto melhor.”
Existem dois elementos adicionais e importantes para a preparação do culto: uma caneta e papel para as anotações e ida ao banheiro (sair durante o culto não é recomendável).

O QUE ACONTECE DURANTE O CULTO?
Primeiro, eu entrego o boletim para a criança que queira. Isso ajudará com que ela sinta que está participando do culto. Em silêncio, antes do culto começar, eu mostro a liturgia do culto.
Durante o culto, nós ficamos sentamos ou levantamos junto com a congregação. Eu compartilho a minha Bíblia ou hinário com a minha criança porque o uso da Bíblia ou hinário é importante no culto.
O início do sermão é um sinal para iniciar as anotações. Quero que as atividades das crianças sejam relacionadas com o culto. Não leve livros que não têm nada a ver. Eu deixo com que ela olhe as figuras da Bíblia dela. Anotações não significam apenas riscar, mas de fato anotar coisas importantes.
As crianças se desenvolverão mais no entendimento sobre o culto à medida em que anotarem. Primeiro, farão desenhos conforme o que ouvem no sermão. Você pode escolher uma palavra que sabe que será falada várias vezes no sermão e dizer para a criança ouvir atentamente e anotar no seu papel cada vez que o pastor pronunciar a palavra.
Mais tarde, talvez a criança queira copiar as palavras da Bíblia. Quando sabe escrever, ele fará as frases que ouviu no sermão. Quando menos esperar, a criança estará esboçando o sermão.

ALVOS E NECESSIDADES
O treinamento que faço para o culto tem três alvos principais:
Que as crianças aprendam cedo e da maneira que podem a cultuar Deus de coração;
Que os pais possam cultuar também;
Que as famílias não causem distrações para as pessoas ao redor. Assim, existem algumas expectativas que ensino para os pequeninos e espero dos adultos também:
Sentar, ficar em pé ou fechar os seus olhos nos momentos adequados ao longo do culto;
Sentar de maneira correta, não relaxadamente ou deixar a criança no chão, mas com respeito a Deus e as pessoas ao seu redor;
Manter a Bíblia, papéis e boletim sem muito barulho;
Ficar alerta. Fazer anotações ajuda. Os pequenos podem dormir, mas geralmente não dormem;
Olhar para o líder no púlpito. Não ficar olhando para as pessoas ou para o relógio;
Se a criança consegue ler rápido, deve cantar com as palavras. Pelo menos, manter os olhos fixos nas palavras e tentar pensar nelas ao cantar. Se não consegue ler ainda, deve tentar ouvir e entender.

CRIAR UM AMBIENTE ONDE VOCÊ ESTÁ SENTADO
Eu tento criar um ambiente ali no banco para tornar mais fácil ao longo do culto. Nos anos passados, eu sentava no meio das duas crianças que estavam tendo problemas entre elas. Escolhíamos os bancos onde pudéssemos ver o pastor melhor. Cada criança tem uma Bíblia, oferta e boletim nas mãos. Assim não precisam procurar durante o culto. Durante o prelúdio, se eu notar alguma coisa diferente no boletim que precisa ser esclarecido (uma leitura responsiva, oração em conjunto, por exemplo), eu mostro para a criança poder participar.

APÓS O CULTO
 Quando o culto terminar, minhas primeiras palavras serão de apreciação para a criança que se comportou. Ao mesmo tempo, posso comentar sobre algo que esperamos que seja melhor na próxima vez.
Mas… e se a minha expectativa não foi cumprida e não houve um bom comportamento? A primeira coisa a fazer quando o culto terminar é o silêncio e, imediatamente, procurar um lugar onde poderei conversar com a criança sobre o que aconteceu.

ENCERRAMENTO
Nas raras ocasiões quando meu marido, que é pastor, pode sentar ao nosso lado, o caçula vai direto para o colo dele e fica mais atento e quieto do que o normal. Que coisa maravilhosa para a mente da criança associar a proximidade e calor do colo dos pais a um momento especial com Deus!
A criança tem o mesmo sentimento de estar ao lado dos seus pais ou de um abraço ao redor dela ou a mão amorosa ao redor.
O momento da família junta com o foco em Deus será um momento sem palavras, crescendo cada vez mais na mente e coração da criança.