quinta-feira, 14 de março de 2019

A QUESTÃO DO FEMININO – VISÃO FEMINISTA EM OPOSIÇÃO À FEMINILIDADE BÍBLI...




“Ser mulher!
Ser mulher, ser mulher...
O que é ser mulher?
Buscar as possibilidades nas impossibilidades,
Ser forte na fragilidade,
Respirar os ruídos do silêncio,
Devorar as noites,
Pintar a lua,
Deitar sobre as águas
E mostrar-se às estrelas!...

Marcia B. Fonseca, in: “Ode à mulher”,
Permanência, Editora Mar de Letras, 2013.  

A QUESTÃO DO FEMININO – VISÃO FEMINISTA EM OPOSIÇÃO À FEMINILIDADE BÍBLICA

Até que ponto o feminismo destoa da verdadeira feminilidade? Ou ainda: quais os desafios de ser feminina numa cultura predominantemente feminista? Esse é o
tema do nosso próximo ciclo de palestras.

Participe!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

DEUS É O SENHOR DO TEMPO




por Marcia B. Fonseca

Uma vez por semana, o Senhor invade nossa rotina e nos lembra que Ele é o Senhor do nosso tempo.  Nos cultos de domingo reconhecemos que Deus é o autor e regente do tempo.  Ele fez o tempo quando separou a luz das trevas e estabeleceu o ciclo dos dias, manhã e tarde, e os organizou em seis dias para trabalho e recreação e um dia para que descansemos em Sua presença.  [Gn1.3-5; Gn2.1-3; Ex20.11]. 

Por mais que tentemos organizar nosso tempo com calendários e agendas, a vida nos mostra que não somos senhores de nosso próprio tempo. Deus criou o tempo, nos inseriu no tempo e é Ele que nos mostra a maneira correta de usá-lo.  Quando nos submetemos ao seu padrão de tempo reconhecemos que Ele é o Senhor do tempo.  Também, ao ensinarmos nossos filhos a interromperem aos domingos todas as suas atividades para estarem conosco diante do Senhor, nós os ensinamos a soberania de Deus sobre todas as coisas, sobre todos os tempos, todos os desejos, todas as atividades.  Ele é o autor da vida, assim, quando nos submetemos a Ele, o Senhor invade nossa rotina e nos lembra que Ele é nossa prioridade.  Em todas as coisas, em todos os tempos nós crentes, servimos ao Senhor.

Os puritanos costumavam chamar o Dia do Senhor de “o dia de feira da alma”. Assim como um mercado ostenta balcões com carnes, pães e produtos nutritivos, o Dia do Senhor oferece suprimentos doces e nutritivos para nossa alma.

Então Jesus declarou: "Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede [Jo 6.35].

Quando nos reunimos para adorar o Senhor na assembleia dos santos, aprendemos com sua Palavra e crescemos em nosso amor por ele.

Quando levamos nossos filhos aos cultos de domingo, eles aprendem que seus cochilos podem ser interrompidos, que suas refeições podem ser atrasadas, que suas brincadeiras e jogos podem ser adiados.  Eles aprendem que não são o centro da família, que Deus é.  É assim que os ensinaremos que devem trocar provisões terrenas por algo muito melhor para suas almas imortais. Eles aprenderão que aos domingos tudo será rearranjado para que a Palavra proclamada no poder do Espírito possa ser ouvida.  Crescerão sabendo que seus “eus” marcados por seus desejos, suas frustrações e suas vontades não são nada diante da “única coisa necessária” [Lc10.42].  Deus é.

Pais e mães, mesmo que hoje pareçam ser exigentes, tenham a absoluta certeza do bem que estarão plantando nos corações de suas crianças e jovens. No futuro, eles guardarão no fundo de suas almas e pelo resto de suas vidas que seus pais e mães os apontaram Cristo e os motivaram a estarem diante dele para que fossem recebidos em seus braços e transformados para sempre.   Somente os pais crentes gozam desta oportunidade única – de levarem seus pequeninos a Jesus.  Essa é uma obrigação, ao mesmo tempo, uma excelente notícia, pois este é o tesouro que jamais lhes será tirado.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Te Deum Laudamus" - "A Ti, Deus, louvamos"



O "Te Deum" é um dos primeiros hinos cristãos. Alguns estudiosos atribuem sua autoria a Santo Ambrósio, daí o fato de também ser chamado de “hino ambrosiano”. Outros estudiosos sugerem que a autoria corresponde a Aniceto (também conhecido como “Nicetas”) de Remesiana, no século IV. Especulações à parte, o certo é que ao ouvirmos o coro dos monges Beneditinos do Colégio Interno de Santo Anselmo em Roma, impossível não elevarmos nosso pensamento a Deus. Inscreva-se no nosso canal.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

SANTO AGOSTINHO - VIDA E PENSAMENTO


Santo Agostinho (354-430) foi o mais profundo filósofo da era patrística e um dos maiores gênios teológicos de todos os tempos.

A ESCRITURA NOS ENSINA COERÊNCIA




por Marcia B. Fonseca


Coerência vem do latim cohaerentia – coesão.  Diz-se que um indivíduo é coerente quando ele tem senso de lógica e quando há coesão entre suas ideias e atos, entre seu discurso e seu agir. Incoerência é então, quando o discurso é cheio de contradições, dúvidas e desconexões, logo seus atos tenderão à instabilidade e à fantasia.
 
Pesquisas apontam que adolescentes que têm baixo senso de coerência apresentam problemas de saúde mental. Assim, a tendência à depressão, ansiedade e problemas psicossomáticos são comuns neste grupo de indivíduos. Ao contrário, os jovens com alto índice de coerência apresentam melhor qualidade de vida, não aderem com facilidade ao consumo de álcool e drogas e enfrentam melhor as situações adversas, as doenças, os momentos difíceis da vida adulta e até situações limite como períodos de desemprego, carências, até guerras. 

A coerência capacita o indivíduo ao enfrentamento e à adaptação ao lidar com a adversidade. Compreender a situação, manejar adequadamente os recursos disponíveis para ultrapassar os obstáculos, e ter a certeza de que a vida apresenta um sentido e um propósito são características comuns aos indivíduos coerentes. A coerência traduz o senso de realidade do indivíduo, enquanto a fantasia revela falha no senso de coerência. É o que acontece com pessoas que tendem a gastar o que não podem, tendem a aparentar o que não são, a fazer o que não conseguem. 

Deus, como Pai Excelente, ensina a seus filhos a coerência. Observe que a ortodoxia bíblica abrange a ortopraxia, ou seja, é fundamental para a vida do crente tanto aprender a doutrina correta, quanto viver de acordo com a Palavra. Para ficar bem claro: tanto a doutrina correta, quanto o viver corretamente são essenciais e totalmente inseparáveis para o verdadeiro filho de Deus. E esse é o ensino coerente do próprio Cristo. 
          
Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8.31-32).

Temos que ter em mente o grande tesouro que chega até nós pela primazia do ensino correto.  Será este o ensino que se traduzirá no alicerce para o comportamento correto. Viver na retidão é fruto da fé autêntica e não o contrário.  Até as ações mais piedosas, se incoerentes com a Verdade, não fazem parte de um viver genuíno em Cristo, ao contrário, traduzem a hipocrisia dos que se acham bons diante de Deus. Segundo  MacArthur Jr. “as ações piedosas destituídas do amor verdadeiro pela verdade nem mesmo fazem parte de uma ortopraxia genuína. Ao contrário, são a pior forma de justiça própria hipócrita.”[i]

Nós somos a igreja, portanto devemos lutar para que a coerência entre a Palavra de Deus que ouvimos e aprendemos, a fé que exercemos, as palavras que pensamos e proferimos e os atos que praticamos sejam coerentes.
 
Convido os pais, líderes de suas famílias, e mães, auxiliadoras desses líderes, a ensinarem a coerência para seus filhos. Lembrando que crianças aprendem menos pelas palavras que ouvem e mais pelos atos que veem. É importante que crianças e jovens estejam na igreja ouvindo a Palavra ensinada corretamente, aprendendo a se portarem de forma coerente, tanto no culto, quanto na vida, exemplificados por seus pastores, lideres, pais e mães. A palavra da verdade sempre estará em oposição às trevas das heresias e das mentiras. Pense nisso!




[i] MACARTHUR, John, A Guerra pela Verdade, SP: Fiel, 2016.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

O LUGAR DA ORAÇÃO - R.C. SPROUL





A oração tem um lugar vital na vida de um cristão. Primeiro, ela é um pré-requisito absoluto para a salvação.  A negligência da oração é a maior causa de estagnação na vida cristã.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

O EU CRUCIFICADO



por  Delmo Fonseca |

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gl 2.20

O que se passa na mente daqueles que se encontram no corredor da morte, à espera da execução numa cadeira elétrica? Será que possuem planos para o futuro? Possuem sonhos? Em outras palavras, quais são as perspectivas de um condenado à morte? Disse Jesus: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho a salvará”. (Mc 8:34-35).
Sabe-se que na época em que o Senhor proferiu estas palavras, todos os ouvintes viviam num contexto em que o Império Romano, ao condenar um criminoso à crucificação, forçava-o a carregar a própria cruz até o lugar indicado, a não ser em casos em que alguém era chamado para dividir o peso da cruz com o condenado. 

Jesus se valeu desta realidade para dizer: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Os que escolhiam seguir o Senhor deviam se conscientizar do seguinte fato: havia um EU a ser crucificado. “Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho a salvará”.
Temos diante de nós este paradoxo: ao escolhermos salvar a própria vida acabamos por perdê-la, pois seremos acolhidos pelo espírito deste mundo. Mas se escolhermos perder a vida por causa de Cristo seremos acolhidos pelo seu Espírito. Há muitas maneiras de “salvar” a própria vida, pois o mundo apresenta um cardápio variado de como viver para si mesmo, como buscar a felicidade a qualquer custo, como viver sem Deus. O viver somente para si se configura como uma rejeição à cruz. Quando tomamos nossa cruz, diariamente, estamos afirmando que nosso ser natural, com suas paixões e fraquezas, está condenado à morte. 

Outra vez disse Jesus: “Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz, e vier após mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.25-27). Novamente somos desafiados a andar na contramão do mundo, pois constatamos que não há problema algum, por parte de muitos, em dizer “não” para o Senhor; no entanto, quando se trata de um negócio, família, amigos, lazer ou outra ocupação o “sim” é sempre automático. 

O apóstolo Paulo faz a seguinte observação: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 2.14-15). Saber que o Senhor Jesus, por amor, morreu para que tivéssemos vida eterna deveria gerar um constante constrangimento, mas quem se atenta para este fato? Saber que ele morreu para que os que vivem não vivam mais para si deveria gerar a certeza de que não temos outra escolha a não ser carregarmos nossa cruz. Mas quem se importa? 
A nossa oração é para que tenhamos o mesmo entendimento do apóstolo Paulo, que assim concluiu: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20). 


Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

MENSAGEM EXPOSITIVA EM EFÉSIOS


"Ao abordarmos esta Epístola, confesso francamente que o faço com considerável arrojo. É muito difícil falar dela de maneira comedida por causa da sua grandeza e da sua sublimidade. Muitos tentaram descrevê-la. Um escritor a descreveu como 'a coroa e clímax da teologia paulina'"
 Dr. Martyn Lloyd-Jones

A partir do próximo domingo estaremos expondo verso a verso a carta de Paulo aos Efésios.
Você e sua família são nossos convidados!

COMUNIDADE CRISTÃ GRAÇA E VIDA
Av. Dom Helder Câmara, 7962 - Piedade/RJ
Horário: 9h

sábado, 12 de janeiro de 2019

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 27




TEMA: A CAMINHO DE ROMA

Todos os caminhos levavam a Roma, porém o meio pelo qual Paulo teve acesso à capital do império destoou das viagens comuns. Na condição de prisioneiro, o apóstolo dos gentios seguiu de navio e enfrentou tempestades e naufrágio. Ainda assim manteve-se firme na fé.

DESTAQUES:

1. De Cesareia a Creta
2. A tempestade no mar
3. As três intervenções de Paulo
4. O naufrágio em Malta

Você e sua família são nossos convidados.

Neste domingo, às 9 horas.

sábado, 5 de janeiro de 2019

AZUL OU ROSA: O DILEMA DA LACROSFERA




por Delmo Fonseca |


Se você desembarcou agora do “bonde da história” e se deparou com uma acalorada discussão em torno da questão “menino veste azul e menina veste rosa”, como parte de uma discussão mais ampla sobre “identidade de gênero”, caberá a pergunta: que diabo é isso? A indagação é pertinente, pois este embate é apenas mais traço da guerra cultural que está sendo travada entre conservadores e “lacradores”. 

 Estes, por sua vez, formam o contingente da “lacrosfera”, uma bolha ideológica cuja finalidade é rechaçar a tradição, chocar, surpreender e escandalizar. A “lacração é, então, um novo modo de ser e estar no mundo. Por outro lado, nas palavras de Michael Oakeshot[i], “ser conservador é preferir o familiar ao desconhecido, preferir o tentado ao não tentado, o fato ao mistério, o real ao possível, o limitado ao ilimitado, o próximo ao distante, o suficiente ao superabundante, o conveniente ao perfeito, a felicidade presente à utópica”.

 Em síntese, os ideólogos de plantão buscam a todo custo resistir, subverter a cultura e perverter a ordem natural das coisas. A politização da questão de gênero é um exemplo desta “resistência”. Tais ideólogos preconizam que ninguém nasce homem ou mulher, mas que cada indivíduo deve construir, reinventar sua própria identidade, independentemente do que a biologia determine. E mais, uma pessoa não pode ser identificada como homem só por ter um órgão sexual masculino ou mulher só por ter um órgão sexual feminino, pois esta “imposição” limita a possibilidade de outras expressões de gênero, como a liberdade de ser mulher hoje e se tornar homem amanhã ou vice-versa, inclusive com a opção de mudar a configuração do órgão sexual.  

Nessa guerra cultural muitos cristãos, lamentavelmente, estão lutando do lado errado, pois assimilam a cosmovisão da mídia “lacradora”, empresas, partidos socialistas, intelectuais de esquerda e ativistas feministas e homossexuais, em vez de se alinharam à cosmovisão cristã, cuja defesa da família natural remete ao Criador: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.17). 

Em última análise, a cultura anticristã busca o apagamento do que resta dos traços de Deus no ser humano. Nesse sentido, ser um conservador implica em preservar, a despeito da queda, a noção de que o Criador nos deu a graça de sabermos que em Cristo fomos regenerados para glorificá-lo na condição de homens e mulheres, quer vestindo azul, quer vestindo rosa.  

Soli Deo Gloria!




[i] Nota:
Michale Oakeshott nasceu em Chelsfield, pequeno distrito da grande Londres em 11 de dezembro de 1901. Após se graduar em história pela universidade de Cambridge, o filósofo e teórico político decide se alistar no exército britânico a fim de lutar contra os nazistas. Após a segunda grande guerra, Oakeshott retorna à vida acadêmica em Cambridge, posteriormente lecionando em Oxford e finalmente se aposentando na London School of Economics. Seguiu escrevendo até o ano de 1990, quando morreu aos 89 anos. 


EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 26.24-32

TEMA: A "LOUCURA" DE PAULO
O testemunho de Paulo perante Agripa soou como uma conversa de “doido” para o governador Festo, que não conhecia a tradição judaica.
O apóstolo discorreu sobre as promessas de Deus anunciadas por seus profetas, além de demonstrar como essas promessas se cumpriram em Cristo.
Você e sua família são nossos convidados.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 26.1-23




TEMA: A ÚLTIMA DEFESA DE PAULO

Numa audiência cheia de pompa, Paulo foi levado à presença do rei Agripa II para seu quinto e último julgamento.

Essa defesa será a mais longa e mais detalhada. O testemunho de Paulo será ouvido pelos mais importantes líderes políticos de Cesareia e Judeia.

Paulo fará uma retrospectiva de sua vida, o que configurará um discurso pessoal e autobiográfico. Mais uma vez seu testemunho apontará para Cristo.

Você e sua família são nossos convidados.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

EXPOSIÇÃO EM ATOS DOS APÓSTOLOS 25.13-27



TEMA: PAULO PERANTE O REI AGRIPA

O rei Agripa II e sua irmã Berenice resolvem visitar Cesareia e saudar o novo governador, Festo.

Enquanto estavam ali, Festo compartilhou com o rei Agripa II a situação de Paulo, o seu apelo para ser julgado no tribunal de César e o que ele deveria escrever sobre as acusações levantadas contra Paulo.

Agripa conhecia a tradição judaica e, portanto, era o homem certo para ouvir o caso.

Você e sua família são nossos convidados.

DE SONHOS E PROMESSAS



por Delmo Fonseca 

Há um verso da poeta chilena Gabriela Mistral, que resume o mote do nosso texto: “todos nós temos duas vidas: a com a qual sonhamos e a que somos obrigados a viver ...” Em outras palavras, nos situamos numa zona fronteiriça onde realidade e fantasia se tangenciam. Por que o simples ato de andar com os “pés no chão” é, para muitos, menos atraente do que andar com a “cabeça nas nuvens”? Ou melhor: por que muitos preferem a fantasia à realidade? A resposta é simples: a realidade nos mantêm despertos, enquanto a fantasia nos lança num estado sonambúlico.

A realidade, sob vários aspectos, ora se apresenta árdua e hostil, ora amena e tranquila. Por ser árida na maioria das vezes, provoca em muitos o desejo de fuga. Daí o fato de que fugir da realidade é quase sempre a alternativa mais viável para quem prefere a leveza da fantasia. Até mesmo o salmista, diante de uma série de infortúnios, se viu tentado a escapar da realidade: “O meu coração está acelerado; os pavores da morte me assaltam. Temor e tremor me dominam; o medo tomou conta de mim. Então eu disse: ‘Quem dera eu tivesse asas como a pomba; voaria até encontrar repouso! Sim, eu fugiria para bem longe, e no deserto eu teria o meu abrigo. Eu me apressaria em achar refúgio longe do vendaval e da tempestade’" (Sl 55.4-8).

Quem nunca, ao menos uma vez na vida, acalentou o desejo do salmista? Fugir para um lugar distante, abrigar-se das vicissitudes, proteger-se das intempéries, enfim, viver à margem das tribulações. Talvez esse desejo revele nossa predileção por andar com a “cabeça nas nuvens” em vez de fincar os “pés no chão”. A Palavra de Deus é pródiga em nos mostrar que a realidade nem sempre se ajusta ao que sonhamos. Abraão, por exemplo, vislumbrou uma terra que manava leite e mel, porém se deparou com uma Canaã muito diferente de seus sonhos: “Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra” (Gn 12.10). Até mesmo Elias, após a peleja contra os profetas de Baal, considerou a possibilidade de uma vida mais amena. No entanto, se deparou com outra realidade ante a ameaça de Jezabel, o que o levou a uma grande frustração: “Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (1Rs 19.4).

Diante da constatação de que a realidade nem sempre se ajusta aos nossos sonhos, o que sugere uma conclusão pessimista, será que há espaço para a esperança de que ainda experimentaremos dias melhores? Aos que creem, a resposta é um altissonante “sim”. Disse Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). As Escrituras confirmam que Abraão e Elias experimentaram o consolo de Deus ao final de suas vidas. Por razões semelhantes, cremos que as provações e toda sorte de tribulações, por mais sofrimentos que possam infligir, não ultrapassarão a nossa capacidade em Cristo de suportá-las.  Ele venceu o mundo.

Sendo assim, cabe a pergunta: estamos impedidos de sonhar? De maneira alguma. O que não podemos é buscar refúgio na fantasia, seja esta de que matiz for, ainda que a vida com a “cabeça nas nuvens” pareça mais tentadora do que a ser vivida com os “pés no chão”. Para tanto, precisamos crer na misericórdia de Deus, esperar nele, pois suas promessas são melhores do que os nossos sonhos: “os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (Is 40.31).